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Foto: Lusa/EPA O Médio Oriente vive
num estado de conflito permanente afirmou o diretor-adjunto do Diário de
Notícias, denunciando a
indiferença internacional perante as causas das guerras. “Nós podemos olhar
para as guerras e ver quase como se fossem jogos de computador, mísseis a
cruzar os ares, drones, aviões, mas a verdade é que, por muito cirúrgicos que
sejam os ataques, há sempre gente a morrer”, lamentou Leonídio Ferreira, em
entrevista ao Programa ECCLESIA A escalada de
violência na região foi reconhecida como o “novo normal desde sempre”,
referiu, lamentando a banalização da guerra e instrumentalização religiosa
dos conflitos. A violência no Médio
Oriente motivou um apelo da Comissão das Conferências Episcopais da União
Europeia (COMECE) para que a diplomacia possa ser valorizada
para travar a escalada de violência e lamenta a fragilidade das normas
globais e o “contínuo desrespeito pelo direito internacional”. “É
profundamente preocupante que o recurso à violência volte a prevalecer sobre
os esforços diplomáticos”, alertou D. Mariano Crociata, numa declaração
oficial divulgada pela página da comissão. O conflito no Médio
Oriente está no centro também de um vídeo divulgado pela Rede Mundial de
Oração do Papa, onde Leão XIV apela ao desarmamento
global e à eliminação das armas nucleares, dedicando a sua intenção de oração
para março à promoção do diálogo e da diplomacia. “Que nunca mais a
ameaça nuclear condicione o futuro da humanidade”, refere a prece. O texto, dirigido às
comunidades católicas, exorta os governantes e os líderes políticos a
assumirem “a coragem de abandonar projetos de morte, parar a corrida ao
armamento e colocar no centro a vida dos mais vulneráveis”. A Cáritas do Líbano ativou
a sua resposta de emergência para socorrer dezenas de milhares de deslocados,
na sequência do agravamento dos bombardeamentos no sul do país e no Vale do
Bekaa. “No Líbano, esta
escalada teve consequências humanitárias imediatas e devastadoras”, alerta a
organização humanitária, em comunicado. As autoridades locais
e as agências humanitárias preparam-se para um agravamento da crise no
terreno, face ao aumento dos ataques militares em todo o Médio Oriente. Em jeito de
despedidas, Marcelo Rebelo de Sousa recebeu, no Palácio de Belém, vinte e
nove representantes de várias confissões
religiosas registadas em Portugal; a Igreja Católica esteve
representada por D. José Ornelas, presidente da CEP, e D. Rui Valério,
patriarca de Lisboa. No portal de
informação agencia.ecclesia.pt
encontra mais notícias para ler, ver e ouvir. Desejo-lhe um
excelente dia! |
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