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quinta-feira, 5 de março de 2026

Não são números, são pessoas

Bom dia!

É uma afirmação que se repete, em muitos cenários. Mas na análise ao tema da pobreza, exige-se que seja essa a convicção: não são números, são pessoas. Sobretudo quando os números se referem a crianças, a frágeis...

Esta quarta-feira, a Cáritas apresentou o 3ª edição do relatório anual “Pobreza e Exclusão Social”, que indica que a “taxa de risco de pobreza nas crianças em 2024 (17,6%) situava-se acima da média do conjunto da população (15,4%) e muito longe do objetivo de 10% da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza”.

“Antes não se viam crianças na rua e hoje vêem-se. Eu já vi reportagens feitas com registo de crianças. Crianças que, por exemplo, passam os dias ao pé dos pais, que vão arrumar carros, e estão ali a brincar, ou às vezes aparentemente sozinhas” (Rita Valadas, presidente da Cáritas Portuguesa).

Neste relatório, a Cáritas Portuguesa defende um maior impulso político para acelerar o combate à exclusão social.

“É assim urgente um novo impulso na luta contra a pobreza e a exclusão em Portugal. A estratégia multidisciplinar inscrita na Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-30 é ambiciosa, mas os objetivos quantitativos para 2030 não serão alcançáveis com as atuais tendências” (3.ª edição do relatório anual ‘Pobreza e Exclusão Social em Portugal: Uma Visão da Cáritas – 2026)

Situação da pobreza em Portugal, quando o mundo está “fazer pobres”, por causa da guerra. O secretário de Estado do Vaticano alertou hoje para a crise do direito internacional, perante o agravamento do conflito no Médio Oriente, condenando o recurso à “guerra preventiva”.

“Se fosse reconhecido aos Estados o direito à guerra preventiva, segundo critérios próprios e sem um quadro jurídico supranacional, o mundo inteiro correria o risco de ficar em chamas”, disse o cardeal Pietro Parolin, numa entrevista aos meios de comunicação do Vaticano.

O responsável diplomático abordava a recente escalada militar iniciada com o ataque de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão.

“É realmente preocupante este desaparecimento do direito internacional: a justiça foi substituída pela força, a força do direito foi substituída pelo direito da força, com a convicção de que a paz só pode nascer depois de o inimigo ter sido aniquilado”, observou o colaborador do Papa.

Um conflito que permanece e se agrava, como analisa Leonídio ferreira, diretor-adjunto do Diário de Notícias, no programa Ecclesia emitido hoje, pelas 15h00.

E que chegue a paz, como chegou para os portugueses que regressaram do Dubai, ao fim da tarde desta quarta-feira. Vi o avião pousar no aeroporto Humberto Delgado e imaginei quanto alívio se sentiria, nesse momento, naquela cabine.

Paulo Rocha

 

 


agencia.ecclesia.pt

      



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