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Bom dia! É uma afirmação que
se repete, em muitos cenários. Mas na análise ao tema da pobreza, exige-se
que seja essa a convicção: não são números, são pessoas. Sobretudo quando os
números se referem a crianças, a frágeis... Esta quarta-feira, a
Cáritas apresentou o 3ª
edição do relatório anual “Pobreza e Exclusão Social”, que indica que a
“taxa de risco de pobreza nas crianças em 2024 (17,6%) situava-se acima da
média do conjunto da população (15,4%) e muito longe do objetivo de 10% da
Estratégia Nacional de Combate à Pobreza”. “Antes não se viam crianças na rua e hoje vêem-se. Eu já
vi reportagens feitas com registo de crianças. Crianças que, por exemplo,
passam os dias ao pé dos pais, que vão arrumar carros, e estão ali a brincar,
ou às vezes aparentemente sozinhas” (Rita Valadas, presidente da Cáritas
Portuguesa). Neste relatório, a
Cáritas Portuguesa defende um maior impulso
político para acelerar o combate à exclusão social. “É assim urgente um novo impulso na luta contra a pobreza
e a exclusão em Portugal. A estratégia multidisciplinar inscrita na
Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-30 é ambiciosa, mas os
objetivos quantitativos para 2030 não serão alcançáveis com as atuais
tendências” (3.ª edição do relatório anual ‘Pobreza e Exclusão Social em
Portugal: Uma Visão da Cáritas – 2026) Situação da pobreza
em Portugal, quando o mundo está “fazer pobres”, por causa da guerra. O
secretário de Estado do Vaticano alertou hoje para a crise do direito
internacional, perante o agravamento do conflito no Médio Oriente, condenando
o recurso à “guerra preventiva”. “Se fosse reconhecido aos Estados o direito à guerra
preventiva, segundo critérios próprios e sem um quadro jurídico
supranacional, o mundo inteiro correria o risco de ficar em chamas”, disse o
cardeal Pietro Parolin, numa entrevista aos meios de comunicação do Vaticano. O responsável
diplomático abordava a recente escalada militar iniciada com o ataque de
Israel e dos Estados Unidos contra o Irão. “É realmente preocupante este desaparecimento do direito
internacional: a justiça foi substituída pela força, a força do direito foi
substituída pelo direito da força, com a convicção de que a paz só pode
nascer depois de o inimigo ter sido aniquilado”, observou o colaborador do
Papa. Um conflito que
permanece e se agrava, como analisa Leonídio ferreira, diretor-adjunto do
Diário de Notícias, no programa Ecclesia emitido hoje, pelas 15h00. E que chegue a paz,
como chegou para os portugueses que regressaram do Dubai, ao fim da tarde
desta quarta-feira. Vi o avião pousar no aeroporto Humberto Delgado e
imaginei quanto alívio se sentiria, nesse momento, naquela cabine. Paulo Rocha |
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