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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

"A Santa Sé em favor de um diálogo com as autoridades chinesas"

Palavras do Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, em uma entrevista, na qual ele também falou da Coreia, em vista da próxima visita do Papa


Roma, 06 de Agosto de 2014 (Zenit.org)


Um diálogo "respeitoso e construtivo" com a República Popular da China é o desejo da Santa Sé, como reiterou em entrevista à Família Cristã o cardeal secretário de Estado Pietro Parolin. O prelado descreveu a Igreja Católica no País asiático como "viva e activa", pretende ser "fiel ao Evangelho e caminha através de constrangimentos e dificuldades".

Portanto, continuou o card. Parolin, "a Santa Sé é a favor de um diálogo respeitoso e construtivo com as autoridades civis para encontrar a solução para os problemas que restringem o pleno exercício da fé dos católicos e para garantir um clima de autêntica liberdade religiosa".

Outro tema da entrevista foi a situação da Igreja na Coreia, que introduziu o tema da visita que o Papa está prestes a fazer. "Uma pesquisa recente mostrou que a Igreja Católica na Coreia, com os seus 5.442.996 fieis (eram 250.000 em 1955) sobre uma população de 52.127.386 habitantes (o 10,4 por cento) é a organização religiosa que mais influencia a sociedade local", diz o Card. Parolin.

O Secretário de Estado destaca, portanto, que "a sua contribuição para o desenvolvimento do País nos vários sectores é apreciada, especialmente pelas suas 328 instituições de ensino (do jardim de infância ao ensino médio, universidades e centros de educação especial), pelos seus 200 centros sociais e de caridade, pelos seus 40 hospitais, 9 leprosários, 513 lares de idosos, deficientes e pessoas com deficiência, 277 orfanatos e creches, 83 centros de aconselhamento familiar e outros centros para a protecção da vida".

O card. Parolin definiu a comunidade cristã coreana "um grão de mostarda", que "se transformou em uma planta exuberante, com muitos ramos". Com a visita do Papa Francisco - acrescentou - "a Igreja terá a oportunidade de reflectir mais uma vez sobre o papel e a missão de anunciar a Boa Nova e de crescer na ‘paixão’ missionária”.

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