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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Beja: Bispo convida a construir «cultura da vida», num tempo em que «formas de descarte atentam contra a dignidade humana»

D. Fernando Paiva escreveu nota pastoral no âmbito da Semana da Vida 2026

Foto Agência ECCLESIA/JPG, D. Fernando Paiva, bispo de Beja

Beja, 15 mai 2026 (Ecclesia) – O bispo de Beja desafiou a edificar uma “cultura da vida”, face a um tempo marcado pela indiferença e formas de descarte, numa nota pastoral que lançou no passado domingo.

“Neste tempo em que tantas ameaças, indiferenças e formas de descarte atentam contra a dignidade humana, somos convidados a renovar o compromisso de construir uma cultura da vida, fundada no amor, na solidariedade e no reconhecimento do valor e na dignidade de cada pessoa”, escreveu D. Fernando Paiva, na mensagem partilhada no site da diocese.

O documento foi redigido para a Semana da Vida 2026, que decorre até 17 de maio, e para a qual foram disponibilizados vários materiais para a vivência desta celebração anual.

D. Fernando Paiva lembrou que “a vida é, antes de mais, um dom” e não é fruto do acaso, destacando que “cada pessoa é querida, amada e chamada à existência por Deus”.

Segundo o bispo, “desde o primeiro instante da sua conceção até ao seu fim natural, a vida humana possui intrinsecamente uma dignidade e um valor” que todos são “chamados a valorizar, promover e defender”.

Nesta Semana da Vida reafirmamos a sacralidade da vida humana. Entre todas as criaturas, a vida humana possui uma dignidade singular, porque o ser humano é criado à imagem e semelhança de Deus.”

D. Fernando Paiva salienta que “toda a vida merece respeito absoluto, independentemente da idade, condição social, estado de saúde ou capacidade física e intelectual” e que a “medida da verdadeira civilização encontra-se na forma como” cada um a valoriza e “trata os mais vulneráveis”.

“Cada pessoa humana é chamada a uma missão única e irrepetível. Somos chamados a viver no amor, na verdade e na comunhão, colocando os nossos dons ao serviço dos irmãos e da construção de uma sociedade mais justa e fraterna”, indicou.

O texto recorda ainda que a vida que é dada a viver “encontra a sua plenitude quando se torna resposta ao amor de Deus e se coloca ao serviço dos irmãos, especialmente dos mais frágeis”.

O bispo de Beja agradece depois àqueles que, “na sociedade e na Igreja, cuidam, defendem e promovem a vida humana em todas as suas etapas”, nomeadamente as famílias, “primeiras guardiãs do dom da vida e escolas de amor, solidariedade e esperança”, e profissionais de saúde que, “com competência, dedicação e espírito de serviço, acompanham e cuidam os doentes”.

“A minha gratidão dirige-se igualmente às instituições sociais, misericórdias, centros de acolhimento, lares, hospitais, associações e obras da Igreja que diariamente servem crianças, idosos, pessoas portadoras de deficiência e todos aqueles que necessitam de cuidado e proximidade”, pode ler-se.

Por último, D. Fernando Paiva deixou “uma palavra de reconhecimento e de muita consideração para os que acolhem os migrantes, ajudando-os nas suas muitas necessidades e para os que são construtores de paz”.

Que a Semana da Vida renove em todos nós o encanto, o respeito e a responsabilidade diante do dom maravilhoso da vida humana.”

Este ano, a iniciativa, que se iniciou a 10 de maio, tem como tema central ‘Bem-aventurados os que Protegem a Vida’.

No texto de apresentação desta celebração, o padre Francisco Ruivo, assistente nacional do Departamento Nacional da Pastoral Familiar, assinala que a Semana da Vida surge como um grito a todas a situações que vão acontecendo à volta de cada um em todas as fases da vida.

“O aborto, as guerras que se encontram disseminadas por toda a parte, a violência doméstica, a falta de amor para com as crianças, a violência nas escolas, o abandono dos idosos são verdadeiramente pecados contra a vida”, realçou.

Além deste documento, na página oficial desta iniciativa podem ser encontrados vários contributos, como o terço, a vigília e a oração, bem como um texto do padre João Basto, de Viana do Castelo, e o testemunho de vida de Francisco Maymone Martins, Prémio Vida 2026.

LJ/OC






«Informação especializada em redações generalistas» motiva encontro entre jornalistas

O Secretariado Nacional das Comunicações Sociais vai assinalar o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que se assinala no próximo domingo, com um debate sobre o tema “informação especializada em redações generalistas”, que vai decorrer no dia 21 de maio, quinta-feira, na Agência Lusa.

A sessão vai contar com a comunicação de Luísa Meireles, diretora de informação da Agência Lusa, que introduz o tema, depois abordado em torno doa temática “religião”. Ana Isabel Costa, jornalista na RTP Antena 1, e Joaquim Franco, jornalista na TVI/CNN vão partilhar a experiência de trabalho do “tema religião nas redações generalistas”. A sessão vai contar também com a apresentação da mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, por Octávio Carmo, que abordar o tema “Jornalismo no ambiente da IA”.

D. Alexandre Palma, eleito presidente da Comissão Episcopal das Comunicações Sociais na última Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, encerra o encontro.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, o novo responsável repudiou o uso de discursos violentos e de manipulação no espaço mediático, apelou à qualificação do debate público, e alertou para a degradação das relações nas plataformas digitais, pedindo a distinção entre a firmeza das convicções e a agressividade na forma “muito histriónica, muito violenta, nalguns casos”, de as comunicar.

 “A Igreja se quer ser, e quer, sal da terra e luz do mundo, não pode ser meia-luz, sombra, de alguma maneira, ou ser veneno na conversa”.

O papa visitou esta quinta-feira Universidade La Sapienza, de Roma, onde condenou o aumento das despesas militares na Europa e apelou a um compromisso universal com a paz.

“No último ano, o aumento das despesas militares no mundo, e em particular na Europa, foi enorme: não se chame defesa a um rearmamento que aumenta as tensões e a insegurança, empobrece os investimentos na educação e na saúde, desmente a confiança na diplomacia, enriquece elites a quem nada importa o bem comum”, advertiu Leão XIV.

O discurso papal centrou-se na rejeição da guerra e no impacto da inteligência artificial nos conflitos armados, pedindo que “não desresponsabilizem as escolhas humanas e não agravem a tragédia dos conflitos”.

Naquele local o Papa defendeu que a procura da verdade através do estudo e da investigação conduz inevitavelmente ao encontro com a transcendência divina.

Deixo-lhe ainda a sugestão para escutar a última conversa publicada no podcast «Alarga a tua tenda», com a irmã Myri, que está na Síria desde 2008.

Antes de ser Myri, um diminutivo que as irmãs de Belém lhe deram, era chamada Mária Lúcia – um nome sempre a corrigir junto dos professores e desconhecidos. A sede alimentou a sua vida, sem saber que palavras lhe dar, quase abandonou a Igreja porque em jovem não tinha respostas para as suas inquietações. Mas permaneceu porque intuía que pertencia a Deus – não sabia era como.

No portal de informação agencia.ecclesia.pt encontra mais informações para ver, ler e ouvir.

Tenha uma excelente sexta-feira!

Lígia Silveira

 

 


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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Ser peregrino

Bom dia!

Recordo as primeiras peregrinações a Fátima: remontam à década de 80 do século passado, quando o Santuário acolhia grupos para a animação litúrgica das celebrações de cada domingo. Uma oportunidade aproveitada, anos a fio, pelo grupo de um lugar a poucos quilómetros do Porto, de um ambiente rural, mas que colocava talentos de muitos jovens no canto litúrgico.

Depois, uma década e meia depois, talvez, recordo também o alcance mediático de Fátima. Estávamos no início da TVI, comprometida com transmissões que muito dizem ao povo português, nomeadamente as transmissões religiosas em antena... (E bem, como ainda hoje permanecem)

E, se avançarmos mais algumas décadas, permanecem as mesmas imagens que impactam todos: os media, os crentes, os agnósticos... todos em torno de Fátima! Porquê?

A resposta encontra-se, em todas as décadas e também na atualidade, não só em Fátima, mas também no caminho... No percurso de cada peregrino, nas etapas de peregrinação, no ambiente de silêncio e de espiritualidade que se experimenta na Cova da Iria!

Entre tudo o que vi divulgado sobre Fátima, retomo, em cada ano, um livro escrito por quem acompanhou, durante 50 anos, peregrinações a um recinto que, desde a primeira hora, atraiu muitos crentes. De maio a outubro, a presença no santuário mariano era uma constante: seja para transmissões na rádio ou na televisão, seja para recontar, dias ou semanas depois, vivências interiores que a presença num recinto de oração faz emergir. E foram tantas a vezes... 

Refiro-me – ter-se-ão apercebido – ao padre Rego, o cónego António Rego. Nestes dias, acompanha, por certo, a partir dos Açores o que experimentou durante muitos anos. Independentemente dessas circunstâncias, impõe-se recordar o antigo diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais e a “voz de Fátima” que fica na história do santuário: seja pelos sons e pelas imagens que levaram Fátima a todo o mundo, seja por um título, um livro, que diz muito, diz tudo sobre Fátima: “Sou Peregrino”. Trata-se de um pequeno volume, que revela Fátima. E diz sobretudo que a história de Fátima escreve-se com a história de cada peregrino!

A vivência da peregrinação de 12 e 13 de maio, e também dos dias anteriores no acompanhamento de grupos que se dirigiam a Fátima, comprovou  o essencial destes dias: em qualquer circunstâncias, todos experimentam a mesma condição para viver Fátima: “Ser Peregrino”.

Votos de uma ótima jornada!

Paulo Rocha

 

 


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