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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O Papa vai beatificar na Coreia os mártires da primeira geração

Os que já foram beatificados por João Paulo II eram filhos ou netos dos que agora serão beatificados. Leigos e mártires, são os dois pilares da Igreja na Coreia


Roma, 07 de Agosto de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora


"A Jornada da Juventude Asiática que contará com cerca de 2 mil representantes de 23 países que se somarão aos 4 mil integrantes da jornada coreana será muito importante embora não seja os 2 milhões de outras JMJ”, disse o director da Sala de Imprensa do Vaticano, padre Federico Lombardi, apresentando nesta quinta-feira o programa oficial da viagem apostólica do Papa Francisco à Coreia do Sul.

O porta-voz recordou que o Santo Padre “encontrará a Igreja Católica coreana, muito dinâmica, na qual se registam uns cem mil baptizados por ano”, uma comunidade “que não pede ajuda mas que se propõe como uma igreja activa”. Destacou, porém, que “o único país na Ásia com maioria católica é as Filipinas”, enquanto que na Coreia do Sul aproximadamente o 10% da população é católica.

A visita anterior de um papa foi a de João Paulo II, que visitou a Coreia do Sul por duas vezes: do 3 ao 7 de Maio de 1984, quando canonizou 103 mártires; e do 7 ao 9 de Outubro de 1989, por ocasião do Congresso Eucarístico Internacional em Seul.

"O evento central desta viagem – recordou o porta-voz – é a beatificação dos 124 mártires". Destacou que a história da Igreja na Coreia é muito particular e que o Papa em seus discursos irá abordar isso. Uma igreja que não nasce do impulso dos missionários que vêm de fora, mas de pessoas que estão interessadas na mensagem do Evangelho e pegam informações, incluindo as fornecidas pelo missionário Matteo Ricci. E dessa preocupação surge essa busca pela verdade, feita por civis que tentam aprofundar esta mensagem. Disse que "o começo laical e o martírio são as duas colunas da Igreja na Coreia".

Descreveu o progresso da Igreja como "muito original" e com uma impressionante história de martírio na qual "durante mais de um século os católicos são martirizados porque se opõem ao sistema existente".

Recordou que o Papa João Paulo II tinha canonizado os mártires de segunda e terceira geração que conheceram os missionários franceses, porém, os da primeira geração não tinham sido estudados e nem sequer havia documentação para beatificá-los.

Por isso disse que os mártires que serão beatificados agora são os da primeira geração da Igreja na Coreia, dos fundadores, que são padres ou avós dos mártires das gerações já canonizadas.

O porta-voz mostrou aos repórteres ali presentes na sala de imprensa da Santa Sé, um jornal local que relata como esses buscadores da verdade viviam em um eremitério nas regiões montanhosas e reconstrói o quadro deste período, em que trabalhavam seguindo um deles reconhecido como seu chefe e mestre. E indicou que "no lugar da ermida existe um santuário meta de peregrinação, onde estão os túmulos de cinco deles”.

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