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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

«Derrubo os dois pilares do lobby LGTB: nasce-se gay e não se pode mudar. É lógico que me odeiem»

Richard Cohen contou a sua própria história em «O Gato à Água» 

Richard Cohen debateu todas as razões pelas quais
considera que a mudança é possível.
Actualizado 24 de Junho de 2014

ReL

Depois do aceso debate da passada terça-feira 17 em O Gato à Água, durante o qual Javier Checa, porta-voz do colectivo Colegas, reconheceu que não leram o livro que boicotaram e denunciaram, Richard Cohen voltou aos estúdios da Intereconomía TV para ser entrevistado por Javier Algarra, condutor do programa.


O autor de Filhos gay, pais heterossexuais (novidade de LibrosLibres objecto da campanha difamatória do lobby LGTB), contou com detalhe durante o programa aspectos íntimos da sua antiga vida como homossexual, e a sua origem nos conflitos com o seu pai e irmão e nos abusos sexuais que padeceu por parte de um dos seus tios. Hoje está casado e tem três filhos que o apoiam na sua tarefa.

E contou uma anedota sucedida em Madrid nestes dias, quando um jovem o reconheceu e se aproximou na missa, e lhe agradeceu o bem que lhe tinha feito o seu livro Compreender e curar a homossexualidade: depois de anos de luta contra uma atracção pelo mesmo sexo não desejada, essa obra ofereceu-lhe esperança e uma mudança que foi real na sua vida.

Durante a entrevista, Cohen explicou a sua forma de pensar, as bases do seu programa terapêutico, e também as razões da animosidade dos colectivos homossexuais, que já tinha analisado em outra das suas obras, Abrindo as portas do armário. E agradeceu expressivamente a Javier Algarra, a O Gato à Água e à Intereconomía TV a possibilidade que lhe ofereceram de expressar-se: "A maioria dos meios não fariam isto", afirmou referindo-se à conversação que tinham mantido.

De seguida recolhemos algumas das frases de Richard Cohen na entrevista. O vídeo completo pode ver-se no final.

Extractos da entrevista de Richard Cohen
"A homossexualidade não é uma enfermidade. No livro falo de dez causas potenciais, e sempre vem de feridas no coração que não se solucionaram".

"Não se trata de mudar alguém, mas sim de aprender a amá-los da maneira correcta".

"Cientificamente sabemos que ninguém nasce homossexual. Não há causas genéticas nem biológicas da atracção ao mesmo sexo. Se por acaso pode haver algo biológico, é o temperamento, são crianças extremamente sensíveis e se os fere facilmente".

"É uma batalha de amor. Quem ama mais e durante mais tempo, ganha".

"É ridículo chamar-me homofóbico. A definição de homofobia é um medo irracional à homossexualidade. Eu amo todos os homossexuais. [Quando eu o era] fui discriminado de uma maneira terrível, como vou tratar assim um homossexual? Se olhas o meu trabalho durante trinta anos nunca encontrarás uma palavra negativa contra a comunidade LGTB".

"Creio no direito dos indivíduos à autodeterminação. Se alguém quer viver uma vida homossexual, temos que respeitá-lo. Se alguém quer sair da homossexualidade e mudar de homossexual para heterossexual, também temos que respeitá-lo".

"Eu sou uma prova vivente de que a mudança é possível".

"[O lobby gay] tem medo. O movimento homossexual é um edifício que se construiu sobre dois pilares: um pilar diz, nascemos assim; dois, não podemos mudar. Essa é a estratégia e a ideologia do movimento gay. E nisto chega Richard Cohen e diz: cientificamente as pessoas não nascem assim, e portanto as pessoas podem mudar. Assim que lhes destruo o edifício. Por isso me odeiam, é lógico".

"Em todos os países do mundo o lobby LGTB no interior das organizações de psicólogos está tentando impedir que terapeutas como eu possamos oferecer ajuda e esperança àqueles que querem mudar e aos membros das suas famílias. Isto não é ciência, é política. Não querem que se pratique esta terapia: se as pessoas querem ajuda, há que nega-la [dizem]; isto não é liberdade".

"A terapia tem depois passos: compreender as causas, resolver cada tema do passado e criar vínculos com pessoas heterossexuais e internalizar essa forma de amar. Levamos fazendo-a 25 anos com 85% de êxito".

"As carências afectivas pelo vínculo masculino (no caso de homens), na adolescência, convertem-se em algo sexual. E então todos dizem: ´Nasceste gay´. Não é verdade. É um menino que está procurando amor e o sexo não o vai suprir".

"Os hostis não são a comunidade homossexual (eu lido muito bem com eles), mas sim os seus líderes, são eles os que estão fazendo um problema de tudo isto".

"Se uns pais nos trazem um filho para que o ´mudemos´, não trabalhamos com o filho, mas sim com os pais. Ensinamo-los a amar o seu filho correctamente, não a mudá-lo".

"Eu não vivo para agradar a ninguém, só a Deus. Vivo para ajudar aqueles que querem ser ajudados".



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