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No rescaldo de um 5-0
necessário para elevar os ânimos de todos que torcem para que o caminho da
Seleção Portuguesa de Futebol, no Mundial de 2026, possa ser prolongado,
inicio estas palavras matinais com outra junção de esforço apostado em levar
mais longe a vida de “milhões de pessoas “empurradas para fome e
desnutrição”. ‘Caritas
Internationalis’, o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e a World Vision
International (WVI) lançaram um apelo
conjunto em defesa de milhões de pessoas defendendo novas escolhas políticas,
dirigindo-se aos governos, às instituições multilaterais, aos doadores e às
comunidades religiosas: – Protejam o acesso humanitário e respeitem o direito
internacional humanitário, garantindo que a alimentação nunca seja utilizada
como arma de guerra; – Salvaguardem e ampliem os investimentos na nutrição
infantil, no tratamento da subnutrição crónica e aguda, nas refeições
escolares e nos programas de proteção social; – Reforcem sistemas alimentares resilientes, protegendo as
cadeias de abastecimento alimentar, a produção agrícola e os corredores
humanitários; – Apoiem os pequenos agricultores, os produtores
alimentares locais e a agricultura adaptada às alterações climáticas,
especialmente em contextos frágeis e afetados por conflitos; – Garantam que as decisões de política externa, comércio,
sanções e segurança sejam avaliadas quanto ao seu potencial impacto na
segurança alimentar, na nutrição e no acesso humanitário; – Privilegiem a consolidação da paz, a diplomacia e a
dignidade humana em detrimento da militarização e da divisão; “O mundo continua a produzir mais do que o suficiente para
alimentar cada criança, mulher e homem. No entanto, milhões de pessoas são
empurradas para uma fome e desnutrição cada vez mais graves por causa de
conflitos, deslocamentos, instabilidade económica e choques climáticos. São
as crianças e as mulheres quem paga o preço mais alto por falhas que não
criaram”, explicam as instituições. O patriarca de Lisboa
alertou, para
o crescimento da solidão urbana e da exclusão social, desafiando a sociedade
a acolher as populações mais vulneráveis. “As novas formas de
exclusão tornam-se por vezes mais invisíveis e mais difíceis de combater, mas
a missão permanece a mesma: continuar a tornar visível o amor de Deus, a ser
presença onde outros não chegam, construir pontes onde o mundo ergue muros,
recordar que ninguém pode ser descartado”, desafiou D. Rui Valério, na Missa
a que presidiu por ocasião do 50.º aniversário da Cáritas Diocesana. A intervenção elogiou
a capacidade da organização católica em responder às necessidades de cada
tempo e lembrou que a caridade cristã nasce da “capacidade de reconhecer no
outro um irmão”. “O pobre deixa de ser um problema social para se tornar uma
pessoa. O migrante deixa de ser um número para se tornar um rosto. O idoso
deixa de ser um caso a tratar para se tornar uma história”, indicou D. Rui
Valério. A Rede Global de
Escolas das Religiosas do Sagrado Coração de Maria, composta por 19 colégios,
e presente em 9 países da Europa e da América, vai ter um encontro
em Lisboa, entre 27 e 2 de julho, juntando equipas diretivas e professores
para debater a educação em ordem à transformação global e que surge da
necessidade de os colégios estarem em permanente reflexão sobre a sua
identidade e atentos à mudança. As comunidades
educativas, quer nos colégios em Portugal, como nos internacionais, estão
“cheias de alunos de diferentes culturas e até de diferentes religiões”, e os
responsáveis encontram nisso “património a dar ao mundo, porque é muito
importante que os alunos cresçam nessa relação de abertura ao outro e é nessa
relação de abertura ao outro que acontece a fé e a relação com Deus”. Na agenda para os
próximos dias, o segundo consistório
extraordinário do pontificado de Leão XIV, de 26 a 27 de junho, para debater
respostas a guerras e divisões com a ajuda de cardeais de todo o mundo. O
programa oficial apresenta as questões que vão orientar os trabalhos, entre
elas a forma como “as tensões, as divisões e os conflitos que atravessam o
mundo” afetam a vida da Igreja Católica. A reunião convocada pelo Papa vai
procurar estratégias pastorais focadas nas “linguagens, atitudes e práticas
que podem ajudar a construir reconciliação, convivência e paz”. No portal de
informação agencia.ecclesia.pt
encontra mais noticias! Tenha um excelente
dia! PS: E um feliz São
João!! |





