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Foto: Agência ECCLESIA/CB; Castelo de Vide
Bom dia, paz e bem!! “Depois das tragédias
climáticas que vivemos entre nós, percebemos o ódio transformado em guerras
para onde quer que olhemos. Não bastava a guerra na Ucrânia, a guerra civil
em Myanmar, os conflitos em Moçambique e noutros países de África, a tragédia
da Terra Santa envolvendo Israel e a Faixa de Gaza, espoleta a Guerra do Irão
envolvendo, direta ou indiretamente, cada vez mais países” - Comissão
Nacional Justiça e Paz, reflexão quaresmal 2026, a partir da mensagem do Papa
Leão XIV Na reflexão, intitulada ‘Quaresma – um caminho de
proximidade com Deus, entre nós e com a natureza’, o organismo laical da
Conferência Episcopal Portuguesa indica que este caminho quaresmal “– feito
de escuta, jejum e juntos –, deve ter o sabor da graça, que passa pelo
arrependimento, para vivermos com cada próximo uma aurora de paz e
fraternidade”. “Precisamos de um
‘nós’ capaz de vencer a guerra, de no nosso coração passarmos uma declaração
de inutilidade da guerra e no meio da escuridão bélica oferecemos uma luzerna
para a paz? A nossa Quaresma vive ensopada na fé de que a proximidade e a
solidariedade são mais fortes do que as catástrofes e as guerras?” Esta segunda-feira,
16 de março, o Papa Leão XIV destacou a via da diplomacia para alcançar a
paz, sobre os recentes desenvolvimentos do conflito no Médio Oriente, com o
presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, numa conversa telefónica. “O Santo Padre
reiterou o empenho da Santa Sé em prol da paz, a alcançar através do diálogo
político e diplomático e do pleno respeito pelo Direito Internacional”,
indica o comunicado do Vaticano, enviado aos jornalistas. O Dicastério para as
Igrejas Orientais da Santa Sé publicou o apelo da Coleta para a Terra Santa, que acontece
tradicionalmente na Sexta-feira Santa (3 de abril, em 2026), e pediu a
solidariedade dos católicos perante o cenário de guerra no Médio Oriente: “As
armas continuam a disparar, as pessoas a morrer, as terras a serem disputadas
e os cristãos a emigrar para salvar a própria vida”. A recolha financeira
(para a Custódia Franciscana da Terra Santa e para o Dicastério para as
Igrejas Orientais) financia projetos em territórios como Israel, Palestina,
Jordânia, Síria, Líbano e Egito, com o duplo propósito de conservar as áreas
arqueológicas e apoiar as minorias cristãs locais. A irmã Beta Almendra,
religiosa portuguesa comboniana que está em missão na Diocese de Wau (Sudão
do Sul), descreveu um clima de “insegurança crescente” no país, e alertou que “são as pessoas inocentes, as crianças, as
mães, que pagam o preço mais alto”, numa nota enviada à Agência ECCLESIA. “Toda a gente tem um papel na construção da paz” - Frei
José Nunes, frade dominicano à Agência ECCLESIA. Ontem, foi o Dia da
Liberdade de Informação (16 de março), o Papa, na sua conta (@Pontifex_pt) na
rede social X, publicou: “Nas circunstâncias
dramáticas de guerra, a informação deve evitar o risco de se transformar em
propaganda. Cabe aos jornalistas verificar as notícias para não se tornarem
megafones do poder; e mostrar os sofrimentos que a guerra sempre traz às
populações: mostrar o rosto da guerra e contá-la com os olhos das vítimas.” -
Leão XIV A atualidade está em www.agencia.ecclesia.pt,
passe também na nossa ‘agenda’, e não se esqueça do Programa ECCLESIA, na
RTP2, pelas 15h00. Fica o convite para uma boa terça-feira. Cumprimentos, Carlos Borges |
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