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domingo, 6 de setembro de 2026

Rasgar madrugadas

Bom dia!

 "Um homem que não passou ao lado" Hoje à tarde, reserve um espaço no sofá. A partir das 15h25, na RTP2, o programa «70x7» presta homenagem a Eugénio Fonseca, antigo presidente da Cáritas Portuguesa, que nos deixou no passado mês de agosto. Vamos recordar a sua dedicação incansável aos mais frágeis, embalados por um desafio que nos deixou numa das suas últimas entrevistas: "vamos rasgar madrugadas diferentes". Uma emissão a não perder.

Se perdeu o Programa ECCLESIA desta madrugada (06h00, na Antena 1), vale a pena ir recuperar a emissão. A fechar um ciclo de conversas sobre «Magnifica Humanitas», a primeira encíclica do Papa Leão XIV, ouvimos o especialista Bernardo Caldas. Ele deixa um alerta muito claro sobre a Inteligência Artificial: corremos o risco de fazer uma "delegação completa do pensamento e do espírito crítico" aos algoritmos. O Papa pede escrutínio e não catastrofismo, mostrando que entende (e muito!) deste novo mundo tecnológico.

Lá fora, os bispos de Moçambique exigem respostas sobre o homicídio de D. Osório Citora Afonso, bispo de Quelimane, morto a tiro em junho. Passaram-se três meses e as autoridades mantêm-se em silêncio sobre um crime que a Conferência Episcopal classifica como um "duro golpe no coração da Igreja" no país.

Ainda no plano internacional, a Cáritas Europa deixou um aviso sério sobre a ação humanitária na Ucrânia. As organizações locais estão cansadas da falta de partilha de riscos e do desequilíbrio na forma como são tratadas por entidades maiores, lamentando que as vejam apenas como "prestadores de serviços" e não como verdadeiras parceiras no terreno.

Despeço-me com votos de boas notícias, sempre,

Octávio Carmo

 


agencia.ecclesia.pt

      



sábado, 5 de setembro de 2026

Mudar comportamentos


Foto: Agência ECCLESIA/HM

O desafio de adotar novas atitudes perante o ambiente soa a notícia antiga mas, na verdade, o tempo é escasso e as mudanças climáticas talvez já sejam inevitáveis. Juan Ambrósio, professor universitário e membro da Rede ‘Cuidar da Casa Comum’, esteve ontem no programa Ecclesia para lembrar que a nossa sociedade vai ter de “habituar-se a viver com menos”.

O teólogo português recusou a tentação de desvalorizar os contributos individuais, observando que, “num planeta onde os recursos são limitados”, a exigência material excessiva “só pode ser à custa de que outros tenham cada vez menos”.
https://agencia.ecclesia.pt/portal/igreja-ambiente-responsavel-da-rede-cuidar-da-casa-comum-apela-a-conversao-do-coracao-perante-urgencia-ecologica/


Fátima acolhe a partir de hoje o Encontro Nacional do Movimento Convívios Fraternos. "Unidos para Servir" é o tema que centra a reflexão. 
Esta é o 52º Encontro Nacional deste movimento de pastoral juvenil, e vai reunir convivas de várias dioceses em diversos locais de Fátima. Durante dois dias estão previstos momentos de oração, atividades em grupo e workshops.
https://agencia.ecclesia.pt/portal/events/pastoral-juvenil-convivios-fraternos-realizam-encontro-nacional-em-fatima/

Hoje e amanhã, na RTP Antena1, pode acompanhar a edição rádio do Programa Ecclesia logo após o noticiário das 6h00.

Tenha um grande dia
Henrique Matos

 

 


agencia.ecclesia.pt

      



quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Eles queriam tirar Deus do roteiro, mas o ator Dennis Quaid recusou-se: "Se vocês o tirarem, eu vou-me embora."

Durante a produção de "Challenge on Waves", inspirada na vida da surfista Bethany Hamilton, o debate sobre a fé tornou-se acirrado.

A postura firme de Dennis Quaid garantiu que o filme mantivesse essa essência.

A postura firme de Dennis Quaid garantiu que o filme mantivesse essa essência. (ARQUIVO)

Equipe Editorial da REL

 

Atualizado:


    Quando um filme é baseado numa história real, surge inevitavelmente uma questão: até que ponto a história original pode ser modificada para torná-la mais atraente para o público? 

    Durante a produção de "Challenge on Waves", inspirada na vida da surfista Bethany Hamilton, esse debate tornou-se crucial.

    O ator Dennis Quaid, que interpretou o pai de Bethany, opôs-se à proposta de remover as referências a Jesus e ao cristianismo. A sua resposta foi inequívoca: "A fé fazia parte da história dela." 

    Deus era o núcleo

    Quaid explicou que não fazia sentido contar a história de vida de Hamilton sem mostrar a dimensão espiritual que a sustentou após o ataque de tubarão que lhe custou o braço esquerdo aos 13 anos. "Se tirassem a fé, eu também não queria continuar no filme", ​​afirmou.

    O ataque de tubarão no Havaí poderia ter encerrado sua carreira no surf, mas Bethany retornou ao desporto com o apoio da sua família. A sua história não se limitou à recuperação física: a sua fé em Deus tornou-se o cerne da sua mensagem. Para a família Hamilton, um filme que omitisse essa dimensão estaria incompleto.

    O irmão mais velho de Bethany, Noah Hamilton, produtor do filme, observou que "Wave Challenge" foi uma produção incomum em Hollywood por manter uma forte presença religiosa

    O diretor Sean McNamara insistiu que a equipa entendesse que a fé era a base da história. A atriz AnnaSophia Robb morou com Bethany no Havaí para capturar a sua personalidade e destacar a sua capacidade de olhar para o futuro.

    O pai de Bethany, Tom Hamilton, confessou que, após o ataque, ficou com raiva de Deus. A sua perspectiva mudou durante uma viagem missionária à Tailândia, quando viu a sua filha consolando uma criança que havia sobrevivido ao tsunami. 

    Aquele momento ajudou-o a deixar a amargura para trás e seguir em frente com Deus. Bethany, por sua vez, orou antes de concordar em ter a história da sua vida transformada em filme: se a sua história pudesse oferecer esperança, valeria a pena compartilhá-la.

    O filme "Survival", lançado em 2011, não foi apenas a história de como uma adolescente voltou a surfar depois de perder um braço. Foi também um retrato de como a fé em Deus permitiu que Bethany e a sua família enfrentassem a tragédia, reconstruíssem as suas vidas e compartilhassem esperança.

    A postura firme de Dennis Quaid garantiu que o filme mantivesse a sua essência. Não se tratava de manter algumas referências religiosas, mas de preservar a identidade do protagonista. É por isso que o filme continua sendo lembrado como um testemunho de resiliência e fé.