O avião papal aterrou às 15:20, hora local, com 15 minutos de antecipação. O Papa sobrevoou nove países, enviando mensagens de bênçãos aos seus respectivos presidentes e rezando pelo jornalista italiano morto em Gaza
Cidade do Vaticano, 14 de Agosto de 2014 (Zenit.org) Antonio Gaspari
Partiu ontem, às 16h de Roma, depois de cerca de 11 horas e
meio de voo, o Papa Francisco aterrou às 10h30, hora local (22:30
hora brasileira) na base aérea militar de Seul, na Coreia do Sul.
Esperando por ele no aeroporto estava a presidente Park Geun-hye,
juntamente com algumas autoridades estaduais, o Presidium da Conferência
Episcopal coreana e representantes dos fiéis.
Para chegar no país asiático, o avião que transportava o Papa
sobrevoou a Croácia, Eslovénia, Áustria, Eslováquia, Polónia,
Bielorrússia, Rússia, Mongólia e China. Para cada um destes países o
Papa Francisco quis enviar uma mensagem telegráfica aos respectivos
Chefes de Estado.
A Ivo Josipovic, presidente da Croácia, escreveu: "Voando sobre o seu
país durante no voo que me levará para a Coreia do Sul, vos envio
calorosas saudações e a seus concidadãos. Implorando a bênção divina
para a sua nação, peço a Deus Todo-Poderoso que vos abençoe com paz e
prosperidade". Para o Presidente da Eslovénia, Borut Pahor, disse:
"Dirijo uma cordial saudação a Vossa Excelência e aos seus concidadãos.
Ao sobrevoar o seu país, invoco a bênção de Deus Todo-Poderoso, e rezo
para que você dê a paz e a prosperidade à sua nação".
Telegramas semelhantes com invocações e orações de paz e bem-estar, O
Papa enviou também aos presidentes da Áustria, Heinz Fischer; da
Eslováquia, Andrej Kiska; da Polónia, Bronislaw Komorowski; da
Bielorrussia, Alexander Lukashenko; da Rússia, Vladimir Putin; da
Mongólia, Tsakhiagiin Elbegdorj.
Pela primeira vez, também, o avião papal pôde sobrevoar a República
Popular da China, graças à autorização de Pequim. O Papa Francisco, em
seguida, enviou uma mensagem de felicitações ao Presidente Xi Jinping,
na qual escreve: "À medida que entramos no espaço aéreo da China,
estendo meus cumprimentos a Vossa Excelência e a todos os seus
concidadãos e invoco a bênção divina de paz e prosperidade sobre a
Nação".
Durante a viagem, então, Francisco rezou com os jornalistas presentes
por Simone Camilli, o VideoReporter italiano morto ontem em Gaza
durante a operação de desarmar um míssil. "Uma oração por Simone
Camilli, um dos 'seus' que hoje terminou o seu serviço", pediu o Papa,
convidando a orar "em silêncio" e dizendo: "Estas são as consequências
da guerra".
"Obrigado por seu serviço - disse o Papa - Obrigado por tudo o que
vocês farão, que não será um passeio turístico, mas sim muito cansativo.
Que a vossa palavra ajude sempre a unir-nos ao mundo e também vos peço:
transmitam essa mensagem de paz”.
Às 15h35, as autoridades coreanas subiram a bordo para saudar o Papa.
Ele desceu lentamente pela escada do avião, apertou a mão de Geun-hye e
conversou com ela por alguns segundos. Em seguida, duas crianças
coreanas vestidas com roupas tradicionais ofereceram-lhe um arranjo de
flor, enquanto que para celebrar o início da visita oficiais do Exército
deram uma salva de tiros de canhão em sua homenagem. Para o Papa
Francisco é a primeira viagem a um país asiático.
As autoridades e o povo coreano têm mostrado grande bondade e
cordialidade. Apesar dos católicos serem apenas o 11% da população, o
país inteiro tem mostrado grande expectativa pela visita do Papa.
O Bispo de Roma, portanto, cumprimentou uma por uma as autoridades
governamentais e representantes de diferentes grupos sociais do país aos
quais se dirigiu em espanhol regularmente assistido por um sacerdote
coreano que irá actuar como intérprete durante toda a estadia. Não deixou
de distribuir, como sempre, sorrisos largos e calorosas saudações aos
bispos e aos fiéis presentes no aeroporto. O Santo Padre, em seguida,
subiu em um carro preto, um Kia Soul, pouco mais do que um pequeno carro
utilitário e seguiu para a Nunciatura, onde celebrou uma Santa Missa em
privado. Ele então abriu a janela para cumprimentar todos que
encontrava pelo caminho.
A imprensa coreana saudou a chegada do Pontífice com manchetes como:
"Este é o Papa Pastor dos fracos". Justamente esse é o aspecto que
parece ser que mais tocou a maioria das pessoas do povo asiático: um
Papa particularmente perto dos pobres e dos marginalizados.
Certamente as ruas para aguardar o Papa não estão lotadas como
aquelas do Rio de Janeiro, mas são muitos os grupos espalhados que o
quiseram cumprimentar. Há entusiasmo e as medidas de segurança são muito
rigorosas, tanto para os jornalistas quanto para os fiéis. Supõe-se que
isso também irá afectar os números de participações nos encontros do
Pontífice.
(14 de Agosto de 2014) © Innovative Media Inc.
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