Nas vésperas do
Dia Mundial das Comunicações que a Igreja Católica assinala no próximo
domingo, a Agência ECCLESIA deu ontem voz
à preocupação manifestada por vários profissionais. “Há uma manipulação
digital da nossa voz, introduzindo alterações que não são percetíveis, mas
que impossibilitam a condenação em tribunal. Não podemos fazer nada”,
lamentou o animador Paulino Coelho, profissional do Grupo Renascença. Mas as
ferramentas de inteligência artificial nas redações para a transcrição e
síntese de áudio, também são “incontornáveis” exigindo uma “supervisão
atenta” como reconhece Ricardo Perna, responsável pela comunicação da Diocese
de Setúbal.
Uma reportagem mais vasta que pode acompanhar no programa 70X7, este domingo
na RTP2.
Hoje começa a Semana
Nacional da Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) que decorre até dia 23
e que vai mobilizar escolas, dioceses e comunidades educativas de todo o
país. O tema «EMRC: pontes e palavras de Encontro». A Comissão
Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé pediu que se valorize
“a presença” da EMRC “nas escolas, enquanto espaço educativo que as
enriquece”.
O rio Tejo volta hoje
a ser cenário para uma das “mais antigas manifestações de fé ligadas à
história marítima portuguesa: a Peregrinação
Fluvial ao Santuário de Nossa Senhora da Atalaia, no Montijo”. Dezenas de
embarcações tradicionais à vela voltarão a navegar em procissão pelas águas
do Tejo, evocando a memória das naus quinhentistas que dali partiram para
escrever a história.
Hoje e amanhã pode
acompanhar a edição rádio do programa Ecclesia na Antena1 pouco depois das
seis da manhã. Domingo, o programa 70X7 também chega bem cedo à RTP2, será
pelas 7h30.
D. Fernando Paiva escreveu nota pastoral no âmbito da Semana da Vida 2026
Foto Agência ECCLESIA/JPG, D. Fernando Paiva, bispo de Beja
Beja, 15 mai 2026 (Ecclesia) – O bispo de Beja desafiou a edificar uma “cultura da vida”, face a um tempo marcado pela indiferença e formas de descarte, numa nota pastoral que lançou no passado domingo.
“Neste tempo em que tantas ameaças, indiferenças e formas de descarte atentam contra a dignidade humana, somos convidados a renovar o compromisso de construir uma cultura da vida, fundada no amor, na solidariedade e no reconhecimento do valor e na dignidade de cada pessoa”, escreveu D. Fernando Paiva, na mensagem partilhada no site da diocese.
O documento foi redigido para a Semana da Vida 2026, que decorre até 17 de maio, e para a qual foram disponibilizados vários materiais para a vivência desta celebração anual.
D. Fernando Paiva lembrou que “a vida é, antes de mais, um dom” e não é fruto do acaso, destacando que “cada pessoa é querida, amada e chamada à existência por Deus”.
Segundo o bispo, “desde o primeiro instante da sua conceção até ao seu fim natural, a vida humana possui intrinsecamente uma dignidade e um valor” que todos são “chamados a valorizar, promover e defender”.
Nesta Semana da Vida reafirmamos a sacralidade da vida humana. Entre todas as criaturas, a vida humana possui uma dignidade singular, porque o ser humano é criado à imagem e semelhança de Deus.”
D. Fernando Paiva salienta que “toda a vida merece respeito absoluto, independentemente da idade, condição social, estado de saúde ou capacidade física e intelectual” e que a “medida da verdadeira civilização encontra-se na forma como” cada um a valoriza e “trata os mais vulneráveis”.
“Cada pessoa humana é chamada a uma missão única e irrepetível. Somos chamados a viver no amor, na verdade e na comunhão, colocando os nossos dons ao serviço dos irmãos e da construção de uma sociedade mais justa e fraterna”, indicou.
O texto recorda ainda que a vida que é dada a viver “encontra a sua plenitude quando se torna resposta ao amor de Deus e se coloca ao serviço dos irmãos, especialmente dos mais frágeis”.
O bispo de Beja agradece depois àqueles que, “na sociedade e na Igreja, cuidam, defendem e promovem a vida humana em todas as suas etapas”, nomeadamente as famílias, “primeiras guardiãs do dom da vida e escolas de amor, solidariedade e esperança”, e profissionais de saúde que, “com competência, dedicação e espírito de serviço, acompanham e cuidam os doentes”.
“A minha gratidão dirige-se igualmente às instituições sociais, misericórdias, centros de acolhimento, lares, hospitais, associações e obras da Igreja que diariamente servem crianças, idosos, pessoas portadoras de deficiência e todos aqueles que necessitam de cuidado e proximidade”, pode ler-se.
Por último, D. Fernando Paiva deixou “uma palavra de reconhecimento e de muita consideração para os que acolhem os migrantes, ajudando-os nas suas muitas necessidades e para os que são construtores de paz”.
Que a Semana da Vida renove em todos nós o encanto, o respeito e a responsabilidade diante do dom maravilhoso da vida humana.”
Este ano, a iniciativa, que se iniciou a 10 de maio, tem como tema central ‘Bem-aventurados os que Protegem a Vida’.
No texto de apresentação desta celebração, o padre Francisco Ruivo, assistente nacional do Departamento Nacional da Pastoral Familiar, assinala que a Semana da Vida surge como um grito a todas a situações que vão acontecendo à volta de cada um em todas as fases da vida.
“O aborto, as guerras que se encontram disseminadas por toda a parte, a violência doméstica, a falta de amor para com as crianças, a violência nas escolas, o abandono dos idosos são verdadeiramente pecados contra a vida”, realçou.
Além deste documento, na página oficial desta iniciativa podem ser encontrados vários contributos, como o terço, a vigília e a oração, bem como um texto do padre João Basto, de Viana do Castelo, e o testemunho de vida de Francisco Maymone Martins, Prémio Vida 2026.
O Secretariado
Nacional das Comunicações Sociais vai assinalar o Dia Mundial das
Comunicações Sociais, que se assinala no próximo domingo, com um debate sobre
o tema “informação especializada em redações generalistas”, que vai decorrer
no dia 21 de maio, quinta-feira, na Agência Lusa.
A sessão vai contar
com a comunicação de Luísa Meireles, diretora de informação da Agência Lusa,
que introduz o tema, depois abordado em torno doa temática “religião”. Ana
Isabel Costa, jornalista na RTP Antena 1, e Joaquim Franco, jornalista na
TVI/CNN vão partilhar a experiência de trabalho do “tema religião nas
redações generalistas”. A sessão vai contar também com a apresentação da
mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, por Octávio
Carmo, que abordar o tema “Jornalismo no ambiente da IA”.
D. Alexandre Palma,
eleito presidente da Comissão Episcopal das Comunicações Sociais na última
Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, encerra o encontro.
Em entrevista
à Agência ECCLESIA, o novo responsável repudiou o uso de discursos violentos
e de manipulação no espaço mediático, apelou à qualificação do debate
público, e alertou para a degradação das relações nas plataformas digitais,
pedindo a distinção entre a firmeza das convicções e a agressividade na forma
“muito histriónica, muito violenta, nalguns casos”, de as comunicar.
“A Igreja se quer ser, e quer, sal da terra e luz do
mundo, não pode ser meia-luz, sombra, de alguma maneira, ou ser veneno na
conversa”.
O papa visitou esta
quinta-feira Universidade La Sapienza, de Roma, onde condenou o aumento das
despesas militares na Europa e apelou a um compromisso universal com a paz.
“No último ano, o aumento das despesas militares no mundo,
e em particular na Europa, foi enorme: não se chame defesa a um rearmamento
que aumenta as tensões e a insegurança, empobrece os investimentos na
educação e na saúde, desmente a confiança na diplomacia, enriquece elites a
quem nada importa o bem comum”, advertiu Leão XIV.
O discurso papal centrou-se
na rejeição da guerra e no impacto da inteligência artificial nos conflitos
armados, pedindo que “não desresponsabilizem as escolhas humanas e não
agravem a tragédia dos conflitos”.
Naquele local o Papa
defendeu que a procura
da verdade através do estudo e da investigação conduz inevitavelmente ao
encontro com a transcendência divina.
Deixo-lhe ainda a
sugestão para escutar a última conversa publicada no podcast «Alarga
a tua tenda», com a irmã Myri,
que está na Síria desde 2008.
Antes de ser Myri, um
diminutivo que as irmãs de Belém lhe deram, era chamada Mária Lúcia – um nome
sempre a corrigir junto dos professores e desconhecidos. A sede alimentou a
sua vida, sem saber que palavras lhe dar, quase abandonou a Igreja porque em
jovem não tinha respostas para as suas inquietações. Mas permaneceu porque
intuía que pertencia a Deus – não sabia era como.
No portal de
informação agencia.ecclesia.pt
encontra mais informações para ver, ler e ouvir.