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terça-feira, 26 de maio de 2026

Relativamente ao comentário da Associação Proteger Grândola



Paróquia de Grândola

 

“Relativamente ao comentário da Associação Proteger Grândola, a Paróquia de Grândola está plenamente em sintonia com as preocupações em causa.

 

Desde sempre, ainda antes da constituição da Associação em causa, que a Paróquia defendeu e desenvolveu as Festas de Nossa Senhora da Penha, simultaneamente como um acontecimento importante para fé cristã e também como uma festa popular.

 

Sempre foi assim e sempre assim será.

 

A Paróquia de Grândola nunca se intrometeu em qualquer problema referente à Mina ou a qualquer outro problema, e nunca se irá intrometer em questões alheias à sua missão.

 

Defende a população de Grândola, os seus valores, a fé Cristã, bem como ajuda todos os necessitados com várias iniciativas, que são do conhecimento geral.

 

Nunca quisemos e não queremos qualquer manifestação pública de reconhecimento, apenas alguma contenção em tomadas de posição precipitadas.”


A magnífica humanidade

Bom dia, paz e bem!!

“A Igreja deseja, com humildade e franqueza, participar no diálogo sobre a inteligência artificial. Não possuímos respostas técnicas, nem pretendemos substituir os especialistas. Mas trazemos uma sabedoria sobre o ser humano que o nosso tempo necessita desesperadamente: cada pessoa é única e insubstituível, um sujeito livre e inteligente, dotado de consciência, capaz de procurar Deus, de servir os outros e de cuidar da nossa casa comum” – Papa Leão XIV (na sessão de apresentação da nova encíclica)

A fotografia refere-se ao momento vivido ontem, que continua hoje, amanhã, e já o vínhamos a viver há alguns anos, a Inteligência Artificial.
O Vaticano publicou a primeira encíclica deste pontificado, e Leão XIV participou na sua apresentação. A nova carta encíclica tem como tema ‘Magnifica Humanitas’ (A magnífica humanidade), e é sobre ‘a Salvaguarda da Pessoa Humana na Era da Inteligência Artificial’.

Certamente, já esteve no nosso site, ou recebeu a newsletter diária, ao final da tarde desta segunda-feira. O nosso chefe de redação, o vaticanista Octávio Carmo, leu e publicou várias notícias sobre este documento histórico, que o leitor não deve perder:

- Critica mentalidade «tecnocrática e pós-humanista»;

- Alerta para impacto da desinformação nas democracias;

- Aponta «novas formas de precariedade e desigualdade»;

- Denuncia concentração de dados e poder nas empresas tecnológicas;

- Exige desarmamento tecnológico e rejeita teoria da «guerra justa»

“A inteligência artificial exige agora ser desarmada, libertada das lógicas que a transformam num instrumento de dominação, exclusão e morte” - Leão XIV

A apresentação da primeira encíclica do Papa decorreu no Vaticano, reuniu especialistas, responsáveis católicos e pioneiros da tecnologia. O cofundador da empresa de tecnologia norte-americana Anthropic elogiou a atenção de Leão XIV ao desenvolvimento da IA, e apelou ao escrutínio de líderes religiosos e civis.

“Precisamos que mais pessoas no mundo – comunidades religiosas, sociedade civil, académicos, governos – façam o que sua santidade fez aqui: levem isto a sério, observem atentamente e impulsionem os acontecimentos numa melhor direção”, afirmou Christopher Olah.

Com ou sem IA, hoje, como todos os dias, vamos estar em www.agencia.ecclesia.pt, que espero seja um dos seus sítios favoritos. E na RTP2, pelas 15h00, com reportagem, conversa sobre as ‘Mulheres na Igreja’, e entrevista.

Votos de uma boa terça-feira «magnífica humanidade».
Carlos Borges

 

 


agencia.ecclesia.pt

      



segunda-feira, 25 de maio de 2026

Informação Partilhada do Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza 42-2026





Beja: D. Fernando Paiva pediu aos finalistas para colocarem os seus dons ao serviço do bem comum

O Campus das Universidades do Instituto Politécnico daquela cidade acolheu a celebração da Bênção das Pastas

Foto: Diocese de Beja

Beja, 25 mai 2026 (Ecclesia) – O Bispo de Beja, D. Fernando Paiva, recordou os finalistas universitários, na celebração da bênção das pastas, que os dons, conhecimentos e competências “adquiridos ao longo da formação” devem ser colocados “ao serviço do bem comum e da construção de uma sociedade mais humana e solidária”.

Na celebração, D. Fernando Paiva sublinhou também que “a bênção invocada sobre os estudantes representa um pedido da presença de Deus nas novas etapas que agora se iniciam, quer na continuação dos estudos, quer no ingresso na vida profissional”, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA.

Ao dirigir-se aos finalistas, D. Fernando Paiva incentivou-os ainda a viver o trabalho “com dedicação, responsabilidade e espírito de serviço”, lembrando que “a realização profissional encontra um sentido mais profundo quando colocada ao serviço dos outros”.

O Campus das Universidades do Instituto Politécnico de Beja acolheu, dia 23 de maio, a celebração da bênção das pastas dos estudantes finalistas do IPBeja, presidida por D. Fernando Paiva.

Foto: Diocese de Beja

A celebração reuniu estudantes das quatro escolas de ensino superior do Instituto Politécnico de Beja – Escola Superior de Educação, Escola Superior de Saúde, Escola Superior de Tecnologia e Gestão e Escola Superior Agrária – bem como familiares, amigos, docentes e responsáveis académicos.

Este momento foi preparado e acompanhado pela Pastoral do Ensino Superior da Diocese de Beja, que ao longo do ano “procura caminhar de perto com os estudantes universitários”, promovendo “espaços de encontro, partilha, acompanhamento espiritual e vivência da fé no contexto académico”.

A equipa da Pastoral Universitária, coordenada pela irmã Natália Costa e acompanhada pelo assistente espiritual, padre Hugo Gonçalves, tem vindo “a desenvolver um trabalho de proximidade junto dos estudantes das várias escolas do IPBeja”, ajudando-os “a integrar a dimensão humana, académica e espiritual do seu percurso universitário”.

Para os finalistas crentes que participaram nesta celebração, a bênção das pastas constituiu um momento “particularmente significativo de agradecimento a Deus por todo o percurso realizado, pelos desafios superados e pelas pessoas que marcaram esta etapa das suas vidas”.

A celebração terminou num ambiente “de alegria, esperança e confiança, marcando simbolicamente o encerramento de um ciclo e o início de novos caminhos para os estudantes finalistas do IPBeja”, concluiu.

LFS



15 ideias-chave de "Magnifica Humanitas", a primeira encíclica de Leão XIV.

A primeira encíclica de Leão XIV contém declarações devastadoras sobre inteligência artificial, poder digital, verdade, guerra e dignidade humana.

O Papa Leão XIV saúda os fiéis reunidos na Praça de São Pedro.

O Papa Leão XIV saúda os fiéis reunidos na Praça de São Pedro. ARTURO DÍAZ GARZA / CATÓPICO

Equipe Editorial da REL 

Atualizado:


A primeira encíclica de Leão XIV, Magnifica Humanitas, publicada nesta segunda-feira, 25 de maio, representa uma das reflexões mais profundas da Igreja sobre o impacto da inteligência artificial e do poder tecnológico no futuro da humanidade.

A seguir, apresentamos 15 ideias-chave do documento, onde o Papa alerta contra uma nova “Babel digital” e apela a uma civilização centrada na pessoa humana.

  • “A MAGNÍFICA HUMANIDADE que Deus criou enfrenta hoje uma escolha decisiva: construir uma nova Torre de Babel ou construir a cidade onde Deus e a humanidade vivem juntos.”
  • “Onde a humanidade corre o risco de perder a sua dignidade , nós, cristãos, elevamos os nossos olhos ao Deus que se fez carne.”
  • “Nunca antes a humanidade teve tanto poder sobre si mesma.”
  • "Os principais motores do desenvolvimento são atores privados, muitas vezes transnacionais, dotados de recursos e capacidade de ação superiores aos de muitos governos."
  • “Para onde vamos? Que objetivo queremos alcançar? Que direção devemos escolher como comunidade humana e como povos?”
  • A tecnologia pode curar, conectar, educar e cuidar de nossa casa comum; mas também pode dividir, descartar e gerar novas injustiças.”
  • “Portanto, evitemos a 'síndrome de Babel': a idolatria do lucro que sacrifica os mais fracos, a uniformidade que atenua as diferenças.”
  • “Este é o risco da desumanização: construir o futuro excluindo Deus e reduzindo o outro a um mero meio.”
  • “Hoje, o desejo humano de realização corre o risco de ser desviado para objetivos enganosos: a ilusão de uma tecnologia que promete nos libertar de toda fragilidade.”
  • “A verdadeira realização não vem da eliminação das fraquezas, mas do crescimento harmonioso.”
  • “Nenhuma mão sozinha é suficiente para suportar o peso dos desafios que o mundo enfrenta.”
  • “Na era da inteligência artificial, em que a dignidade humana corre o risco de ser ofuscada por novas formas de desumanização, temos o dever urgente de permanecer profundamente humanos.”
  • Nenhuma máquina jamais será capaz de substituir em seu esplendor” a humanidade plenamente revelada em Cristo.
  • “O verdadeiro progresso sempre nasce de um coração aberto aos outros, de uma inteligência disposta a ouvir.”
  • “Ser construtores da comunhão, não arquitetos da Torre de Babel.”