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sexta-feira, 6 de março de 2026

«Que nunca mais a ameaça nuclear condicione o futuro da humanidade» - Papa Leão XIV

Foto: Lusa/EPA

O Médio Oriente vive num estado de conflito permanente afirmou o diretor-adjunto do Diário de Notícias, denunciando a indiferença internacional perante as causas das guerras.

“Nós podemos olhar para as guerras e ver quase como se fossem jogos de computador, mísseis a cruzar os ares, drones, aviões, mas a verdade é que, por muito cirúrgicos que sejam os ataques, há sempre gente a morrer”, lamentou Leonídio Ferreira, em entrevista ao Programa ECCLESIA

A escalada de violência na região foi reconhecida como o “novo normal desde sempre”, referiu, lamentando a banalização da guerra e instrumentalização religiosa dos conflitos.

A violência no Médio Oriente motivou um apelo da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE) para que a diplomacia possa ser valorizada para travar a escalada de violência e lamenta a fragilidade das normas globais e o “contínuo desrespeito pelo direito internacional”.  

 “É profundamente preocupante que o recurso à violência volte a prevalecer sobre os esforços diplomáticos”, alertou D. Mariano Crociata, numa declaração oficial divulgada pela página da comissão.

O conflito no Médio Oriente está no centro também de um vídeo divulgado pela Rede Mundial de Oração do Papa, onde Leão XIV apela ao desarmamento global e à eliminação das armas nucleares, dedicando a sua intenção de oração para março à promoção do diálogo e da diplomacia.

“Que nunca mais a ameaça nuclear condicione o futuro da humanidade”, refere a prece.

O texto, dirigido às comunidades católicas, exorta os governantes e os líderes políticos a assumirem “a coragem de abandonar projetos de morte, parar a corrida ao armamento e colocar no centro a vida dos mais vulneráveis”.

A Cáritas do Líbano ativou a sua resposta de emergência para socorrer dezenas de milhares de deslocados, na sequência do agravamento dos bombardeamentos no sul do país e no Vale do Bekaa.

“No Líbano, esta escalada teve consequências humanitárias imediatas e devastadoras”, alerta a organização humanitária, em comunicado.

As autoridades locais e as agências humanitárias preparam-se para um agravamento da crise no terreno, face ao aumento dos ataques militares em todo o Médio Oriente.

Em jeito de despedidas, Marcelo Rebelo de Sousa recebeu, no Palácio de Belém, vinte e nove representantes de várias confissões religiosas registadas em Portugal; a Igreja Católica esteve representada por D. José Ornelas, presidente da CEP, e D. Rui Valério, patriarca de Lisboa.

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Desejo-lhe um excelente dia!

Lígia Silveira

 

 


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