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Bom dia! O núncio apostólico
em Portugal está de visita à Diocese do Algarve e encontrou-se com o clero,
com as consagradas e os consagrados e com os leigos de toda a diocese. Qual a
razão? Cumprir o que disse à Agência ECCLESIA, no segundo dia em que estava
em Portugal: antes de indicar os três nomes ao Vaticano para nomear um bispo
para uma diocese, quer conhecer, dialogar, escutar. Foi o que aconteceu no
Algarve, talvez a primeira diocese que vai concluir o processo de nomeação
episcopal com o atual núncio, D. Andrés Carrascosa Coso. A Agência ECCLESIA
acompanhou a visita
do núncio apostólico e viu, no terreno, como as mudanças acontecem! O
tema foi lançado para a conversa, na redação da Ecclesia, na tarde de ontem:
assembleias sinodais, reuniões com representantes de todo o mundo, debates
sobre mudanças que esperam alterações no Direito Canónico, mas... Para que
aconteçam mudanças, basta mudar algumas pessoas, o perfil de algumas
pessoas... A forma como se leva por diante a nomeação de um bispo, onde se
reclama uma participação mais alargada, afinal já pode acontecer! Entretanto, as
notícias desta terça-feira deram conta também da reunião do Conselho
Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, que informou sobre a
definição das compensações às vítimas de abuso, com base nos pareceres da
Comissão de Fixação da Compensação. “Sabemos que nenhuma compensação apaga a dor vivida, mas
este passo expressa o compromisso que sempre assumimos de reconhecer o
sofrimento causado e que pretende contribuir para a reparação possível de
quem sofreu tão duras vivências, colocando as vítimas no centro da nossa
prioridade”. Um processo em curso,
que cai continuar com a “devida reserva”, sem deixar de “acompanhar as
vítimas que venham a surgir”. Na reunião desta
terça-feira, os bispos saudaram também o novo
presidente da República: “Desejamos-lhe um mandato ao serviço do bem comum, num
espírito de diálogo e de encontro com todos, com atenção à dignidade de cada
pessoa, sobretudo dos mais vulneráveis”. Destaque ainda para
as conclusões do grupo
de estudo do Sínodo sobre o papel das mulheres, que publicou o relatório
sobre o trabalho que desenvolveu, com denúncias a atitudes de “machismo” e
apelos a uma “mudança de mentalidade” nas estruturas eclesiais. “Em primeiro lugar, existe na mentalidade eclesial
contemporânea um certo padrão de pensamento e comportamento identificável
como ‘clericalismo’ ou ‘machismo’. Estas atitudes dizem respeito a uma gestão
do poder e da palavra que cria desconfiança e, sobretudo, distância entre as
mulheres”. Entre as iniciativas
que vão decorrer nesta quarta-feira, destaque para o webinar” que a
Comunidade Católica com Deficiência Visual vai promover, sobre “Fé e
Fragilidade, caminhos para a Santidade”, a partir do exemplo de São Carlo
Acutis. Votos de uma ótima
jornada! Paulo Rocha |
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