Nos Estados Unidos surge a polémica por causa de alguns eventos blasfemos autorizados pelas instituições. Em Setembro está prevista uma "missa negra" em uma sala da prefeitura de Oklahoma City: os católicos protestam
Roma, 08 de Agosto de 2014 (Zenit.org) Federico Cenci
A ideia de que os adoradores do maligno sejam confinados a
lugares escondidos está talvez desaparecendo? Nos Estados Unidos, é
crescente a percepção de que o ocultismo esteja aumentando de forma
significativa, de modo a chegar a ter até mesmo uma dimensão pública. Há
alguns meses atrás saiu nos noticiários internacionais a notícia de que
um grupo de estudantes da prestigiada Universidade de Harvard tinha
organizado dentro do campus um "seminário histórico-religioso" sobre o fenómeno da Missa Negra (as "missas negras"), com demonstrações
práticas. Somente uma hora antes do início do evento, por causa do
clamor suscitado, o decano dos estudantes decidiu cancelar.
Naquela ocasião, foram gastos palavras enérgicas de condenação
contra o chamado "seminário histórico-religiosa" por parte do cardeal
Sean O'Malley, arcebispo de Boston, que havia afirmado em uma entrevista
com o Boston Globe: "O mal reúne um grande encanto do mundo, mas, como
você sabe, não leva a nada de bom. Implementar algo que pudesse ofender
tantas pessoas é realmente uma acção a ser considerada repugnante".
Acção repugnante que tinha encontrado uma forte condenação por parte
dos estudantes católicos. Em muitos tinham organizado uma vigília de
oração conjunta com a prevista demonstração prática de uma “missa negra”
e em centenas tinham se unido à marcha organizada para desafiar "um ato
de ódio contra a Igreja e seu fundador, Jesus Cristo".
O que tinha em maior medida tinha rasgado as sensibilidades dos
cristãos foi o anúncio por parte de um dos organizadores do evento
blasfemo, de que seria usada “uma hóstia” durante a celebração. Não
ficou claro se seria uma hóstia consagrada. "Consagrada ou não, não
significa nada para nós", explicou ambiguamente o organizador, que
responde ao nome de Lucien Greaves, porta-voz do grupo "O Templo
satânico".
O grupo foi também causou várias outras polémicas nos últimos tempos.
De todas é importante lembrar a colecta de fundos para colocar diante do
Parlamento de Oklahoma uma estátua de Satanás para educar as crianças. O
grupo justificou a iniciativa como uma resposta à escultura em granito
representando os Dez Mandamentos, que é orgulhosamente exibida na frente
do prédio. Não foi uma provocação grotesca, porque o “Satanic Temple”
teve, em Dezembro do ano passado, o primeiro sim da Comissão para erguer
a estátua.
E esse não foi o único gesto de amizade das instituições do Oklahoma a
favor do auto-definido grupo satânico. Nas últimas semanas, é questão de
debate, no exterior, a "missa negra" pré-anunciado pelo mesmo "Templo
satânico", que seria realizada no dia 21 de Setembro em uma sala do
Centro Cívico, edifício de propriedade da cidade de Oklahoma City.
No dia 2 de Julho, Bill Donohue, presidente da Liga Católica, emitiu
uma carta para lembrar às autoridades locais que em uma instalação
municipal não podem ocorrer manifestações "ilegais, indecentes,
obscenas, imorais, ou de natureza tal que possam constituir uma ofensa
pública". Características que, segundo Donohue, são próprias "do que se
gostaria de encenar" no dia 21 de Setembro próximo.
Parece que se poderá assistir ao evento através da compra dos
bilhetes que deveriam ser colocados à venda proximamente. No tema também
falou mons. Paul Coakley, Arcebispo de Oklahoma City. Com uma carta
começou por recordar que "a Missa é o centro do culto católico e celebra
a redenção do mundo por Jesus Cristo através de sua morte e
ressurreição". O prelado expressou a tristeza dos católicos pelo fato de
que o Centro Cívico "queria promover como entretenimento e vender
ingressos para um evento que é uma paródia blasfema da Missa".
"Em um espírito de esperança", o Arcebispo de Oklahoma City pede,
portanto, "para aqueles que estão permitindo este evento para
reconsiderar se este é um uso adequado do espaço público". Evento que o
prelado chama de "descaradamente inflamatório" e está confiante de que
os "membros do Conselho de Administração do Centro Cívico de Oklahoma"
não vão permitir ou incentivar.
Mons. Coakley adverte que, aonde a autorização aos auto-definidos
satânicos fosse confirmada, os católicos não permanecerão inertes.
“Teremos que considerar outras soluções pacíficas, de oração, para
mostrar a nossa oposição a este ato de sacrilégio com o apoio público".
Por fim, o arcebispo convida todos os católicos a rezar "por um renovado
sentido do sagrado" e "para que o Senhor possa mudar os corações e as
mentes dos organizadores deste evento".
(08 de Agosto de 2014) © Innovative Media Inc.
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