Os que já foram beatificados por João Paulo II eram filhos ou netos dos que agora serão beatificados. Leigos e mártires, são os dois pilares da Igreja na Coreia
Roma, 07 de Agosto de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora
"A Jornada da Juventude Asiática que contará com cerca de 2
mil representantes de 23 países que se somarão aos 4 mil integrantes da
jornada coreana será muito importante embora não seja os 2 milhões de
outras JMJ”, disse o director da Sala de Imprensa do Vaticano, padre
Federico Lombardi, apresentando nesta quinta-feira o programa oficial da
viagem apostólica do Papa Francisco à Coreia do Sul.
O porta-voz recordou que o Santo Padre “encontrará a Igreja
Católica coreana, muito dinâmica, na qual se registam uns cem mil baptizados por ano”, uma comunidade “que não pede ajuda mas que se propõe
como uma igreja activa”. Destacou, porém, que “o único país na Ásia com
maioria católica é as Filipinas”, enquanto que na Coreia do Sul
aproximadamente o 10% da população é católica.
A visita anterior de um papa foi a de João Paulo II, que visitou a
Coreia do Sul por duas vezes: do 3 ao 7 de Maio de 1984, quando
canonizou 103 mártires; e do 7 ao 9 de Outubro de 1989, por ocasião do
Congresso Eucarístico Internacional em Seul.
"O evento central desta viagem – recordou o porta-voz – é a
beatificação dos 124 mártires". Destacou que a história da Igreja na Coreia é muito particular e que o Papa em seus discursos irá abordar
isso. Uma igreja que não nasce do impulso dos missionários que vêm de
fora, mas de pessoas que estão interessadas na mensagem do Evangelho e
pegam informações, incluindo as fornecidas pelo missionário Matteo
Ricci. E dessa preocupação surge essa busca pela verdade, feita por
civis que tentam aprofundar esta mensagem. Disse que "o começo laical e o
martírio são as duas colunas da Igreja na Coreia".
Descreveu o progresso da Igreja como "muito original" e com uma
impressionante história de martírio na qual "durante mais de um século
os católicos são martirizados porque se opõem ao sistema existente".
Recordou que o Papa João Paulo II tinha canonizado os mártires de
segunda e terceira geração que conheceram os missionários franceses,
porém, os da primeira geração não tinham sido estudados e nem sequer
havia documentação para beatificá-los.
Por isso disse que os mártires que serão beatificados agora são os da
primeira geração da Igreja na Coreia, dos fundadores, que são padres ou
avós dos mártires das gerações já canonizadas.
O porta-voz mostrou aos repórteres ali presentes na sala de imprensa
da Santa Sé, um jornal local que relata como esses buscadores da verdade
viviam em um eremitério nas regiões montanhosas e reconstrói o quadro
deste período, em que trabalhavam seguindo um deles reconhecido como seu
chefe e mestre. E indicou que "no lugar da ermida existe um santuário
meta de peregrinação, onde estão os túmulos de cinco deles”.
(07 de Agosto de 2014) © Innovative Media Inc.
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