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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Uma Coreia dividida em dois marcará a visita do Santo Padre

O porta-voz: Rezará ali pela reconciliação e a paz entre os dois lados. O Papa falará inglês com os jovens


Roma, 07 de Agosto de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora


"A Coreia sofre as consequências da guerra dos anos 50, ainda dividida, sob um armistício. O tema da paz e da reconciliação será, portanto, central nesta parte candente do planeta", disse hoje o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, ao apresentar a viagem do Papa Francisco, do 14 ao 18 de Agosto. E disse que “o Santo Padre rezará ali pela reconciliação e paz entre as duas partes do povo coreano”.

Entre as perguntas feitas pelos jornalistas a Associated Press perguntou ao pe. Lombardi sobre a veracidade de uma notícia segundo a qual o arcebispo de Seul teria proibido os sacerdotes da Coreia do Sul de celebrar missa no norte do país, sob um regime comunista brutal.

O pe. Federico Lombardi disse que o arcebispo de Seul, Andrew Yeom Soo-jung, também é responsável pelos territórios da Coreia do Norte e que, portanto, terá as suas razões se tiver decidido assim. Recordou também que algumas delegações da Coreia do Norte foram convidadas e que a resposta oficial do Governo de Pyongyang foi que não participarão. O director da sala de Imprensa, entretanto, falou também da possibilidade de que alguns norte-coreanos participem de uma missa com o Santo Padre, mas em particular.

Enquanto isso o jornalista de Avvenire, Mimmo Muolo, que acaba de voltar de uma viagem feita à Coreia do Sul com a finalidade de entender melhor como cobrir a informação sobre a visita que realizará o Pontífice, esclareceu que o sul está absolutamente proibido de ir à Coreia do Norte, e, até mesmo que está fechada a entrada de qualquer tipo de ajuda humanitária proveniente do sul do país.

De fato, a Arquidiocese de Seul convidou no dia 26 de Maio o governo da Coreia do Norte a enviar uma delegação para a missa de reconciliação e de paz que o Papa vai celebrar no último dia de sua visita. A ‘Associação dos católicos norte-coreanos’ criada pelo regime declarou que “nestas circunstâncias ir a Seul seria um passo rumo à agonia”.

Questionado sobre se o Papa poderia tomar alguma iniciativa pessoal, uma vez que a fronteira da Coreia do Norte está há cerca de 70 quilómetros de Seul, o porta-voz disse que não havia nada programado, embora o Santo Padre possa tomar as iniciativas que achar oportunas. Disse, porém que não faltarão momentos de oração pela paz entre os dois países que estão ainda em estado de guerra, estando em vigor somente um armistício.

Entre as novidades da viagem do papa Francisco, está a de que fará 4 discursos em inglês, dois deles dirigidos aos jovens. Os outros serão em italiano.

Sobre a possibilidade de uma viagem ao Japão, o padre Lombardi disse que "não há, por agora, nenhuma outra prevista mais que as programas à Albânia, Isri Lanka e Filipinas".

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