Os diálogos no Cairo não levaram ao prolongamento da trégua
Roma, 08 de Agosto de 2014 (Zenit.org)
As bombas e foguetes quebraram a esperança. Às 4h da manhã
de hoje, 4 horas antes da expiração da trégua de 72 horas, recomeçaram
as actividades bélicas na Faixa de Gaza. Novos mísseis israelitas foram
lançados, e mísseis do Hamas voltaram a ser lançados contra as cidades
de Eshkol, Sderot e Ashkelon.
Na verdade, já ontem à noite tinha se difundido a sensação de que a
trégua não seria prolongada: fontes palestinianas tinham comunicado que os
diálogos entre as partes e o Cairo não tinha produzido frutos. Os
pedidos do Hamas e de Israel foram reciprocamente rejeitados. Se a
organização islâmica não conseguiu obter o fim do bloco e a reabertura
das passagens e do porto de Gaza, Israel viu rejeitada a proposta de
desmilitarização de toda a Faixa.
Enquanto Peter Lerner, porta-voz do Exército de Israel, anuncia que
“continuaremos a atacar o Hamas, as suas infraestruturas, os seus
operativos e traremos de volta a segurança para o Estado de Israel”, as
autoridades egípcias decidiram reabrir “excepcionalmente” a passagem de
Rafah na fronteira com a Faixa para prestar socorro aos palestinianos
feridos.
Feridos que passam os 9.567, incluindo pelo menos 2.878 crianças,
1.854 mulheres e mais de dois mil idosos. Desde o último 8 de Julho,
início da operação "Muro Defensivo", o número de vítimas palestinianas
teria excedido 1.900.
(08 de Agosto de 2014) © Innovative Media Inc.
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