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Bom dia! Recordo as primeiras
peregrinações a Fátima: remontam à década de 80 do século passado, quando o
Santuário acolhia grupos para a animação litúrgica das celebrações de cada
domingo. Uma oportunidade aproveitada, anos a fio, pelo grupo de um lugar a
poucos quilómetros do Porto, de um ambiente rural, mas que colocava talentos
de muitos jovens no canto litúrgico. Depois, uma década e
meia depois, talvez, recordo também o alcance mediático de Fátima. Estávamos
no início da TVI, comprometida com transmissões que muito dizem ao povo
português, nomeadamente as transmissões religiosas em antena... (E bem, como
ainda hoje permanecem) E, se avançarmos mais
algumas décadas, permanecem as mesmas imagens que impactam todos: os media,
os crentes, os agnósticos... todos em torno de Fátima! Porquê? A resposta
encontra-se, em todas as décadas e também na atualidade, não só em Fátima,
mas também no caminho... No percurso de cada peregrino, nas etapas de
peregrinação, no ambiente de silêncio e de espiritualidade que se experimenta
na Cova da Iria! Entre tudo o que vi
divulgado sobre Fátima, retomo, em cada ano, um livro escrito por quem
acompanhou, durante 50 anos, peregrinações a um recinto que, desde a primeira
hora, atraiu muitos crentes. De maio a outubro, a presença no santuário
mariano era uma constante: seja para transmissões na rádio ou na televisão,
seja para recontar, dias ou semanas depois, vivências interiores que a
presença num recinto de oração faz emergir. E foram tantas a vezes... Refiro-me –
ter-se-ão apercebido – ao padre Rego, o cónego António Rego. Nestes
dias, acompanha, por certo, a partir dos Açores o que experimentou durante
muitos anos. Independentemente dessas circunstâncias, impõe-se recordar o
antigo diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais e a “voz de
Fátima” que fica na história do santuário: seja pelos sons e pelas imagens
que levaram Fátima a todo o mundo, seja por um título, um livro, que diz
muito, diz tudo sobre Fátima: “Sou Peregrino”. Trata-se de um pequeno volume,
que revela Fátima. E diz sobretudo que a história de Fátima escreve-se com a
história de cada peregrino! A vivência da
peregrinação de 12 e 13 de maio, e também dos dias anteriores no
acompanhamento de grupos que se dirigiam a Fátima, comprovou o
essencial destes dias: em qualquer circunstâncias, todos experimentam a mesma
condição para viver Fátima: “Ser Peregrino”. Votos de uma ótima
jornada! Paulo Rocha |
