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Foto: Santuário de Fátima
D. Pedro Fernandes, que presidiu à Peregrinação aniversária de julho no Santuário de Fátima, denunciou ontem, os discursos populistas e a “arrogância espiritual” que geram a divisão na sociedade e na Igreja. “É perigosa a investida violenta de indivíduos ou povos poderosos que se aproveitam do medo das pessoas e dos sentimentos de insegurança para venderem fórmulas fáceis e uma estabilidade que não se funda na reconciliação e na justiça, mas em discursos populistas e estratégias perversas que põem povos contra povos e pessoas contra pessoas”. O Bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, não esqueceu também a vida interna da Igreja Católica, apontando “o recente acontecimento de uma comunidade sectária [Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, ndr] decidir colocar-se numa situação de excomunhão” como o exemplo de fratura institucional.
“Mesmo sem chegar aos extremos, claramente contrários à vontade de Deus, de
romper com a comunhão eclesial, também podemos ir entretendo sentimentos,
atitudes e posições que, em nome da defesa da verdade, tal como nós a
percepcionamos, são de facto a expressão de arrogância espiritual”, indicou
D. Pedro Fernandes. A Obra da Rua e a Postulação da Causa de Canonização do Venerável Padre Américo assinalam hoje e no dia 16, o 70.º aniversário da morte do “Pai Américo”. “As celebrações vão decorrer nos próximos dias 14 e 16 de julho, divididas entre o concelho de Valongo e a cidade do Porto, locais profundamente ligados à história e ao legado do sacerdote”, pode ler-se na nota enviada ao Correio de Coimbra. «A fotografia na
celebração religiosa – desafios e possibilidades» é hoje tema para uma tertúlia
promovida pelo Secretariado de Liturgia e Espiritualidade da Diocese do
Funchal. Será pelas 19h30, no Centro Pastoral Diocesano, na Igreja do
Colégio, e destina-se aos profissionais de fotografia, amadores fotográficos,
fotojornalistas, produtores de conteúdo digitais e colaboradores de
comunicação nas paróquias. Pelas 13h55 na RTP2,
fique a par da atualidade religiosa com o programa Ecclesia. Tenha um grande dia Henrique Matos |
terça-feira, 14 de julho de 2026
Populismo e “arrogância espiritual”
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Paz
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Bom dia e boa semana! É uma determinação do
Papa e poderia (deveria!) ser de muitos mais líderes mundiais: marcar o
primeiro dia da semana com apelos à Paz. Claro que Leão XIV tem uma
oportunidade de excelência para isso: a oração do ângelus, em cada domingo,
coloca o Papa em ligação com todo o mundo. E, com insistência, para apelar
à paz, desde a primeira hora. “Voltam, infelizmente, a soprar os ventos da guerra no
Médio Oriente, na Ucrânia e em muitas outras partes do mundo, semeando
violência, terror e morte, e atingindo mais uma vez tantos inocentes. Não
deixemos que estes ventos apaguem a frágil chama da esperança e da paz, mesmo
quando ela parece fraca e vacilante” (Leão XIV). O Papa está, nestas
semanas, em Castel Gandolfo, onde se encontra a passar um período de férias,
e foi da residência pontifícia que dirigiu mensagens de paz a todo o mundo.
Também para sugerir
que os tempos de descanso sirvam para um maior contacto com a Bíblia,
permitindo um regresso à rotina com o corpo e o espírito renovados. Este domingo, a
Diocese de Aveiro e do Porto acolheram novos padres, na celebração de
ordenação sacerdotal. A reportagem
da Agência ECCLESIA esteve no Porto, onde o bispo diocesano apelou à
definição de “novos paradigmas” face às crises e ruturas do tempo presente. Neste início de
semana, recordo os programas que partilhamos consigo e que pode rever: o
programa 70x7, com uma entrevista ao novo chefe nacional do Corpo Nacional de
Escutas, Bento
Sousa Lopes, e as preocupações da presidente
da Cáritas de Beja, que alertou na entrevista Renascença/Ecclesia para o
“medo” provocado pelos discursos populistas nas comunidades imigrantes,
defendendo uma integração digna dos estrangeiros na região. Ao longo desta
segunda-feira, outras notícias chegam ao portal de informação da Agência
ECCLESIA; no programa emitido na RTP2, hoje à hora habitual, às 15h00,
partilha o trabalho da Juventude Hospitaleira e a importância que adquire
para os jovens e para os doentes. Votos de uma ótima
jornada, evocando a peregrinação a Fátima, neste 13 de julho. Paulo Rocha |
domingo, 12 de julho de 2026
Migrações/Beja: «A mão de obra faz falta, mas atrás da mão está a pessoa inteira» – Presidente da Cáritas Diocesana
Teresa Tavares de Almeida condena populismo que se alimenta do «medo»

Beja, 12 jul 2026 (Ecclesia) – A presidente da Cáritas Diocesana de Beja alertou para o “medo” provocado pelos discursos populistas nas comunidades imigrantes, defendendo uma integração digna dos estrangeiros na região.
“A mão de obra faz falta. Agora, atrás da mão está a pessoa inteira. Para além de efetivos, cada um com duas mãos para trabalhar, nós temos de ver a pessoa no seu todo e trabalhar pela sua dignidade, quando a atendemos”, sustentou Teresa Tavares de Almeida, em entrevista conjunta à Agência ECCLESIA e Renascença, emitida e publicada este domingo.
A responsável explicou que os cidadãos recém-chegados travam a desertificação do território alentejano, assumindo que as novas vagas “vão equilibrando a demografia local” face à contínua emigração da juventude portuguesa.
O centro de apoio mantido pela instituição católica acolheu 786 pessoas desde janeiro, com a dirigente a destacar que “o grande grosso são pessoas brasileiras e senegalesas”.
A responsável recordou o enorme peso emocional suportado por quem abandona a sua terra natal, alertando que estas vítimas “chegam muito fragilizadas” e lidam com carências económicas extremas.
A necessidade imperiosa de garantir transparência na contratação levou a estrutura eclesial a integrar um laboratório de investigação desenhado para certificar que “quanto mais dignidade derem ao outro, também mais dignas elas próprias são”.
A rede interinstitucional pretende proteger as vítimas e responsabilizar os empregadores através de plataformas digitais, porque atualmente “são grupos que chegam durante um período de trabalho sazonal e depois são abandonados”.
Teresa Tavares de Almeida reconheceu uma maior consciencialização das autoridades de segurança e das empresas agrícolas após os escândalos mediáticos, considerando que “as pessoas acordaram para uma realidade que estava a acontecer”.
A presidente da Cáritas de Beja lamentou os discursos de discriminação contra as populações estrangeiras que “vão incutindo medo nas pessoas sobre o que é diferente”.
“A verdade é que, quando se conhece, tudo é diferente”, acrescentou.
A responsável relatou o colapso estrutural de uma casa sobrelotada devido às chuvadas, assumindo com profunda preocupação que “a questão da habitação é mesmo uma questão muito grave” no sul do país.
A convidada assumiu que o trabalho pastoral retira “muita força” das posições assumidas por Leão XIV em Tenerife e Lampedusa, enaltecendo a postura de uma Igreja atenta “e com um termómetro muito preciso sobre o que é que há a fazer”.
A entrevista enquadra-se na atualização demográfica do Instituto Nacional de Estatística, que fixou a população residente em mais de 11 milhões de habitantes, impulsionada por 1,6 milhões de imigrantes.
Henrique Cunha (Renascença) e Octávio Carmo (Ecclesia)
