D. Fernando Paiva recorda que valor se destina a apoiar crianças em Moçambique e as vítimas das tempestades em Portugal
Beja, 22 jul 2026 (Ecclesia) – O bispo de Beja informou que angariaram mais de 26 mil euros na renúncia quaresmal 2026, que se destina, “em partes iguais”, para apoiar de crianças em Moçambique e para as vítimas das tempestades em Portugal, no inverno.
“Quero manifestar o meu mais profundo e sincero agradecimento a todas as paróquias, aos seus pastores e a casa um dos fiéis que, de forma generosa e silenciosa, contribuíram para a Renúncia Quaresmal. Este ato, na sua simplicidade, reflete um coração sintonizado com Deus e sensível ao próximo, especialmente com aqueles que enfrentam maiores dificuldades”, escreve D. Fernando Paiva, em comunicado divulgado, esta terça-feira, 21 de julho, pela Diocese de Beja.
A Diocese de Beja, “com espírito de comunhão e gratidão”, comunica que o valor toral angariado na Renúncia Quaresmal 2026 foi de 26 mil 856,68 euros, que se destina, “em partes iguais”, para Moçambique, e para as populações “mais afetadas pelas tempestades” em Portugal, “no passado inverno”.
Foto: Diocese de Beja
Em Moçambique, explica D. Fernando Paiva estão construir “uma escolinha/infantário para crianças dos 3 aos 5 anos”, na cidade de Gurué, na Diocese de Gurué, “região marcada por grandes carências”,
“As respetivas transferências bancárias foram realizadas, respetivamente para a Diocese de Gurué e para o Fundo de Emergência da Cáritas Nacional, adianta o bispo de Beja, que lamenta que estas transações solidárias tenham ocorrido “mais tarde do que o desejado”, um atraso que resultou do “envio tardio dos contributos” por parte de algumas paróquias.
A renúncia quaresmal é um gesto associado às práticas tradicionais da esmola e do jejum, no qual os fiéis abdicam da compra de bens ou serviços habituais, reservando esse dinheiro para finalidades solidárias específicas, indicadas pelo bispo da diocese, durante o tempo de preparação para a Páscoa.
O bispo de Beja explica que a renúncia quaresmal assume um “profundo valor espiritual”, convertendo-se no testemunho visível de uma Igreja que “caminha em comunhão, com espírito de partilha e fidelidade à Palavra, empenhada em ver e acolher o próprio Cristos nos irmãos mais vulneráveis e desfavorecidos”.
A Diocese de Beja, para além do comunicado de D. Fernando Paiva também partilhou algumas fotografias da construção da escolinha/infantário, e espaço envolvente, na Diocese moçambicana de Gurué, na sua página na rede social Facebook.
A Quaresma é um tempo litúrgico de 40 dias (a contagem exclui os domingos), marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência; serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão, celebrada a 5 de abril, em 2026.
Para muitos as férias
já estarão a decorrer; outros anseiam por esse período de descanso, mas há
quem não consiga aceder ao descanso. Essa realidade é repudiada pela Comissão
Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga que defendeu que o tempo de férias não
deve ser encarado como um luxo, nem uma simples interrupção do calendário
laboral, mas como “uma necessidade humana, familiar, espiritual e social”.
O organismo
católico enfatiza
que “estas conquistas sociais devem ser protegidas, valorizadas e tornadas
efetivas para todos”.
“O direito ao
descanso é uma questão de justiça. Não nasceu de forma espontânea nem foi uma
concessão generosa dos poderes económicos ou políticos. Foi conquistado pela
luta persistente dos trabalhadores, que reclamaram – e continuam a reclamar –
horários mais humanos, descanso semanal, tempo livre e férias remuneradas”,
lembrou.
Por falar em férias:
o Santuário de São Bento da Porta Aberta, na Arquidiocese de Braga, lançou
uma aplicação digital para apoiar os peregrinos que querem realizar este
caminho, a partir de cinco itinerários, até Rio Caldo, no Gerês, em Terras de
Bouro.
Apesar de estar de
férias, o Papa Leão XIV alertou para a conjugação das ameaças nucleares e
cibernéticas, exigindo um desarmamento global que possa salvar a humanidade,
assim se lê num texto inédito divulgado pelo Vaticano.
“A Igreja
humildemente levanta uma questão para todos, hoje: há de a espécie humana
continuar a habitar a Terra? A combinação do domínio cibernético com o
rearmamento global leva-nos a considerar seriamente esta pergunta”,
questionou Leão XIV, perante a gravidade de um rearmamento mundial associado
ao domínio tecnológico.
No prefácio
do novo livro lançado pela Livraria Editora do Vaticano (LEV), que reúne
intervenções do pontífice sobre a paz, o Papa sustenta que a lógica de
dissuasão constitui uma falácia porque “não são as armas atómicas que geram a
paz, mas sim o desarmamento”. O texto cita o cantor, compositor e poeta
Bob Dylan, que se dirige figurativamente à bomba atómica num dos seus textos
(“Go Away You Bomb”, 1963):
“Odeio-te porque és
coisa do homem, pertences ao homem e é o homem quem te maneja”.
Os bispos
norte-americanos condenaram
a recente perda de vidas durante operações de controlo migratório, num
documento divulgado esta segunda-feira.
“Os atos que diminuem
ou desrespeitam a dignidade de qualquer pessoa ou grupo de pessoas nunca
devem ser normalizados na nossa sociedade”, alertaram D. Daniel E. Garcia,
presidente da Subcomissão para a Promoção da Justiça Racial e da
Reconciliação da Conferência Episcopal dos Estados Unidos (USCCB), e D.
Brendan J. Cahill, presidente da Comissão para as Migrações.
Esta noite, na RTP
Antena 1, o programa ECCLESIA conversa com Paulo Ramos, professor, tradutor e
investigador em Patrística e línguas clássicas, que reconhece em Santo
Agostinho, autor que investiga, a humildade que hoje pode colocar a Igreja em
diálogos plurais, e o contributo para a humanidade se afirmar num tempo de
múltiplas questões que também a Inteligência Artificial coloca.
«Os textos que nos
são oferecidos em cada Domingo, apresentam uma riqueza interior, uma riqueza
teimosa. É praticamente impossível regressar àqueles textos e eles não nos
descobrirem - não somos nós que os descobrimos - eles é que vão dissipando os
nossos próprios nevoeiros interiores».
Curioso? Uma conversa
para escutar, pouco depois da meia-noite, ou para descobrir no podcast da
Agência ECCLESIA, «Alarga
a tua tenda».
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encontra mais notícias para ler, ver e ouvir!
Foi criada para ajudar as pessoas a não perderem nenhuma missa e, hoje, também oferece informações em tempo real sobre igrejas que realizam confissões e cultos religiosos em todo o mundo.
Os telefones celulares se tornaram uma ferramenta para encontrar os lugares físicos que procuramos. Católico
O que começou como uma simples iniciativa de um leigo argentino tornou-se o maior banco de dados do mundo com horários de missa.
A aplicação Mass Times reúne mais de 138.000 igrejas em 245 países e territórios e já ultrapassou 40 milhões de consultas.
Nesta entrevista, o seu fundador, Pablo Licheri, explica como uma ferramenta tecnológica pode ajudar milhões de pessoas a encontrar uma igreja, aproximar-se da Eucaristia, redescobrir a confissão, participar da adoração eucarística ou vivenciar a universalidade da Igreja de forma concreta.
O Mass Times é a aplicação mais popular do mundo para encontrar igrejas católicas e os seus horários de missa, confissão e adoração. Ela já ultrapassou 2,4 milhões de downloads .
Usando a tecnologia para aproximar as almas.
— O Mass Schedules foi fundada há 12 anos. Como surgiu a ideia de criar uma plataforma para ajudar os católicos a encontrar uma missa em qualquer lugar do mundo?
Surgiu da combinação do desejo de criar uma startup que eu tinha em mente e do desejo de ajudar todos a se aproximarem da Eucaristia, um desejo que o Senhor colocou no meu coração durante um retiro espiritual, onde o padre pregou sobre o valor infinito de cada Santa Missa — que é a coisa mais importante que podemos fazer todos os dias, a coisa mais importante que acontece no mundo todos os dias. Pensei que poderia usar a tecnologia para aproximar as almas desse dom maravilhoso que Deus nos deu.
Inicialmente, passei alguns meses desenvolvendo uma ideia para transmitir a Santa Missa ao vivo 24 horas por dia através de um site que agregaria transmissões de várias igrejas ao redor do mundo. Então, um amigo sugeriu que mudássemos para uma aplicação que conectasse as pessoas à missa mais próxima. Pareceu muito mais viável, e decidi fazer algo a respeito, sem grandes ambições a princípio, simplesmente querendo ser útil.
Pablo Licheri, fundador da "Mass Times", a maior aplicação do mundo para encontrar uma missa.
— Hoje, eles têm mais de 138.000 igrejas em 245 países e territórios. Você imaginava que este projeto acabaria se tornando o maior banco de dados de horários de missa do mundo?
— De jeito nenhum. Quando comecei, o objetivo era muito mais modesto. Eu imaginava um recurso útil para a Argentina e talvez para alguns outros países da América Latina. O fato de estarmos presentes no mundo todo hoje em dia me deixa completamente sem palavras. Isso só pode ser explicado pela generosidade de tantas pessoas que se juntaram ao projeto e, claro, pela Providência, que às vezes tem um senso de humor surpreendente.
— Você tem alguma estimativa de quantas pessoas conseguiram assistir à missa graças aos horários das missas ao longo desses anos?
É muito difícil saber com precisão, e talvez seja melhor assim: não cabe a nós contabilizar. Os dados de utilização da plataforma indicam mais de 40 milhões de consultas ao longo desses anos.
Mas o que mais importa para mim não é o número, mas sim o fato de que por trás de cada busca há uma pessoa que queria encontrar Cristo na Eucaristia. Se tivermos ajudado ao menos uma pessoa a não perder uma missa que de outra forma teria perdido, já terá valido a pena.
— Muitos católicos, quando viajam, acabam desistindo de ir à missa porque não sabem onde encontrar uma igreja. Você acha que eliminar essa dificuldade poderia ter um impacto espiritual muito maior do que parece?
Sim, e é algo que nos apaixona. Dificuldades práticas têm consequências espirituais reais. Um católico viajando, longe do seu ambiente habitual, sem conhecer a cidade… se ele também tiver que se esforçar muito para encontrar uma igreja, é fácil acabar não indo. E se for a missa de domingo, ele terá que se confessar, o que aumenta muito as chances de ele parar de frequentar a missa nas semanas seguintes. Tentamos eliminar esse obstáculo. Com a nossa aplicação para celular, você pode viajar para qualquer lugar do mundo com tranquilidade, sem que a sua vida espiritual sofra. Nós ajudamos você a tirar férias com Deus, em vez de férias de Deus!
— Manter os horários de tantas paróquias atualizados parece uma tarefa quase impossível. Como vocês conseguem manter as informações confiáveis?
- Sem dúvida, esse é o maior desafio contínuo do projeto. A chave está na grande base de utilizadores que têm a aplicação nos seus telemóveis, pois, por meio dela, eles podem participar desse esforço colaborativo enviando informações sobre igrejas que ainda não temos ou atualizando os dados. Por outras palavras, nós, os utilizadores, somos os que mantemos as informações atualizadas e as fazemos crescer .
Não é um sistema perfeito — os horários mudam, as paróquias se reorganizam e os feriados litúrgicos interferem nos horários habituais —, mas estamos trabalhando constantemente para tornar as informações o mais confiáveis possível. E quanto mais pessoas usarem a aplicação, melhor ela funcionará para todos.
— Numa era em que muito se fala de inteligência artificial e grandes plataformas tecnológicas, vocês criaram uma ferramenta simples que responde a uma necessidade muito específica dos católicos. Isso é um exemplo de como a tecnologia também pode evangelizar?
Penso que sim, embora com uma importante ressalva: a tecnologia não evangeliza por si só. O que ela faz é facilitar o encontro. Não convencemos ninguém a ir à missa; simplesmente indicamos a igreja mais próxima. O verdadeiro encontro acontece na Eucaristia, não numa tela. Mas, nesse sentido, sim: qualquer ferramenta que ajude uma pessoa a se aproximar dos sacramentos tem uma dimensão evangelizadora. A simplicidade também é uma virtude. Nem tudo precisa ser complexo para ser útil; pelo contrário.
Imagem de todas as igrejas com horários de missa disponíveis na aplicação "Horários de Missa". Pablo Licheri
— Quais as histórias que mais te emocionaram? Você já recebeu testemunhos de pessoas que encontraram uma igreja, receberam um sacramento ou até mesmo redescobriram a fé graças aos Horários de Missa?
Sim, e são esses momentos que dão verdadeiro significado a este trabalho. Lembro-me de mensagens de pessoas que estiveram afastadas da fé durante décadas e que, num momento de crise pessoal, nos contaram que, graças à aplicação, voltaram a confessar-se e a frequentar a missa.
Outra pessoa nos contou que decidiu entrar para o seminário graças à nossa aplicação. Não sei como isso aconteceu, mas os caminhos do meu Senhor são misteriosos!
Em milhares de e-mails que recebemos e em mais de 50.000 avaliações de 5 estrelas deixadas por utilizadores nas lojas de aplicações, há depoimentos de que a aplicação "salvou a minha vida" em muitas ocasiões, como muitos me disseram.
— Qual país teve mais dificuldade em recolher informações sobre paróquias?
Os países que enfrentam os maiores desafios são geralmente aqueles onde as paróquias não têm recursos para manter um site. Na maioria dos países em desenvolvimento, a nossa aplicação substitui o site da paróquia e é a única maneira de aceder aos horários atualizados das missas. Chegamos a esses países graças ao trabalho de leigos que usam a aplicação nos seus telemóveis.
— E qual deles mais te surpreendeu com a colaboração?
Na América Latina, fiquei surpreso com a proatividade e a vitalidade da comunidade católica. Pessoas muito generosas que dedicam seu tempo a ajudar os outros e a Santa Igreja.
— A tabela de missas inclui apenas igrejas cujas informações foram verificadas por dioceses ou ordens religiosas?
Não, as informações na maioria dos países foram enviadas pelos próprios utilizadores através da aplicação. É um banco de dados colaborativo, como o OpenStreetMap ou o Waze, onde os utilizadores se ajudam mutuamente. Não pedimos nenhum esforço das dioceses ou paróquias. Claro que a colaboração delas é muito bem-vinda, e muitas têm participado ativamente porque notaram o aumento no número de pessoas que frequentam as suas paróquias graças a esta aplicação.
— O projeto depende da colaboração de milhares de utilizadores e de doações voluntárias. Você ficou surpreso com a generosidade com que tantos católicos quiseram colaborar?
— Constantemente. Talvez seja o que mais me impactou nos últimos anos. Pessoas dedicando seu tempo livre, sem qualquer compensação financeira, simplesmente porque acreditam que esse serviço é útil à Igreja. Padres respondendo com entusiasmo, responsáveis pela comunicação diocesana verdadeiramente comprometidos, voluntários em países que eu jamais imaginaria conhecerem o projeto. Pequenas doações chegando de todas as partes do mundo. Essa generosidade é o que tornou tudo isso possível. Eu apenas lancei a primeira pedra.
— Além de ajudar a encontrar uma missa, a plataforma também auxilia na localização dos horários de confissão. Você notou um interesse crescente nesse sacramento?
Sim, e é um fenômeno que me agrada muito. Os momentos de adoração também estão em alta demanda ultimamente. As buscas relacionadas à confissão cresceram significativamente nos últimos anos, especialmente durante certos períodos litúrgicos, como a Quaresma ou antes de grandes festas.
Acredito que existe uma sede de reconciliação e paz interior que as pessoas nem sempre sabem como saciar, e quando encontram um caminho concreto — uma igreja, um horário, um padre disponível — elas o trilham. A confissão é um sacramento que transforma vidas, e ajudar a torná-la mais acessível é algo que nos enche de satisfação.
— Depois de visitar virtualmente quase todas as dioceses do mundo, o que este projeto lhe ensinou sobre a universalidade da Igreja?
É real. Não é apenas uma declaração teológica no Credo: é uma realidade viva e surpreendente. Ao ampliar o mapa na nossa aplicação e ver tantas igrejas cobrindo quase todos os continentes, você obtém uma imagem extraordinariamente vívida da presença da Igreja em todo o mundo. O fato de que num país do Sudeste Asiático, numa aldeia nos Andes ou numa cidade da África Central, haja uma comunidade reunida em torno da mesma Eucaristia, celebrando o mesmo sacrifício que em Roma ou Madrid... isso é algo verdadeiramente impressionante quando visto da perspectiva de um projeto global.
E quando você pode ir à missa num país com línguas e costumes muito diferentes, e ainda assim vê que a Santa Missa é a mesma, essa experiência universitária te toca profundamente. Você se sente em casa, mesmo sem entender o idioma. A catolicidade da Igreja não é uma metáfora.
— O que você aprendeu pessoalmente sobre a Igreja depois de passar tantos anos ajudando milhões de pessoas a encontrar uma paróquia?
Aprendi que a Igreja é muito maior, mais resiliente e mais viva do que às vezes percebemos em nosso entorno imediato. Vivemos em países onde o debate sobre a secularização ocupa muito espaço, e às vezes isso nos faz perder de vista o fato de que noutras partes do mundo a fé está crescendo com uma vitalidade impressionante. Este projeto proporcionou-me uma perspectiva global que é ao mesmo tempo muito humilde e muito esperançosa. E também me mostrou que cada um de nós pode ajudar a partir do seu próprio lugar, usando os dons que Deus nos deu, sem precisar ir em missões para países distantes ou ficar sentado esperando que alguém no Vaticano ou em algum lugar mágico resolva tudo.
— Quando alguém abre a aplicação num país desconhecido e descobre que há uma igreja a poucos metros de distância onde pode participar da Eucaristia, você acha que essa experiência torna a catolicidade da Igreja mais visível?
É exatamente isso que eu mais amo no Missal Schedules. Naquele momento, a pessoa experimenta de forma concreta que não está sozinha, que pertence a algo que vai muito além da sua paróquia ou do seu país. Que onde quer que esteja, há uma porta aberta e uma comunidade que a acolhe. Isso é o catolicismo transformado em experiência diária. E a tecnologia, naquele momento, nada mais é do que uma ponte para algo muito maior.
— Que papel você acha que as pessoas leigas devem desempenhar na evangelização digital?
Um papel de liderança, não apenas de apoio. Nós, leigos, somos os que estamos no mundo, nos ambientes digitais, nas conversas do dia a dia. A evangelização digital não pode depender exclusivamente das instituições eclesiais: ela precisa de pessoas com iniciativa, habilidades técnicas, fé e criatividade.
O que tentamos fazer com o projeto "Horários da Missa" é, essencialmente, isso: um leigo que vê uma necessidade, que tem alguns peixes e pãezinhos, e que os coloca a serviço da Igreja sem esperar que alguém peça. E Deus opera uma multiplicação milagrosa. Mas não a partir do nada: Ele nos pede que contribuamos com o que temos para começar.
— Se você pudesse pedir apenas uma coisa às paróquias e dioceses do mundo para melhorar os horários das missas, o que você diria?
— Por favor, atualizem os horários das missas. Parece um pedido simples, mas tem um grande impacto. Quando uma paróquia altera os horários das missas e não comunica isso, as pessoas chegam e não encontram o que procuram. Isso gera frustração, e às vezes mais do que apenas frustração. Gostaria de pedir a cada pároco que, sempre que alterar um horário, considere que há alguém, em algum lugar do mundo, que está procurando por essa informação. E que nos avise. Com isso, poderíamos fazer muito mais.