D. Vitalino Dantas, bispo emérito de Beja e religioso da Ordem do Carmo, celebrou os seus 50 anos de sacerdote. Neste programa Ecclesia conta um pouco do que viveu neste tempo e as paixões que foi tendo.
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domingo, 9 de setembro de 2018
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
Igreja: D. António Vitalino celebra 50 anos de sacerdócio (c/vídeo)
«Os emigrantes foram sempre a minha paixão», afirma bispo emérito de Beja, que foi missionário na Europa
Fátima, 03 ago 2018 (Ecclesia) – D. António Vitalino, bispo emérito de Beja e religioso da Ordem do Carmo, celebra hoje as bodas de ouro da ordenação sacerdotal, destacando o ministério dedicado aos emigrantes.
“Os emigrantes foram sempre a minha paixão”, disse o prelado, em entrevista à Agência ECCLESIA, referindo o trabalho feito para ajudar estas pessoas, “conseguir contratos para os familiares, as mulheres, defendê-los junto da polícia, dos tribunais, nas fábricas”.
A ordenação sacerdotal aconteceu a 3 de agosto de 1968, no Santuário do Sameiro (Braga), e D. António Vitalino lembra que pediu “uma máquina fotográfica” com a qual “se fotografou a ordenação, a Missa Nova” e começou “a fazer fotografias” e depois slides; hoje, pede orações por si.
“Desejo que rezem por mim para que tenha juízo, e até à hora da morte. É realmente importante. Tenho tudo o que preciso, já tenho muita maquineta antiga”, pede.
O bispo emérito de Beja nasceu a 3 de novembro de 1941 em Barros, Vila Verde, na Arquidiocese de Braga, e lembra que na redação do exame da Quarta-classe escreveu que “queria ser missionário”.
As primeiras experiências foram as Ordens Franciscanas – os Frades Menores e os Capuchinhos -, seguindo-se o seminário Carmelita da Falperra, em Braga; depois do noviciado, D. António Vitalino pediu para ir para a Alemanha, explicando que “no Concílio Vaticano II os teólogos alemães se tinham distinguido muito”.
Enquanto estudava Teologia, descobriu os emigrantes, assistiu “às primeiras grandes levas” de portugueses para as “grandes fábricas alemãs”, e isso foi “providencial” para descobrir que a sua vocação “era mais entre o povo, era pastoral”.
“As autoridades precisavam de alguém que percebesse alemão e a língua dos portugueses”, assinala o entrevistado, que começou também “a traduzir documentos”.
Foi na emigração que D. António Vitalino encontrou “mais homens alentejanos numa celebração” – 220 trabalhadores que, depois de ouvirem os “seus direitos”, participaram “todos” na Eucaristia, quando o interlocutor “disse que era padre” e podia celebrar.
Um trabalho “muito interessante” que ajudou o entrevistado a “ser missionário na Europa”; a Pastoral das Migrações é um serviço que ainda hoje conta com o seu empenho.
O padre carmelita regressou a Portugal em 1976 e foi para a Paróquia de Santo António dos Cavaleiros, em Loures; passados 20 anos foi nomeado bispo auxiliar de Lisboa, a 3 de julho de 1996, tendo sido ordenado bispo aos 54 anos, a 29 de setembro de 1996, na igreja do Mosteiro dos Jerónimos.
A 25 de janeiro de 1999, o então Papa João Paulo II nomeou-o bispo de Beja; a entrada solene realizou-se dia 11 de abril, uma região onde a Ordem Carmelita está desde o século XIII.
O 16.º bispo da Diocese de Beja ordenou 19 presbíteros e dinamizou o primeiro Sínodo diocesano para “consultar o povo de Deus”.
Neste âmbito, lembra que realizou um pré-sínodo e com “mais de 1000 respostas” de leigos colaboradores mostrou aos padres “céticos que era altura de convocar o sínodo”.
Uma das conclusões do Sínodo da Diocese de Beja foi a necessidade de formação e “o saber trabalhar com o povo”.
“Não existimos para nós mesmos, existimos para o povo de Deus. Se não escutamos os leigos estamos a trabalhar em vão. Podemos estar só a repetir coisas do nosso ministério, mas não é a resposta adequada”, desenvolve o bispo emérito.
Em 17 anos de serviço episcopal em Beja, D. António Vitalino “nunca” sentiu resistências ideológicas: “Entendia-me bem com todos”.
A 10 de outubro de 2014, o Papa Francisco nomeou D. João Marcos como bispo coadjutor da Diocese de Beja, a pedido de D. António Vitalino que manifestou necessidade de um bispo coadjutor a quem confiar essa missão quando atingisse os 75 anos, que o entrevistado completou a 3 de novembro de 2016.
Atualmente, D. António Vitalino vive na casa dos Carmelitas em Fátima e revela que “faz o que pedem”.
O prelado é membro da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana e dedica-se, por exemplo, às migrações e ao Apostolado do Mar.
As tecnologias continuam a fazer parte das suas ocupações, dedicando-se “a digitalizar os slides”, e fazer “filmes nos tempos livres”, muitos deles para oferecer.
PR/CB/OC
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sábado, 21 de julho de 2018
50 anos de Ordenação Presbiteral de D. António Vitalino Dantas
Caros diocesanos de Beja:
Ocorre no próximo dia 3 de agosto o Cinquentenário da Ordenação
Presbiteral do Senhor D. António Vitalino Fernandes Dantas, bispo emérito desta
Diocese de Beja.
Meio século de exercício sacerdotal é oportunidade rara e motivo grande
para fazermos ação de graças ao Senhor misericordioso que, por meio do
Sacerdócio do Seu Filho, não cessa de nos fazer bem e de nos encaminhar para o
Seu Reino.
Cristo é Profeta, é Sacerdote, e é Pastor e Rei. Como Profeta, revela-nos
o Pai. Como Sacerdote, conduz-nos ao Pai. E porque é Rei e Pastor, Cristo orienta-nos,
pelo Seu Espírito, nos caminhos desta vida, como membros da Sua Igreja. Ser
padre é participar desta tríplice missão pastoral de Cristo que, dando-nos o
Seu Espírito Santo, nos situa, nos orienta e nos conduz, como filhos adotivos
de Deus, ao encontro do Pai. Damos graças a Deus pelos muitos frutos do
ministério sacerdotal do senhor D. António.
A Eucaristia festiva de ação de graças vai decorrer no próprio lugar onde
foi a Ordenação, no Santuário de Nossa Senhora do Sameiro, em Braga, às 11
horas. É uma sexta-feira de agosto, tempo de férias, mas ouso convidar-vos,
caros diocesanos, a que estejais presentes nesta celebração, aqueles que
puderdes. Uma vez que todos nós somos pessoas marcadas pelo ministério
sacerdotal do Senhor D. António Vitalino, ser-lhe-á muito grata a nossa
presença. E se não puderdes estar fisicamente presentes em Braga nesse dia,
participai espiritualmente nesta intenção de louvor e ação de graças a Cristo
Nosso Senhor pelo dom que fez, do Seu Sacerdócio, ao D. António Vitalino, ao
longo destes cinquenta anos. Rezemos por ele que nos leva, a todos nós, no seu
coração de pastor.
Beja, 20 de julho de
2018
O Vosso bispo
+ J. Marcos
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Despedida de D. António Vitalino Dantas e Encerramento do Ano da Misericórdia
Em 13 de Novembro de 2016, realizou-se em Beja a Despedida de D. António Vitalino Dantas e o Encerramento do Ano da Misericórdia na Diocese de Baje.
O salão do Seminário de Beja, bem como a Sé Catedral de Beja, foram pequenos para acolher todos aqueles que participaram nestes momentos.
Ficam as imagens:
terça-feira, 15 de novembro de 2016
Beja: Diocese disse «obrigado» a D. António Vitalino
Foto: Agência ECCLESIA/LFS |
Celebração de despedida reuniu colaboradores das várias paróquias
Beja, 14 nov 2016 (Ecclesia) – O bispo emérito de Beja, D. António
Vitalino, teve uma despedida “calorosa”, este domingo, naquela cidade do
Alentejo, com a presença de colaboradores das várias paróquias daquele
território.
Na festa, que coincidiu com o encerramento da porta jubilar da
misericórdia, D. António Vitalino confessou-se emocionado à Agência
ECCLESIA com o “carinho dispensado” e, “embora vá residir para a
comunidade carmelita, em Fátima” deixou uma certeza: “Sempre que
precisarem de mim, estarei disponível”.
Durante a sessão, pincelada com testemunhos e obras musicais, o povo
alentejano agradeceu o trabalho realizado pelo antecessor de D. João
Marcos.
Para o vigário-geral da Diocese de Beja, padre António Domingos
Pereira, o bispo emérito de Beja foi, essencialmente, “um organizador”
e, atualmente, “a diocese pode construir coisas muito interessantes”.
A preocupação “grande com aqueles que estão mais distantes” é outra
característica apontada pelo vigário geral, sem esquecer os “mais
desfavorecidos e pobres no conhecimento das coisas de Deus”.
A “persistência” do bispo emérito de Beja é outra faceta divulgada pelo
padre António Domingos Pereira, que é vigário-geral desta diocese desde
o ano 2000.
O sacerdote falou de um “pastor simples”, que se sentia bem “no meio do povo”, algo que cativou “muita gente”.
Uma “presença amiga, discreta e simples” é a imagem que D. António Vitalino deixa na Diocese de Beja, frisou o vigário-geral.
D. João Marcos sucedeu no último dia 3 de novembro a D. António
Vitalino como bispo da Diocese de Beja, após o Papa ter aceitado a
renúncia deste último, que completou 75 anos de idade.
O novo bispo de Beja tinha sido nomeado por Francisco como coadjutor da
diocese alentejana a 10 de outubro de 2014, com direito de sucessão.
LFS/OC
in
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Igreja/Beja: D. António Vitalino completa 75 anos
Bispo prevê uma «transição tranquila» para D. João Marcos e quer regressar à Ordem do Carmo
Beja, 03 nov 2016 (Ecclesia) – D. António Vitalino, bispo de Beja,
completa hoje 75 anos de idade e encara com “muita naturalidade” a
“passagem de testemunho” para o coadjutor, D. João Marcos, após o Papa
aceitar o seu pedido de renúncia.
No dia 10 de outubro de 2014, o Papa Francisco nomeou D. João Marcos
como bispo coadjutor da Diocese de Beja, correspondendo ao pedido do
atual bispo, D. António Vitalino, que se manifestou sobre a necessidade
de contar com um bispo coadjutor a quem possa confiar a sua missão
quando atingir os 75 anos.
O número 1 do cânone 401 do Código de Direito Canónico determina que
qualquer bispo diocesano que tenha completado 75 anos de idade deve
apresentar a renúncia do ofício ao Papa, o qual toma uma decisão sobre o
caso depois de examinadas todas as circunstâncias.
D. António Vitalino prevê uma transição “tranquila, como deve ser na Igreja”, para o atual coadjutor, D. João Marcos.
Por ocasião do início do Ano Pastoral 2016/2017, D. António Vitalino
disse à Agência ECCLESIA que é de esperar continuidade na “diversidade”
própria do futuro bispo, D. João Marcos, na diocese desde 2014.
D. António Vitalino considera ser prioritário desenvolver um projeto de evangelização, de “iniciação cristã”.
“Os alentejanos estão num processo de aproximação, é preciso com
certeza evangelizar aquele povo, mostrar que Jesus é, afinal, o mais
próximo de nós”, precisou.
Quanto a conselhos que deixa a D. João Marcos, o bispo de Beja diz que é
preciso “não desanimar, não ter medo das dificuldades”.
Numa mensagem à Diocese de Beja no início do ano pastoral, os bispos
explicam que é de prever que este o ano em curso “fique marcado pela
mudança”, passando D. António Vitalino a bispo emérito de Beja “quando o
Papa Francisco assim o entender”.
Em relação ao futuro, D. António Vitalino diz ter um calendário “muito
preenchido” até junho de 2017 e “muitos convites” do mundo da emigração.
“Eu não sou general, sou um simples soldado-raso e tenho de estar com o
povo, às vezes à frente do povo, e mostrar os caminhos que julgo serem
os melhores para todos”, assinala, uma retrospetiva do seu percurso como
bispo.
Agora, e após 20 anos de ministério episcopal, prevê poder “regressar à comunidade”, como religioso carmelita.
No dia 13 de novembro, a Diocese de Beja vai homenagear D. António
Vitalino para agradecer os 17 anos do seu ministério episcopal naquele
território do Alentejo.
Numa mensagem enviada aos jovens, a diocese pede-lhes para comparecerem
na cerimónia de homenagem ao bispo de Beja que completa, dia 03 de
novembro, 75 anos de idade, lê-se no jornal «Notícias de Beja».
A homenagem vai ser na Sé de Beja e serve para manifestar “a profunda
gratidão” ao prelado pela “sua vida exemplar ao serviço da Igreja e pelo
seu incansável apostolado missionário no vasto território do Alentejo,
refere a edição do referido semanário.
A celebração serve também para encerrar o Ano da Misericórdia.
HM/OC/LFS/PR
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sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Beja: Homenagem a D. António Vitalino
D. António Vitalino - Agência ECCLESIA |
Para agradecer os 17 anos do seu ministério episcopal naquele território do Alentejo
Beja, 14 out 2016 (Ecclesia) – A Diocese de Beja vai homenagear, dia 13
de novembro, D. António Vitalino para agradecer os 17 anos do seu
ministério episcopal naquele território do Alentejo.
Numa missiva enviada aos jovens, a diocese pede-lhes para comparecerem
na cerimónia de homenagem ao bispo de Beja que completa, dia 03 de
novembro, 75 anos de idade, lê-se no jornal «Notícias de Beja».
A festa vai ser na Sé de Beja e serve para manifestar “a profunda
gratidão” ao prelado pela “sua vida exemplar ao serviço da Igreja e pelo
seu incansável apostolado missionário no vasto território do Alentejo,
refere a edição do referido semanário.
A celebração serve também para encerrar o Ano da Misericórdia.
LFS
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quinta-feira, 7 de julho de 2016
Fátima: Bispo de Beja destaca exemplo dos pastorinhos para «tempos de crise e de desemprego» atuais
Foto: Diocese de Beja |
Lema «Com Maria seremos Igreja viva» conduziu peregrinação diocesana ao santuário
Fátima, Santarém, 28 jun 2016 (Ecclesia) – O bispo de Beja recordou o
exemplo dos pastorinhos de Fátima face aos “tempos de crise e de
desemprego”, recordando que os videntes partilharam com “amor e alegria a
oração” e “mesmo as pobres merendas”.
“Nestes tempos de crise e de desemprego, precisamos de nos converter à
partilha, à solidariedade por amor ao próximo. Deixar a ganância e a
cobiça do alheio e denunciar, mais pelo testemunho que por palavras,
quem vive na corrupção e no esbanjamento, esquecendo o bem comum e a
partilha fraterna com os pobres”, disse D. António Vitalino, na 14.ª
Peregrinação da Diocese de Beja a Fátima.
Na homilia deste domingo, enviada hoje à Agência ECCLESIA, o bispo
diocesano observou que as pessoas são “administradores dos bens e não
senhores absolutos” e pediu aos fiéis no Santuário da Cova da Iria que
não esperem que “outros cumpram” as “verdades fundamentais da vida
humana e cristã”.
“Dêmos nós o exemplo, mesmo que simples e humilde como o fizeram os
pastorinhos de Fátima, conscientes de que a sabedoria de Deus se
manifesta nas crianças, para confusão dos soberbos e avarentos”,
desenvolveu o prelado na iniciativa de encerramento do ano pastoral
2015-2016 da Diocese de Beja.
D. António Vitalino pediu ainda que não haja medo, nem tristeza mas
como Jacinta partilhem e sejam “solidários, acima de tudo”, que sejam
livres para “amar sobretudo aqueles que o mundo rejeita e humilha”.
A 14.ª peregrinação de Beja ao Santuário de Fátima teve como tema ‘Com Maria seremos Igreja viva’, nos dias 25 e 26 junho.
“Não tenhais medo, apesar da corrupção e imoralidade que nos circunda.
Confiemos no Imaculado Coração de Maria…, pois nunca se ouviu dizer que
fosse por ela desamparado quem a ela recorreu”, sublinhou o bispo da
diocese alentejana.
D. António Vitalino destacou que quem vive a sua liberdade “num sentido
egoísta” se torna “escravo de si mesmo e cai no vazio da solidão, do
sem sentido da vida, na autodestruição”, porque “só no amor consiste a
perfeição da existência”.
O responsável quis “confiar à proteção de Nossa Senhora de Fátima” as conclusões do sínodo da Diocese de Beja, que terminou a 4 de junho.
No final da homilia, o bispo de Beja, confiou à Senhora de Fátima os
irmãos doentes e aflitos, as vítimas da crise económica e ecológica, os
desempregados e os refugiados.
CB/OC
in
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Beja: «Alma» do povo alentejano vibrou com passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima - D. António Vitalino
Foto: Diocese de Beja |
Bispo diocesano agradece iniciativa do Santuário de Fátima
Beja, 09 mai 2016 (Ecclesia) - O bispo de Beja, D. António Vitalino,
considera que a passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima
pela diocese, entre 22 de novembro e 6 de dezembro de 2015, permitiu
mostrar a “alma” do povo alentejano.
“Foi uma oportunidade única de sentir a alma do nosso povo e no Baixo
Alentejo não foi diferente”, refere o prelado, num texto que vai
integrar a próxima edição do Semanário ECCLESIA.
A publicação vai ser dedicada às várias etapas da visita da Imagem
Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, que começou há um ano e se vai
concluir a 13 de maio, na Cova da Iria, englobada na preparação da
comemoração do centenário das aparições (1917-2017).
D. António Vitalino agradece ao Santuário de Fátima por esta
iniciativa, que na Diocese de Beja percorreu mais de 250 quilómetros.
“O povo acorreu, de dia e de noite, cantou e rezou, mostrando que é um
povo religioso e devoto de Nossa Senhora, apesar de a maioria não
frequentar as liturgias nas igrejas”, assinala o prelado.
As paróquias promoveram encontros de oração e procissões com a
participação de pessoas das comunidades por onde não foi possível a
imagem passar.
“Como muitos diziam, só Nossa Senhora consegue tocar na alma deste povo, fazê-lo vibrar e até chorar”, observa o bispo de Beja.
O responsável explica que, estando a diocese em Sínodo, as catequeses
sobre a misericórdia e a reconciliação fizeram a ligação com a mensagem
de Fátima.
“Espero que fique nas pessoas o desejo de conhecer melhor a mensagem de
Fátima, Jesus Cristo e o Evangelho, para quem Nossa Senhora aponta e
nos conduz. Oxalá estejamos prontos e atentos para fazer tudo o que
Jesus nos disser através da Igreja e os pastores saibam aproveitar esta
ajuda de Maria”, conclui D. António Vitalino.
A celebração de encerramento da visita vai coincidir com a peregrinação
anual de 12 e 13 de maio ao Santuário de Fátima, presidida pelo
presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Manuel Clemente,
incluindo a consagração das Dioceses de Portugal a Nossa Senhora de Fátima.
A imagem passou pelas comunidades católicas de Viseu, Braga, Viana do
Castelo, Vila Real, Bragança-Miranda, Lamego, Coimbra, Guarda,
Portalegre-Castelo Branco, Setúbal, Évora, Beja, Algarve, Santarém,
Lisboa, Madeira, Aveiro, Açores e Porto, antes de regressar a
Leiria-Fátima.
OC
in
terça-feira, 26 de abril de 2016
Beja: Bispo participou nas celebrações do 25 de abril
Beja, 26 abr 2016 (Ecclesia) – O bispo de Beja participou na sessão
solene do 25 de abril no Salão Nobre do antigo Governo Civil de Beja,
esta segunda-feira.
Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, D. António Vitalino informa
que participou na sessão solene a convite do presidente da Assembleia
Municipal e do presidente da Câmara de Beja.
Antes, acompanhou a peregrinação jubilar do arciprestado de Beja à Sé,
este domingo, e presidiu ao encerramento dum curso de Cristandade de
Senhoras no qual participaram 13 novos membros.
No dia 24 de abril, D. António Vitalino presidiu à Eucaristia do
sacramento do Crisma de 17 membros das várias comunidades, confiadas aos
cuidados pastorais da Congregação do Verbo Divino, em Almodôvar.
Já no sábado, dia 23 de abril, o bispo de Beja marcou presença na
assembleia diocesana do Conselho Central das Conferências de S. Vicente
de Paulo, na Paróquia de Cuba, onde esteve também o sacerdote que
acompanha as conferências, o padre José Roque, e a presidente nacional, recém-eleita, Alda Couceiro.
CB
in
terça-feira, 22 de março de 2016
A maior obra de misericórdia
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo, (…) veio Jesus…(Jo.20,19).
Queridos irmãos e irmãs:
Regressado da morte e trazendo no seu corpo as chagas gloriosas, Jesus saúda os discípulos com palavras habituais entre os judeus mas que neste momento alcançam a plenitude do seu significado e da sua eficácia: “a paz esteja convosco!” Com esta saudação entrega-lhes o precioso fruto da Sua Páscoa: a paz e a alegria do perdão e da reconciliação com o Pai que têm o poder de nos recriar, de fazer de nós criaturas novas. E envia-os pelo mundo inteiro com o poder de anunciar e de dar esse mesmo perdão a todos aqueles que acreditarem no Evangelho: “assim como o Pai Me enviou também Eu vos envio a vós”. Dito isto soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos”. (Jo.20,21-23)
Libertar as pessoas da escravidão do pecado e do medo, esta é a missão da Igreja em todos os tempos e lugares, esta é hoje a nossa missão e a maior obra de misericórdia que devemos praticar: anunciar a vitória de Cristo sobre a morte e ajudar as pessoas a encontrar-se com Ele para que recebam o perdão dos seus pecados, tenham Vida em seu nome e possam cantar connosco: é eterna a sua misericórdia!
Desejamos a todos uma vivência intensa da Páscoa.
O Senhor vos abençoe e vos dê a Sua paz e a Sua alegria!
Rezai por nós.
+ António Vitalino
+ João Marcos
+ João Marcos
Beja: Anúncio da Páscoa é «maior obra de misericórdia»
D. João Marcos e D. António Vitalino (Foto: Diocese de Beja) |
Mensagem dos bispos da diocese alentejana sublinha que Igreja tem de «libertar as pessoas da escravidão do pecado e do medo»
Beja, 22 mar 2016 (Ecclesia) - D. António Vitalino, bispo de Beja, e o
coadjutor da diocese, D. João Marcos, escreveram uma mensagem de Páscoa
em que apresentam o anúncio da ressurreição de Jesus como a “maior obra
de misericórdia”.
“Libertar as pessoas da escravidão do pecado e do medo, esta é a missão
da Igreja em todos os tempos e lugares, esta é hoje a nossa missão e a
maior obra de misericórdia que devemos praticar”, refere o texto,
enviado hoje à Agência ECCLESIA.
Os bispos convidam a “anunciar a vitória de Cristo sobre a morte” e
ajudar as pessoas a “encontrar-se com Ele” para que recebam “o perdão
dos seus pecados”.
A ressurreição de Jesus, prossegue a mensagem, traz “a paz e a alegria do perdão e da reconciliação com o Pai”.
“Desejamos a todos uma vivência intensa da Páscoa. O Senhor vos abençoe
e vos dê a Sua paz e a Sua alegria! Rezai por nós”, concluem D. António
Vitalino e D. João Marcos.
OC
in
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Há uma porta aberta para todos!
Mensagem da Quaresma dos bispos de Beja
Queridos irmãos e irmãs:
1 - A nossa vida é uma Páscoa, uma passagem. Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Porque fomos batizados, somos cristãos. Porque somos cristãos, precisamos de viver batizados, quer dizer, mergulhados no mistério de Cristo, para não perdermos a consciência da nossa identidade de filhos de Deus e não ficarmos mundanizados como aqueles que vivem sem esperança. Mergulhamos neste admirável mistério que nos habita sendo membros vivos da Igreja nossa mãe, fazendo oração e celebrando os Sacramentos, sobretudo a Reconciliação e a Eucaristia, pelos quais nos unimos a Cristo, para vivermos n´Ele e Ele em nós. A prova real de que isso acontece mesmo vê-se no facto de, pelo Espírito Santo que nos habita, podermos obedecer à vontade de Deus no nosso dia-a-dia e nos tornarmos seus imitadores, praticando as Obras de Misericórdia.
2 - Prestes a entrar na Quaresma pela qual nos preparamos para a celebração anual da Páscoa que é a fonte da Salvação para o mundo inteiro, queremos fazer ressoar para cada um de vós o querigma, o coração pulsante da pregação dos apóstolos, que sempre se tem de voltar a anunciar, como diz a mensagem do Santo Padre.
Tu que estás lendo estas palavras pára um momento e repara, com olhos de ver, na vida que levas ou que te leva: vives para quê? Vives para quem? Deus conhece-te profundamente e ama-te assim como és, neste momento concreto da tua vida. Não desistiu de ti que tantas vezes O ignoras e desprezas para te afundares no egoísmo com que, sem dares por isso, levantas os muros da tua solidão e edificas o teu inferno personalizado. O Senhor vem libertar-te daquilo que te impede de amar e de ser feliz, para que em ti se cumpra o desígnio de amor para o qual foste criado. O Filho de Deus, Jesus Nosso Senhor, morreu na cruz carregando com os teus pecados e ressuscitou, venceu a morte, para que, liberto do pecado e do medo de morrer, possas amar os outros e deixar de viver para ti mesmo. Criado para uma vida sublime, divina, encontras-te encalhado numa vida miserável e sem horizontes! Há uma porta aberta para todos no Coração humano de Deus! Cristo, Bom Pastor, vem à tua procura cheio de misericórdia. Não sejas mau para ti mesmo! Deixa-te encontrar por Ele, entra pela porta que é Ele e saboreia a doçura da misericórdia do Pai!
3 - Na Igreja recebemos a graça de Deus e o Seu Espírito que faz de nós pessoas reconciliadas, pacificadas, capazes de fazer o bem. Esta conversão e esta transformação não se resumem a uma iluminação da inteligência que nos dá uma nova perspetiva do mundo, da vida e de nós próprios. Trata-se de uma cultura e de um percurso espiritual que se faz em Igreja, com outros irmãos. Ninguém pode ser cristão sozinho. As Peregrinações Jubilares à Porta da Misericórdia da nossa Catedral, para as quais todos vós estais convidados, marcarão a Quaresma e a Páscoa deste ano e visualizarão a nossa condição de Igreja a caminho, em conversão permanente. Cultivar a vida cristã é cultivar a comunhão fraterna, comunhão que nos ajuda a ser livres em relação aos bens materiais e aos afetos e submissos a Deus, e nos ensina a adorá-l’O em espírito e em verdade. A oração, o jejum, a esmola, são expressões e instrumentos dessa cultura, dessa justiça nova que o Espírito do Senhor realiza em nós, com a nossa colaboração.
4 - O Santo Padre convida-nos a viver a Quaresma deste Ano Jubilar praticando as Obras de Misericórdia corporais e espirituais que sempre devem andar juntas, porque não podemos cuidar apenas do corpo ou apenas do espírito, uma vez que o ser humano é um todo. As Obras de Misericórdia não são meros episódios de altruísmo: são obras de amor de Cristo aos pobres, realizadas por meio de nós cristãos; são obras de amor nosso a Cristo, presente nos necessitados. Como refere a mensagem do Papa Francisco para esta Quaresma, realmente, no pobre a carne de Cristo torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga (…), e mais ainda quando o pobre é o irmão ou irmã em Cristo que sofre por causa da sua fé. Motivado por esta consciência e sensível ao drama de tantos cristãos que no Médio Oriente são perseguidos, o Conselho Presbiteral da nossa Diocese de Beja sugeriu que o produto da Renúncia Quaresmal deste ano lhes seja destinado. A propósito, a Renúncia Quaresmal do ano passado, destinada a ajudar as vítimas da erupção vulcânica na ilha do Fogo em Cabo Verde e às obras da Sé somou apenas 20 415,42 €. Dizemos apenas porque estamos convictos de que, apesar de sermos poucos, podemos e devemos ajudar mais. Como comunidades cristãs que somos, não podemos dar apenas qualquer coisa para afastar a má consciência. Não fiquemos indiferentes ao sofrimento e às privações dos nossos irmãos.
Se conheces a misericórdia de Cristo para contigo, sê misericordioso! Se conheces a generosidade de Cristo e o seu amor, ama os teus irmãos e sê generoso tu também! Se tens consciência de que pecas muito por pensamentos, palavras, atos e omissões, lembra-te que a esmola cobre uma multidão de pecados e dá com generosidade, não apenas do que te sobra, mas também do que te faz falta. Priva-te de alguma coisa durante a Quaresma por amor de Cristo para socorreres Cristo, que te ama tanto, presente naqueles que sofrem.
5 - Amados irmãos e irmãs: convertamo-nos ao Senhor no tempo favorável que Ele nos oferece nesta Quaresma, reconhecendo e confessando os nossos pecados no Sacramento da Reconciliação pelo qual se renova o Batismo e a vida cristã. Cultivemos a verdadeira piedade, a intimidade com o Senhor na oração, que dará a simplicidade e a beleza da sua graça ao nosso viver. Praticando o jejum, esvaziemo-nos da nossa soberba e autossuficiência para sermos mansos, humildes e acolhedores para com o próximo. Pratiquemos a esmola com a mesma generosidade e largueza com que o Pai cuida de nós e nos enche de bens. E a glória do Senhor Ressuscitado resplandecerá em nós e na Igreja, ao celebrarmos a Páscoa que se aproxima.
Ajudemo-nos nesta caminhada quaresmal, rezando uns pelos outros.
O Senhor vos abençoe e faça frutificar a vossa caminhada quaresmal.
1 - A nossa vida é uma Páscoa, uma passagem. Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Porque fomos batizados, somos cristãos. Porque somos cristãos, precisamos de viver batizados, quer dizer, mergulhados no mistério de Cristo, para não perdermos a consciência da nossa identidade de filhos de Deus e não ficarmos mundanizados como aqueles que vivem sem esperança. Mergulhamos neste admirável mistério que nos habita sendo membros vivos da Igreja nossa mãe, fazendo oração e celebrando os Sacramentos, sobretudo a Reconciliação e a Eucaristia, pelos quais nos unimos a Cristo, para vivermos n´Ele e Ele em nós. A prova real de que isso acontece mesmo vê-se no facto de, pelo Espírito Santo que nos habita, podermos obedecer à vontade de Deus no nosso dia-a-dia e nos tornarmos seus imitadores, praticando as Obras de Misericórdia.
2 - Prestes a entrar na Quaresma pela qual nos preparamos para a celebração anual da Páscoa que é a fonte da Salvação para o mundo inteiro, queremos fazer ressoar para cada um de vós o querigma, o coração pulsante da pregação dos apóstolos, que sempre se tem de voltar a anunciar, como diz a mensagem do Santo Padre.
Tu que estás lendo estas palavras pára um momento e repara, com olhos de ver, na vida que levas ou que te leva: vives para quê? Vives para quem? Deus conhece-te profundamente e ama-te assim como és, neste momento concreto da tua vida. Não desistiu de ti que tantas vezes O ignoras e desprezas para te afundares no egoísmo com que, sem dares por isso, levantas os muros da tua solidão e edificas o teu inferno personalizado. O Senhor vem libertar-te daquilo que te impede de amar e de ser feliz, para que em ti se cumpra o desígnio de amor para o qual foste criado. O Filho de Deus, Jesus Nosso Senhor, morreu na cruz carregando com os teus pecados e ressuscitou, venceu a morte, para que, liberto do pecado e do medo de morrer, possas amar os outros e deixar de viver para ti mesmo. Criado para uma vida sublime, divina, encontras-te encalhado numa vida miserável e sem horizontes! Há uma porta aberta para todos no Coração humano de Deus! Cristo, Bom Pastor, vem à tua procura cheio de misericórdia. Não sejas mau para ti mesmo! Deixa-te encontrar por Ele, entra pela porta que é Ele e saboreia a doçura da misericórdia do Pai!
3 - Na Igreja recebemos a graça de Deus e o Seu Espírito que faz de nós pessoas reconciliadas, pacificadas, capazes de fazer o bem. Esta conversão e esta transformação não se resumem a uma iluminação da inteligência que nos dá uma nova perspetiva do mundo, da vida e de nós próprios. Trata-se de uma cultura e de um percurso espiritual que se faz em Igreja, com outros irmãos. Ninguém pode ser cristão sozinho. As Peregrinações Jubilares à Porta da Misericórdia da nossa Catedral, para as quais todos vós estais convidados, marcarão a Quaresma e a Páscoa deste ano e visualizarão a nossa condição de Igreja a caminho, em conversão permanente. Cultivar a vida cristã é cultivar a comunhão fraterna, comunhão que nos ajuda a ser livres em relação aos bens materiais e aos afetos e submissos a Deus, e nos ensina a adorá-l’O em espírito e em verdade. A oração, o jejum, a esmola, são expressões e instrumentos dessa cultura, dessa justiça nova que o Espírito do Senhor realiza em nós, com a nossa colaboração.
4 - O Santo Padre convida-nos a viver a Quaresma deste Ano Jubilar praticando as Obras de Misericórdia corporais e espirituais que sempre devem andar juntas, porque não podemos cuidar apenas do corpo ou apenas do espírito, uma vez que o ser humano é um todo. As Obras de Misericórdia não são meros episódios de altruísmo: são obras de amor de Cristo aos pobres, realizadas por meio de nós cristãos; são obras de amor nosso a Cristo, presente nos necessitados. Como refere a mensagem do Papa Francisco para esta Quaresma, realmente, no pobre a carne de Cristo torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga (…), e mais ainda quando o pobre é o irmão ou irmã em Cristo que sofre por causa da sua fé. Motivado por esta consciência e sensível ao drama de tantos cristãos que no Médio Oriente são perseguidos, o Conselho Presbiteral da nossa Diocese de Beja sugeriu que o produto da Renúncia Quaresmal deste ano lhes seja destinado. A propósito, a Renúncia Quaresmal do ano passado, destinada a ajudar as vítimas da erupção vulcânica na ilha do Fogo em Cabo Verde e às obras da Sé somou apenas 20 415,42 €. Dizemos apenas porque estamos convictos de que, apesar de sermos poucos, podemos e devemos ajudar mais. Como comunidades cristãs que somos, não podemos dar apenas qualquer coisa para afastar a má consciência. Não fiquemos indiferentes ao sofrimento e às privações dos nossos irmãos.
Se conheces a misericórdia de Cristo para contigo, sê misericordioso! Se conheces a generosidade de Cristo e o seu amor, ama os teus irmãos e sê generoso tu também! Se tens consciência de que pecas muito por pensamentos, palavras, atos e omissões, lembra-te que a esmola cobre uma multidão de pecados e dá com generosidade, não apenas do que te sobra, mas também do que te faz falta. Priva-te de alguma coisa durante a Quaresma por amor de Cristo para socorreres Cristo, que te ama tanto, presente naqueles que sofrem.
5 - Amados irmãos e irmãs: convertamo-nos ao Senhor no tempo favorável que Ele nos oferece nesta Quaresma, reconhecendo e confessando os nossos pecados no Sacramento da Reconciliação pelo qual se renova o Batismo e a vida cristã. Cultivemos a verdadeira piedade, a intimidade com o Senhor na oração, que dará a simplicidade e a beleza da sua graça ao nosso viver. Praticando o jejum, esvaziemo-nos da nossa soberba e autossuficiência para sermos mansos, humildes e acolhedores para com o próximo. Pratiquemos a esmola com a mesma generosidade e largueza com que o Pai cuida de nós e nos enche de bens. E a glória do Senhor Ressuscitado resplandecerá em nós e na Igreja, ao celebrarmos a Páscoa que se aproxima.
Ajudemo-nos nesta caminhada quaresmal, rezando uns pelos outros.
O Senhor vos abençoe e faça frutificar a vossa caminhada quaresmal.
† António Vitalino e † João Marcos
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Escolas públicas ou estatais?
Acabado o tempo de propaganda eleitoral, venho de novo à praça pública para reclamar dos governantes o cumprimento do direito à liberdade de ensino, respeitando e apoiando os cidadãos e as famílias, tendo em conta a declaração universal dos direitos humanos de 1948 e a nossa Constituição portuguesa, que expressa essa liberdade em vários dos seus artigos, no caso concreto no artigo 43º referente à liberdade de aprender e ensinar.
Sendo nós um país pobre e por isso evito de falar do sistema educativo de países democráticos ricos, compreendo que não é fácil apoiar as iniciativas dos cidadãos nesta área e regulamentar com equidade o exercício desse direito. Mas nem sequer se trata de poupar dinheiros públicos, provenientes dos impostos dos mesmos cidadãos, pois está provado que o ensino particular e cooperativo poupa muito dinheiro ao Estado. Basta ver os números no que se refere à percentagem de alunos e de apoios estatais. Se alguém não os conhecer, pode pedi-los, pois são públicos. Isto sem contar com a construção e manutenção das escolas estatais, em que se gastam muitos milhões dos nossos impostos.
Alguns políticos continuam a negar às escolas particulares a qualidade de ensino e serviço público, como se apenas as do Estado o fossem. A educação é um direito da sociedade e das famílias e não do Estado. A este compete garantir o seu exercício, como o faz quando fecha escolas com poucas crianças e as transporta para os mega-agrupamentos. Outros confundem os colégios reservados àqueles que os podem pagar com as muitas instituições particulares de ensino, abertas a todos e de ensino gratuito, mas que necessita do apoio do Estado para poderem funcionar. As famílias e a sociedade civil têm esse direito.
Apesar de a Constituição portuguesa proibir um ensino elementar ideológico e exigir a sua gratuidade, a escola estatal, como única que pretende consumir dinheiros públicos, corre esse perigo. As sucessivas experiências de ensino, de acordo com as mudanças de governo, sustentam esta dúvida. Por isso, se há escolas particulares que ajudam o Estado e as famílias a cumprir esta liberdade jurídica e constitucional, os políticos, que devem estar ao serviço dos cidadãos, só deveriam regozijar-se com isso e estudar modos de as apoiar, e não abafar.
Assim como há acordos para as instituições de solidariedade social, porque prestam um serviço público, algo parecido poderia acontecer com o ensino. As famílias que podem pagar, deverão contribuir de acordo com o sistema fiscal e não ser oneradas duplamente. Onde está o princípio da igualdade e da equidade tão reclamado quando se trata de benefícios para os políticos? Será que o Tribunal Constitucional também deveria ser invocado para fazer aplicar os direitos dos cidadãos nesta área? Creio que sim e espero que isso aconteça, se os projetos de lei dos partidos parlamentares vierem a ser aprovados.
† António Vitalino, bispo de Beja
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Educação: Bispo de Beja diz que o ensino particular tem de ser «apoiado, e não abafado»
DR |
D. António Vitalino recorda as muitas escolas católicas e outras que, fora da esfera pública, «ajudam o Estado e as famílias»
Beja, 25 jan 2016 (Ecclesia) – O bispo de Beja publicou uma nota
dedicada ao ensino particular, setor onde muitas escolas católicas
continuam à espera de ver a sua atividade devidamente apoiada e regulada
de forma “equitativa” pelo Estado.
Na sua reflexão, enviada hoje à Agência ECCLESIA, D. António Vitalino
realça que, apesar de a educação ser “um direito da sociedade e das
famílias, e não do Estado”, “alguns políticos continuam a negar às
escolas particulares a qualidade de ensino e serviço público, como se
apenas as do Estado o fossem”.
“Outros confundem os colégios reservados àqueles que os podem pagar com
as muitas instituições particulares de ensino, abertas a todos e de
ensino gratuito, mas que necessitam do apoio do Estado para poderem
funcionar”, observa o prelado.
O bispo de Beja lembra que “a liberdade de educação” é um direito
inscrito na Constituição Portuguesa e na Declaração Universal dos
Direitos do Homem, e nesse sentido, cabe ao Estado “garantir” também o
exercício do ensino particular e cooperativo.
“Se há escolas particulares que ajudam o Estado e as famílias a cumprir
esta liberdade jurídica e constitucional, os políticos, que devem estar
ao serviço dos cidadãos, só deveriam regozijar-se com isso e estudar
modos de as apoiar, e não abafar”, sustenta D. António Vitalino.
O bispo de Beja realça que em causa não está “sequer poupar dinheiros
públicos”, uma vez que “está provado que o ensino particular e
cooperativo poupa muito ao Estado”.
“Basta ver os números no que se refere à percentagem de alunos e de
apoios estatais. Isto sem contar com a construção e manutenção das
escolas estatais, em que se gastam muitos milhões dos nossos impostos”,
acrescenta aquele responsável.
Por outro lado, “apesar de a Constituição portuguesa proibir um ensino
elementar ideológico e exigir a sua gratuidade”, refere o prelado, “a
escola estatal, como única que pretende consumir dinheiros públicos,
corre esse perigo”.
E “as sucessivas experiências de ensino, de acordo com as mudanças de
governo, sustentam esta dúvida”, conclui D. António Vitalino.
JCP
in
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Visitantes vindos de Roma
No dia 11 de janeiro esteve em Beja, acompanhado do Superior Maior em Portugal, padre Ricardo Rainho, o Superior Geral dos Carmelitas, Pe. Fernando Millan, espanhol, com o Conselheiro Geral da Ordem do Carmo para a Europa, John Keating, da província de Irlanda, para a assim chamada visita canónica, isto é, a visita às comunidades carmelitas e a cada um dos seus membros, para avaliar e fortalecer a sua fidelidade ao espírito do Carmelo, como vem descrito na Regra e nas Constituições. Como também sou carmelita, embora chamado a exercer a missão episcopal, pude usufruir de alguns momentos de convívio fraterno, almoçando e jantando com a comunidade. Como pessoa inteligente, culta e amiga, que conheço desde os tempos de estudante, fez-me recordar momentos importantes da minha vida como confrade carmelita. Pena que em Portugal os carmelitas não sejam mais numerosos, para reforçar as seis comunidades masculinas existentes: Beja, Lisboa, Santo António dos Cavaleiros, Fátima, Felgueiras e Braga.
Em Beja visitou também o Carmelo do Sagrado Coração de Jesus, trazido para a cidade por D. José do Patrocínio Dias, em 1954.
Em nome da diocese agradeço à Ordem Carmelita a sua presença no Alentejo, onde foi fundado o primeiro convento carmelita, em Moura e onde S. Nuno Álvares Pereira, quando era fronteiro-mor do Alentejo nas lutas pela independência, conheceu os carmelitas e por isso lhes construiu o Convento do Carmo em Lisboa, em 1404, de onde sairam muitos novos conventos e missionários, sobretudo para o Brasil.
Neste ano da vida consagrada peço aos diocesanos uma oração especial pelas vocações ao Carmelo.
† António Vitalino OCarm, bispo de Beja
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Beja: Bispo explica que «fé impele» à ação social
D. António Vitalino presidiu aos 510 anos da Misericórdia de Serpa
Serpa, Beja, 15 dez 2015 (Ecclesia) – O bispo de Beja assinalou que a
ação social deve empenhar a todos com “espírito solidário” e os cristãos
fazem-na “não apenas por filantropia” mas pela sua fé, na homilia dos
510 anos da Misericórdia de Serpa.
Na homilia enviada à Agência ECCLESIA, D. António Vitalino destacou que a ação social deve “empenhar a todos, com espírito solidário”.
“Nós cristãos queremos fazê-lo, não apenas por filantropia, mas porque a isso nos impele a nossa fé, que considera o necessitado não somente o nosso semelhante, mas também o nosso irmão e Jesus Cristo”, desenvolveu o bispo de Beja, na igreja de S. Paulo.
Na Eucaristia de celebração dos 510 anos da Santa Casa da Misericórdia de Serpa, o prelado fez várias perguntas de reflexão, como: “Quem é o meu próximo, hoje? Quem são os mais desfavorecidos atualmente? Será que temos atitudes de amor misericordioso, gratuito ou tudo é calculado e pago?”
“A Igreja e os seus ministros devem servir e não servir-se, servir sobretudo os pobres, os carenciados de reconhecimento da sua dignidade de filhos de Deus e de irmãos nossos, os descartáveis da sociedade, os doentes, os idosos”, revelou sobre questões que procura responder e faz “a todos os cristãos”.
No início do Jubileu da Misericórdia, a nível diocesano, D. António Vitalino recordou que os primeiros os primeiros irmãos das Misericórdias fizeram o seu compromisso de cumprirem todas as Obras Espirituais e Corporais, “quanto possível fosse, para socorrer as tribulações e misérias que padecem os irmãos em Cristo”.
“Este humanismo cristão inspirou-se no Evangelho e em Maria”, acrescentou, assinalando que os 510 anos da Misericórdia de Serpa levam a perguntar pelo “grau de fidelidade a tão nobres ideais e pelas motivações profundas” que há comprometimento em trabalhar nestas instituições.
“Mais que nunca queremos afinar os nossos sentimentos e procedimentos com o coração misericordioso de Jesus, tomando como estímulo da nossa reflexão e ação a parábola do bom samaritano e o ensinamento sobre as obras de misericórdia, corporais e espirituais (Mt 25)”, desenvolveu no contexto do Jubileu extraordinário da Misericórdia.
D. António, Vitalino deu como exemplo da ação que deve mover cada um Maria, que “ouvindo a saudação e o elogio de Isabel”, louva e agradece a Deus, “a fonte de todo o bem”.
“É Ele que, também através da nossa ação, enche de bens os famintos, exalta os humildes, socorre os aflitos, manifesta a sua misericórdia através de gerações”, revelou o bispo de Beja.
CB
Na homilia enviada à Agência ECCLESIA, D. António Vitalino destacou que a ação social deve “empenhar a todos, com espírito solidário”.
“Nós cristãos queremos fazê-lo, não apenas por filantropia, mas porque a isso nos impele a nossa fé, que considera o necessitado não somente o nosso semelhante, mas também o nosso irmão e Jesus Cristo”, desenvolveu o bispo de Beja, na igreja de S. Paulo.
Na Eucaristia de celebração dos 510 anos da Santa Casa da Misericórdia de Serpa, o prelado fez várias perguntas de reflexão, como: “Quem é o meu próximo, hoje? Quem são os mais desfavorecidos atualmente? Será que temos atitudes de amor misericordioso, gratuito ou tudo é calculado e pago?”
“A Igreja e os seus ministros devem servir e não servir-se, servir sobretudo os pobres, os carenciados de reconhecimento da sua dignidade de filhos de Deus e de irmãos nossos, os descartáveis da sociedade, os doentes, os idosos”, revelou sobre questões que procura responder e faz “a todos os cristãos”.
No início do Jubileu da Misericórdia, a nível diocesano, D. António Vitalino recordou que os primeiros os primeiros irmãos das Misericórdias fizeram o seu compromisso de cumprirem todas as Obras Espirituais e Corporais, “quanto possível fosse, para socorrer as tribulações e misérias que padecem os irmãos em Cristo”.
“Este humanismo cristão inspirou-se no Evangelho e em Maria”, acrescentou, assinalando que os 510 anos da Misericórdia de Serpa levam a perguntar pelo “grau de fidelidade a tão nobres ideais e pelas motivações profundas” que há comprometimento em trabalhar nestas instituições.
“Mais que nunca queremos afinar os nossos sentimentos e procedimentos com o coração misericordioso de Jesus, tomando como estímulo da nossa reflexão e ação a parábola do bom samaritano e o ensinamento sobre as obras de misericórdia, corporais e espirituais (Mt 25)”, desenvolveu no contexto do Jubileu extraordinário da Misericórdia.
D. António, Vitalino deu como exemplo da ação que deve mover cada um Maria, que “ouvindo a saudação e o elogio de Isabel”, louva e agradece a Deus, “a fonte de todo o bem”.
“É Ele que, também através da nossa ação, enche de bens os famintos, exalta os humildes, socorre os aflitos, manifesta a sua misericórdia através de gerações”, revelou o bispo de Beja.
CB
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