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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Nasce Telangana, um novo estado na Índia, e o seu vice primeiro-ministro é um médico católico e dalit

Actualizado 23 de Junho de 2014

Fides / ReL 

O doutor Rajaiah também é ministro
da saúde e educação para os seus
35 milhões de compatriotas
Um católico dalit (quer dizer, pertencente aos grupos tribais mais desprezados pelo sistema de castas da Índia) é o Vice-primeiro Ministro do recém-criado estado indiano de Telangana.

Trata-se do médico Thatikonda Rajaiah, que já recebeu um telegrama de felicitação dos bispos católicos da zona (o conselho episcopal de Andhra Pradesh), desejando-lhe bom trabalho e assegurando-lhe o apoio através da oração.

O doutor Rajaiah nasceu numa comunidade católica dalit e foi educado na Missão Católica de Telangana, dirigida pelos sacerdotes missionários do PIME (instituto missionário de origem italiano muito activo em toda a Ásia).

O doutor Rajaiah também será ministro da Saúde e Educação.

Segundo a agência Fides, no seu compromisso político Rajaiah demonstrou uma grande atenção para com os problemas sociais, os marginalizados, as minorias religiosas.

Telangana é um novo estado dentro da União Indiana desde 2 de Junho, rasgando o território interior e de língua telegu que até então formava parte de Andhra Pradesh.

O doutor Rajah terá que trabalhar duro pela educação e saúde dos seus 35 milhões de habitantes (equivalente à população de Espanha sem a Catalunha e Valência) num território do tamanho de Cuba.

Os bispos publicaram um documento recordando que se bem os católicos são poucos “a Igreja em Telangana, ainda que seja uma minoria, contribui para 25% dos serviços sociais no âmbito da educação, saúde e serviços sociais, em particular para os mais pobres e os mais débeis”.

O memorandum pede que se cancelem as discriminações que sofrem os dalit cristãos (segundo a ordem presidencial de 1950); que se continue subsidiando as instituições educativas dirigidas pela Igreja; que se elimine a proibição de “propagar a própria religião, ao mesmo tempo que se garante a liberdade de religião”, e que se previne qualquer possível violência entre comunidades.

Os bispos também convidam o executivo do novo estado a apoiar financeiramente os esforços que a Igreja realiza no fornecimento de infra-estruturas para os enfermos, as crianças da rua, pessoas sem lar, os desempregados, os toxicodependentes, as pessoas com incapacidade, assim como outorgar mais atenção à pastoral nas cadeias e os direitos das crianças e a emancipação feminina.



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