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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Em Gaza começa agora "o grande trabalho humanitário"

O director da Caritas Jerusalém explica que o atendimento aos milhares de feridos e desabrigados requer uma nova, longa emergência


Roma, 06 de Agosto de 2014 (Zenit.org)


Em Gaza, enquanto a trégua de 72 horas parece ser respeitada e as forças de terra israelitas se retiraram completamente, as organizações humanitárias estão trabalhando para garantir o apoio às populações afectadas. "O mundo pensa que com a trégua tudo esteja acabado, mas não é assim. É exactamente o oposto. Agora começa o grande trabalho humanitário, a partir da reabilitação para os mais de 10.000 feridos por causa da ofensiva, 80% deles civis", diz o padre Raed Abusahlia, director da Caritas Jerusalém, à agência Misna. O sacerdote recorda que “há 250 mil pessoas sem casa" e que "é necessário fazer entrar o concreto". Padre Abusahlia adverte que "Gaza está se prepara para enfrentar uma nova e longa emergência".

O director da Caritas Jerusalém disse que durante o conflito o centro médico e a clínica móvel em Gaza continuaram a trabalhar", embora com muitas dificuldades e não com todo o pessoal disponível". A ONU determinou que a Caritas, continua, cuide “dos refugiados hospedados na escola da Sagrada Família gerida pelo Patriarcado Latino de Jerusalém, 1200 pessoas, e também da Igreja Ortodoxa, cerca de 1800". "Também ajudamos o nosso pároco, padre Jorge, as três irmãs que tomam conta de 28 crianças portadoras de deficiências e nove idosos: o seu bairro foi muito destruído e distribuímos cestas básicas para os vizinhos que vieram pedir ajuda ao pároco... Em suma, fizemos muitas intervenções, mas o maior trabalho ainda está por vir", explica o padre Abusahlia.

O director da Caritas Jerusalém afirma que foi feito um apelo para financiar as intervenções que são necessárias e que a resposta tem sido positiva, agradece, portanto, "Caritas Itália, que colocou à disposição € 100.000 para a emergência". O mesmo padre Abusahlia também fala de 10 mil casas demolidas e de "milhares de mulheres e crianças feridas". E se pergunta: "Quem vai pagar por tudo isso?". 

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