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terça-feira, 30 de junho de 2026

Rotas para salvar vidas

Bom dia!
Seis dias após os sismos na Venezuela, continuam em marcha as “rotas para salvar vidas”. Rotas desconhecidas, entre escombros, mas sempre à procura de um respiro, de um pedido de socorro que possa estar entre a destruição dos abalos que se fizeram sentir no norte do país. Nesta segunda-feira, a Agência Ecclesia falou com o responsável da Missão Católica Portuguesa da Venezuela, o padre Carlos de Abreu, que testemunhou o envolvimento de toda a comunidade nas operações de socorro, participando em iniciativas de apoio às vítimas de um terramoto que causou cerca de 1500 mortos, mais de 3000 feridos, estimando-se que 50 mil pessoas estejam desaparecidas. Números que incluem cidadãos de Portugal ou lusodescentes e reclamam a solidariedade de todo o mundo: para ajudas essenciais a cada dia e para a reconstrução. E são muitas as formas de ajudar, de fazer chegar a quem precisa um contributo que possa colocar cada pessoa e o país nas rotas da reconstrução.

Foto EPA/Lusa

Esta segunda-feira, a liturgia católica assinalou a solenidade de São Pedro e São Paulo. Um celebração que criou o contexto para celebrações de ordenação diaconal e sacerdotal, nomeadamente em Coimbra e Lisboa, no domingo, e Évora, esta segunda-feira.

Foto Vatican Media

O Papa Leão XIV encerrou o Consistório com apelos à unidade  e alertas contra a rigidez de posições na Igreja Católica, falando na entrega do pálio a 35 arcebispos metropolitas dos cinco continentes, desafiando cada um a ser “construtor de unidade”.

Uma mensagem que repetiu na Praça de São Pedro, na oração do ângelus, com apelos ao respeito pelas diferenças na Igreja Católica.

Das notícias desta segunda-feira, destaque também para a entrevista emitida no programa Ecclesia, na RTP2, evocando os 50 anos da Cáritas de Lisboa e o trabalho que, nas cinco décadas e na atualidade, enfrenta o ciclo da pobreza.

Desejo-lhe uma ótima jornada!

Paulo Rocha

 

 


agencia.ecclesia.pt

      



segunda-feira, 29 de junho de 2026

Solidariedade do Papa com o povo venezuelano e o apelo do patriarca aos oito novos padres

O Papa Leão XIV acompanha as operações de resgate que continuam na Venezuela e manifestou solidariedade às vítimas dos sismos que atingiram a Venezuela, na última quarta-feira.

“Desejo expressar a minha solidariedade aos nossos irmãos e irmãs venezuelanos afetados pelos recentes sismos que causaram inúmeras mortes e feridos, bem como imensos danos materiais”, disse Leão XIV, em espanhol, após a recitação da oração do ângelus.

Perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, o Papa rezou pelo “descanso eterno dos defuntos”.

 O Papa criticou ainda a mentalidade materialista contemporânea, desafiando as comunidades católicas a ir ao encontro dos mais necessitados.

O patriarca de Lisboa pediu aos oito padres ordenados que partilhem o seu “sangue novo” com os “irmãos sacerdotes” e ajudem a “renovar o ardor missionário”, a “sair” e a “alcançar os que estão longe”.

“Contagiai com o vosso entusiasmo os vossos irmãos sacerdotes. Ajudai-nos a todos a renovar o ardor missionário. Porque precisamos de renovar a missão. Precisamos de sair. Precisamos de alcançar aqueles que estão longe. Precisamos de fazer chegar a graça de Deus a todos os cantos deste Patriarcado. Nenhum coração pode ficar excluído do anúncio do Evangelho. Nenhuma pessoa pode sentir-se esquecida pela Igreja”, afirmou D. Rui Valério durante a homilia da celebração, no Mosteiro dos Jerónimos, a que presidiu, participada por cerca de 1850 pessoas.

O padre António Valério iniciou funções como provincial da Companhia de Jesus em Portugal e indicou que a missão que começa é para ser realizada “neste tempo e espaço” e dirigiu-se aos que “desejam Deus no coração”.

“No coração de cada pessoa habita o desejo de Deus. E este desejo que se concretiza de muitas formas: por pessoas crentes, outros não crentes, quem está mais próximo ou afastado da Igreja, dentro da multiplicidade de carismas, todos nós procuramos uma vida feliz, realizada e plena. E toda esta vida que nos leva a um movimento para o outro e para o serviço do outro”, afirmou numa mensagem publicada nas redes sociais do Ponto SJ.

A entrevista conjunta Ecclesia/Renascença escutou esta semana a coordenadora da equipa de Coordenação Nacional das Comissões Diocesanas de Proteção de Menores que destacou a necessidade de comunicar as decisões sobre arquivamentos de casos de abuso sexual com maior “fundamentação”.

“É necessário que a fundamentação que nos chega seja mais rica, seja mais compreensível. Não basta um parágrafo ou dois para justificar uma determinada decisão. Por isso, esse é um caminho que temos de continuar a trabalhar”, disse Carla Rodrigues.

No portal de informação agencia.ecclesia.pt encontra mais informação para ler, ver e ouvir!

Tenha uma excelente semana!

Lígia Silveira

 

 


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