Mons. Nona confia na acção de dissuasão dos mísseis americanos contra os jihadistas do Estado islâmico. O Grande Mufti do Egipto, Shawki Allam, acusa os milicianos do Estado islâmico
Roma, 12 de Agosto de 2014 (Zenit.org)
Milhares de cristãos continuam em fuga rumo ao extremo norte
do Iraque por causa dos milicianos do Estado Islâmico do Iraque e do
Levante. Quando chegam nas aldeias são acolhidos em casas, escolas,
salas de catequese, que, porém, não são suficientes para atender o
grande número de refugiados.
"Chegam aos milhares, com os carros ou a pé, necessitados de tudo,
em uma busca desesperada por um lugar seguro”, explica à Agência Misna
mons. Amel Shimon Nona, bispo caldeu de Mosul, que neste momento está
comprometido em visitar as aldeias da governadoria de Dahuk, nas
montanhas do Curdistão iraquiano. "São regiões – explica o bispo – que
parecem ser mais seguras do que a planície de Nínive; por isso milhares
de cristãos, mas também Yazidi, vão até lá".
Mons. Nona confia na acção de dissuasão dos mísseis americanos contra
os jihadistas do Estado islâmico. "Realmente esperamos - disse - que os
bombardeamentos americanos iniciados na semana passada possam deter o
avanço". Que o avanço dos milicianos seja interrompido é também o desejo
dos centenas de yazidis, que estão em sérios apuros. "Nós tentamos
ajudá-los quanto pudermos, acolhendo-os e hospedando-os nas nossas
aldeias”, diz o bispo de Mosul.
Palavras de condenação com relação ao Isis por sua vez, também vêm do
mundo muçulmano. Conforme relatado pela agência Mena, o Grande Mufti do
Egito, Shawki Allam, ataca os milicianos do Estado islâmico,
acusando-os de "violar todos os princípios do Islão" e advertindo que
"este grupo sangrento representa uma ameaça para o Islão e para os
muçulmanos em todo o mundo". Seu apelo se dirige, portanto, a todos os
árabes para que “lutem contra estes perigos”.
(12 de Agosto de 2014) © Innovative Media Inc.
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