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quarta-feira, 11 de março de 2026

Mudar? Depende das pessoas!

Bom dia!

O núncio apostólico em Portugal está de visita à Diocese do Algarve e encontrou-se com o clero, com as consagradas e os consagrados e com os leigos de toda a diocese. Qual a razão? Cumprir o que disse à Agência ECCLESIA, no segundo dia em que estava em Portugal: antes de indicar os três nomes ao Vaticano para nomear um bispo para uma diocese, quer conhecer, dialogar, escutar. Foi o que aconteceu no Algarve, talvez a primeira diocese que vai concluir o processo de nomeação episcopal com o atual núncio, D. Andrés Carrascosa Coso.

A Agência ECCLESIA acompanhou a visita do núncio apostólico e viu, no terreno, como as mudanças acontecem! O tema foi lançado para a conversa, na redação da Ecclesia, na tarde de ontem: assembleias sinodais, reuniões com representantes de todo o mundo, debates sobre mudanças que esperam alterações no Direito Canónico, mas... Para que aconteçam mudanças, basta mudar algumas pessoas, o perfil de algumas pessoas... A forma como se leva por diante a nomeação de um bispo, onde se reclama uma participação mais alargada, afinal já pode acontecer!

Entretanto, as notícias desta terça-feira deram conta também da reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, que informou sobre a definição das compensações às vítimas de abuso, com base nos pareceres da Comissão de Fixação da Compensação.

“Sabemos que nenhuma compensação apaga a dor vivida, mas este passo expressa o compromisso que sempre assumimos de reconhecer o sofrimento causado e que pretende contribuir para a reparação possível de quem sofreu tão duras vivências, colocando as vítimas no centro da nossa prioridade”.

Um processo em curso, que cai continuar com a “devida reserva”, sem deixar de “acompanhar as vítimas que venham a surgir”.

Na reunião desta terça-feira, os bispos saudaram também o novo presidente da República:

“Desejamos-lhe um mandato ao serviço do bem comum, num espírito de diálogo e de encontro com todos, com atenção à dignidade de cada pessoa, sobretudo dos mais vulneráveis”.

Destaque ainda para as conclusões do grupo de estudo do Sínodo sobre o papel das mulheres, que publicou o relatório sobre o trabalho que desenvolveu, com denúncias a atitudes de “machismo” e apelos a uma “mudança de mentalidade” nas estruturas eclesiais.

“Em primeiro lugar, existe na mentalidade eclesial contemporânea um certo padrão de pensamento e comportamento identificável como ‘clericalismo’ ou ‘machismo’. Estas atitudes dizem respeito a uma gestão do poder e da palavra que cria desconfiança e, sobretudo, distância entre as mulheres”.

Entre as iniciativas que vão decorrer nesta quarta-feira, destaque para o webinar” que a Comunidade Católica com Deficiência Visual vai promover, sobre “Fé e Fragilidade, caminhos para a Santidade”, a partir do exemplo de São Carlo Acutis.

Votos de uma ótima jornada!

Paulo Rocha

 

 


agencia.ecclesia.pt

      



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