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segunda-feira, 30 de março de 2026

O impasse em Jerusalém e os apelos do Papa

Bom dia e boa Semana Santa.

Este Domingo de Ramos ficou marcado por um incidente inédito: a polícia israelita impediu o patriarca latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, e o custódio da Terra Santa de acederem à Basílica do Santo Sepulcro para celebrarem em privado a Missa de Ramos.

Nas catedrais portuguesas, as homilias de Domingo de Ramos traçaram um retrato dos desafios contemporâneos, partindo do relato da Paixão para interpelar a sociedade:

  • O grito pela Paz: em Lisboa, D. Rui Valério alertou para o "Calvário" das vítimas da guerra, pedindo o fim da indiferença; em Viseu, D. António Luciano criticou a falta de diálogo entre as nações e apelou à oração pelo desarmamento.
  • Os perigos do digital: em Braga, D. José Manuel Cordeiro condenou a "cultura do cancelamento" e a polarização nas redes sociais; na mesma linha, na Guarda, D. José Miguel Pereira alertou para uma sociedade marcada pela manipulação dos algoritmos e pela superficialidade.
  • Caminho interior e Igreja: em Beja, D. Fernando Paiva convidou à contemplação da dor humana e do «silêncio de Deus»; no Porto, D. Manuel Linda olhou para a dimensão comunitária, anunciando a abertura oficial do Sínodo Diocesano para o dia de Pentecostes.
  • Desafio aos mais novos: nos Açores (ilha Terceira), na celebração do Dia da Juventude, o bispo de Angra desafiou as novas gerações a rejeitarem ativamente a exclusão e qualquer forma de discriminação.

Sugerimos ainda a leitura e visualização de dois conteúdos marcantes sobre a presença das pessoas com deficiência na Igreja e na sociedade:

Na entrevista Renascença/Ecclesia, Carmo Diniz pede um maior protagonismo para as pessoas com deficiência, sublinhando as propostas do novo relatório sinodal.

A reportagem do programa ‘70x7’ trouxe o testemunho de João Paulo Silva: "É muito difícil passar barreiras, há momentos em que as pessoas se esquecem de ajudar".

Hoje, na RTP2, não perca o Programa ECCLESIA, às 15h00. A assinalar os 50 anos da aprovação da Constituição da República Portuguesa (2 de abril de 1976), juntamos à mesa Inês Quadros (presidente da Associação de Juristas Católicos), Sílvia Mangerona (IEP-UCP) e José Maria Cortes (FD-UL) para debater as pontes entre este documento e os princípios da Doutrina Social da Igreja.

Despeço-me com votos de boas notícias, sempre,

Octávio Carmo

 

 


agencia.ecclesia.pt

      



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