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Bom dia!
O Papa pediu orações
pela sua viagem
apostólica ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, que se inicia na próxima
sexta-feira. “Confio nas vossas orações, para que esta viagem fortaleça a fé,
renove a esperança, reavive o fogo da caridade e seja um impulso para
continuarmos a anunciar o Evangelho com alegria”, referiu Leão XIV, em
espanhol. Menos de um mês depois da operação ao pulmão, a agenda vai ser
cumprida na íntegra. A propósito desta
deslocação, o Programa ECCLESIA convida hoje o irmão Bernardino Frutuoso, dos
Missionários Combonianos, que esteve mais de vinte anos na América Latina,
concretamente no Peru e na Colômbia. Para ver na RTP2, a partir das 12h55. Na audiência geral
desta semana, o Papa afirmou
que “o coração da economia é o trabalho”, criticando políticas que levam ao
desemprego e à exploração laboral. No Vaticano, a
preocupação com o Médio Oriente voltou a marcar a agenda: num encontro com
delegações da Obra do Oriente e do Instituto «Cristãos do Oriente», Leão XIV pediu
condições para uma “paz justa e duradoura” na Terra Santa. Destaque também para
um encontro que despertou muita curiosidade: o Papa recebeu
o músico e poeta norte-americano Bob Dylan, que já citou nos seus textos. Por cá, olhamos para
o trabalho da Associação
Monsenhor Pereira dos Reis, criada há mais de 20 anos como contributo à
formação dos seminaristas dos Olivais, em Lisboa. Um podcast, um concurso de
música litúrgica e um livro sobre o ministério de D. Manuel Clemente são
algumas das iniciativas que promove, também ligadas ao centenário do
nascimento do padre Manuel Luís. Terminamos em Sintra,
onde um jantar ecuménico vai reunir 80 líderes de diferentes confissões
religiosas cristãs. Luís Parente Martins explica
que a iniciativa prepara o XVII Encontro Cristão e tem o objetivo de “criar
comunidade”. Despeço-me com votos
de boas notícias, sempre, Octávio Carmo |
quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Um regresso emocionante
quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Padres, sim. Mas filhos dos outros?
Padre Hugo Gonçalves, Diocese de Beja

É um facto cada vez mais evidente que a Igreja em Portugal sofre, há já várias décadas, de uma acentuada diminuição das vocações ao sacerdócio. Os seminários, outrora cheios, particularmente até ao final da década de 1960, encontram-se hoje com números muito reduzidos de alunos. Alguns estão mesmo vazios. Outros apresentam comunidades mais numerosas, mas uma parte significativa desses seminaristas é proveniente de outros países, sobretudo de países de expressão portuguesa e asiáticos, cujas Igrejas particulares enviam os seus jovens para Portugal a fim de aqui realizarem a sua formação teológica. Por isso, importa ter algum cuidado quando olhamos para os números e falamos de uma eventual primavera vocacional nos nossos seminários. O aumento de seminaristas nem sempre corresponde a um crescimento de vocações nas Igrejas diocesanas portuguesas. É verdade que muitos destes jovens, depois de ordenados, permanecem, por algum tempo, ao serviço das dioceses que os acolheram e formaram, contribuindo generosamente para a vida das nossas comunidades. Mas essa realidade não deve fazer-nos esquecer a questão de fundo: onde estão os jovens portugueses que se sentem chamados ao sacerdócio?
Num simpósio do Clero, realizado em Fátima, em meados da primeira década deste século, o então Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, recorria a uma imagem particularmente expressiva: as caravelas que outrora partiram de Portugal, levando missionários aos diferentes lugares do mundo, estavam agora a regressar, trazendo consigo missionários desses mesmos povos para reevangelizar Portugal.
Uma imagem que, com o passar dos anos, se tem tornado cada vez mais atual. Dificilmente encontraremos hoje uma diocese portuguesa que não conte com sacerdotes provenientes de outros continentes. É uma realidade que nos recorda, de forma muito concreta, a catolicidade da Igreja, a sua universalidade e a riqueza de uma fé que não conhece fronteiras. A Igreja não pertence a uma cultura, a um povo ou a uma nacionalidade. É verdadeiramente universal.
Contudo, esta nova realidade coloca-nos também alguns desafios que não podem ser ignorados. O primeiro é o da língua. Há sacerdotes que chegam às nossas dioceses e paróquias sem um conhecimento suficientemente sólido da língua portuguesa. E, se é verdade que a língua se aprende com o tempo e a convivência, também é verdade que o seu desconhecimento ou domínio insuficiente dificulta, pelo menos nos primeiros anos, a integração e o próprio exercício do ministério sacerdotal. A celebração dos sacramentos, a pregação, o acompanhamento espiritual, a escuta das pessoas e a proximidade com as famílias exigem uma capacidade de comunicação que não se adquire de um dia para o outro.
Outro desafio é o da integração cultural. A fé é a mesma, o Evangelho é o mesmo, os sacramentos são os mesmos, mas as culturas e as sensibilidades podem ser muito diferentes. Aquilo que é natural numa comunidade americana, africana ou asiática pode não o ser numa comunidade alentejana ou do norte. Os modos de comunicar, de estabelecer relações, de viver a religiosidade popular ou de compreender a autoridade e a participação na comunidade podem variar consideravelmente.
Não se trata de exigir que estes sacerdotes deixem de ser quem são, nem de desvalorizar a riqueza cultural que trazem consigo. Pelo contrário, trata-se de reconhecer que a missão de um padre exige também a capacidade de conhecer, compreender e amar o povo ao qual é enviado. A inculturação não é um pormenor dispensável: faz parte da própria missão evangelizadora da Igreja.
Por vezes, porém, a urgência pastoral de encontrar sacerdotes para as paróquias leva a que este processo de integração seja desvalorizado. Perante a falta de padres, a solução parece simples: chegaram, são padres, precisam de comunidades e há comunidades que precisam de padres. Colocam-se então ao serviço paroquial e, entretanto, irão aprendendo a língua, conhecendo a cultura e descobrindo a realidade pastoral que têm diante de si.
Mas esta lógica pode revelar-se prejudicial, tanto para o sacerdote como para as comunidades que o recebem. Um padre não deve ser simplesmente colocado numa paróquia e deixado à sua sorte, na expectativa de que o tempo resolva todas as dificuldades. É necessário proporcionar-lhe um período de preparação, aprendizagem da língua, conhecimento da realidade social, cultural e eclesial do país e acompanhamento próximo. É um investimento na pessoa do sacerdote e na qualidade do serviço pastoral que poderá prestar.
Ainda assim, talvez o maior desafio não esteja apenas na chegada de sacerdotes de outros países, mas na dificuldade que temos em suscitar e acolher vocações nas nossas próprias comunidades.
É aqui que importa regressar à pergunta inicial: queremos realmente que os nossos filhos sejam padres?
É frequente ouvirmos lamentações sobre a falta de sacerdotes. Que já não há padres suficientes para as paróquias, que um sacerdote tem de assegurar várias comunidades, que os padres estão sobrecarregados e que, em algumas localidades, a celebração da Eucaristia se tornou menos frequente. Tudo isto é verdade e merece a nossa preocupação. Mas será que, nas nossas famílias, estamos disponíveis para acolher a possibilidade de um filho descobrir que Deus o chama ao sacerdócio?
Não raras vezes, a vocação sacerdotal é bem acolhida quando acontece na família dos outros. Admiramos o jovem que entra no seminário, felicitamos os pais do futuro sacerdote e participamos com alegria na sua ordenação. Mas, quando a possibilidade surge dentro da nossa própria casa, a reação pode ser bem diferente. Surgem receios, dúvidas, resistências e, por vezes, uma oposição mais ou menos explícita: «Tens a certeza?», «Ainda és muito novo», «Não estarás a desperdiçar a tua vida?», «E não gostavas de casar e ter uma família?».
Naturalmente, nenhuma família é obrigada a desejar que um filho seja padre. E uma vocação não se impõe, não se fabrica nem pode ser decidida pelos pais. É uma resposta livre a um chamamento de Deus. Mas uma família cristã deveria ser, antes de mais, um lugar onde um filho pudesse colocar todas as perguntas, discernir os seus caminhos e descobrir a vontade de Deus sem receio de desiludir aqueles que mais ama.
O problema começa quando, mesmo sem o dizer abertamente, transmitimos aos nossos filhos que há caminhos de vida mais desejáveis do que outros; quando consideramos o casamento e a constituição de uma família como a realização natural de qualquer jovem, mas olhamos para a possibilidade do sacerdócio como uma renúncia difícil de aceitar. Como se ser padre fosse, de alguma maneira, ficar aquém de uma vida plenamente realizada.
É importante recordar que a vocação sacerdotal não é uma vida de segunda escolha, nem uma alternativa para quem não conseguiu construir uma família. É uma forma própria de viver a entrega, o amor e a fecundidade. Um sacerdote não deixa de ter uma família: vive uma paternidade espiritual, ao serviço de uma comunidade e de tantas pessoas que lhe são confiadas.
Por isso, a promoção das vocações não pode ser apenas uma tarefa dos seminários, dos sacerdotes ou dos responsáveis pela pastoral vocacional. Começa nas famílias, nas comunidades cristãs, na catequese, nos grupos de jovens e na forma como apresentamos aos mais novos as diferentes possibilidades de viver a sua vida como resposta a Deus. Não basta rezar pelas vocações se, ao mesmo tempo, não criarmos ambientes onde elas possam nascer, crescer e ser acolhidas.
Precisamos de famílias que não tenham medo de oferecer os seus filhos a Deus. Precisamos de comunidades que saibam acompanhar os jovens que se interrogam sobre a possibilidade de serem padres, sem os pressionar, mas também sem lhes esconder a beleza e a exigência desta vocação. Precisamos de sacerdotes que testemunhem, com alegria e autenticidade, que vale a pena entregar a vida ao serviço de Deus e dos irmãos.
E precisamos, naturalmente, de continuar a acolher com gratidão os sacerdotes que chegam de outras Igrejas, reconhecendo neles uma expressão concreta da universalidade da Igreja e proporcionando-lhes as condições necessárias para que possam exercer o seu ministério com dignidade e fecundidade.
Mas não podemos acomodar-nos à ideia de que a solução para a falta de padres em Portugal virá sempre de fora. A Igreja portuguesa tem de continuar a ser terra de vocações, não apenas lugar de acolhimento de vocações provenientes de outras latitudes.
Talvez seja tempo de deixarmos de perguntar apenas onde estão os padres de que precisamos e começarmos também a perguntar que lugar estamos a dar, nas nossas famílias e comunidades, à possibilidade de Deus chamar um dos nossos.
Porque, no fundo, todos queremos que haja padres. Mas será que queremos que sejam nossos filhos?
Ou continuamos a preferir que sejam, de preferência, filhos dos outros?
Cuidado com a distorção provocada pelas redes sociais…
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Olá Bom Dia O Papa divulgou a
mensagem para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que se celebra este ano a
nível diocesano, alertando os jovens para a distorção provocada pelas redes
sociais e a tecnologia. “Sob a influência de imagens criadas pelas redes
sociais, podeis ter dificuldade em reconhecer e aceitar a vossa identidade;
sentis a necessidade de afetos sinceros, pois a tecnologia pode imitar a
empatia, mas não substituir a autêntica proximidade humana. Alguns de vós
conheceis a solidão, a desilusão ou o temor de não estar à altura”, escreve
Leão XIV, no documento divulgado pela Santa Sé, com o tema ‘Tende coragem: Eu
venci o mundo!’. O pontífice manifesta
compreensão pelas preocupações das novas gerações, referindo a solidão, os
receios quanto ao futuro, a exigência de sucesso e o desgaste provocado pela
comparação constante com “modelos inatingíveis e artificiais” difundidos nas
plataformas digitais. No texto que prepara
a celebração diocesana da JMJ, a 22 de novembro, solenidade litúrgica de
Cristo-Rei, o Papa explica que a audácia cristã não funciona “contra” alguém,
mas atua “a favor” da vida, da verdade, da liberdade e da justiça.
Por cá, o escritor
Valter Hugo Mãe e o bispo auxiliar de Braga, D. Nélio Pereira Pita, vão
refletir, hoje, pelas 21h15, na Black Box, em Guimarães, sobre “O luto,
ausência e memória”. A sessão «Educação da Tristeza»: Literatura ou Fé?» está
integrada no ciclo de conversas «O Conquistador» e será um espaço de reflexão
e diálogo “em torno do luto, da ausência e da memória, a partir de
perspetivas distintas”. Como forma de
preparar este encontro e envolver o público na conversa, vai ser promovida
uma iniciativa “de participação prévia, através da qual qualquer pessoa
poderá partilhar uma reflexão, uma memória, uma frase ou o seu entendimento
sobre o luto, bem como deixar perguntas que gostaria de ver abordadas durante
a sessão”. Os contributos
recolhidos poderão servir “de ponto de partida para a conversa, aproximando-a
das experiências, questões e reflexões do público”.
A cerimónia de bênção
e entrega de diplomas a licenciados e mestres da Faculdade de Teologia que
concluíram os graus académicos no ano letivo 2025/2026, vai realizar-se,
hoje, às 18h30, na sala 121 (Edifício antigo) do campus de Lisboa da
Universidade Católica Portuguesa (UCP). Na sessão haverá intervenções de Luís
M. Figueiredo Rodrigues, diretor da Faculdade de Teologia, e de Peter
Hanenberg, vice-reitor da UCP, refere uma nota enviada à Agência ECCLESIA.
Integra a sessão o concerto «Duo Ligatus in Ventum» com Miriam Cardoso
(flauta transversal) e Salomé Pais Matos (harpa). Na ocasião será também
entregue o prémio “Sagrada Família” ao diplomado de Mestrado Integrado em
Teologia, João Guilherme Coutinho da Rocha Maia.
Propostas para hoje…
No entanto não esqueça de ver o programa ECCLESIA na RTP2, pelas das 13h00.
Depois fica disponível no site desta agência da Igreja Católica. Já sabe que
pode acompanhar toda a atualidade religiosa, em Portugal e no mundo, no site www.agencia.ecclesia.pt/portal/ Cumprimentos Luis Filipe Santos |




