Comentário do Pe. Antonio Rivero, L.C. sobre a liturgia dominical
São Paulo, 15 de Agosto de 2014 (Zenit.org) Pe. Antonio Rivero, L.C.
Ciclo A: Ap 11, 19; 12, 1-6.10; 1 Cor 15, 20-27; Lc 1, 39-56
Ideia principal: Hoje celebramos a festa do
primeiro ser humano- Maria- que, depois de Cristo seu Filho,
experimentou a vitória total contra a morte, também corporalmente. Não
estamos feitos para a morte, mas para a vida, para a ressurreição
(segunda leitura).
Resumo da mensagem: Este foi o último dogma proclamado pelo Papa Pio XII em 1 Novembro de 1950: “Pronunciamos,
declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada
Mãe de Deus, sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena,
foi assunto em corpo e alma à glória celestial”. Depois de ter
lutado contra todos os inimigos da nossa alma (primeira leitura) e
graças a que Cristo venceu o último inimigo (a morte) (Segunda leitura),
Deus nos concederá a ressurreição do nosso corpo.
Pontos da ideia principal:
Em primeiro lugar, o que significa que
Maria foi elevada al céu em corpo e alma? Maria, como primeira seguidora
de Jesus, é a primeira cristã e a primeira salvada pela Páscoa do seu
Filho; participa já da vitória do seu Filho, e é elevada à glória
definitiva em corpo e alma. O motivo deste privilégio formula bem o
prefácio de hoje: “com razão não quisestes, Senhor, que conhecesse a
corrupção do sepulcro a mulher que, por obra do Espírito, concebeu no
seu seio o autor da vida, Jesus Cristo”. Por que este privilégio?
Porque Ela foi radicalmente dócil na sua vida respondendo com um “sim”
total à sua vocação, desde a humildade radical (evangelho). Ela esteve
presente com Jesus, até o final, lutando contra o dragão que queria
devorar o seu Filho (primeira leitura).
Em segundo lugar, o que significa para nós
esta festa? Em Maria se condensa o nosso destino. Da mesma maneira que o
seu “sim” foi representante do nosso, também o “ sim” de Deus para Ela,
glorificando-a, é um “sim” para todos nós, que somos os seus filhos.
Assinala o destino que Ele nos prepara, se vencermos os dragões do mal que
nos cercam (segunda leitura) e se caminharmos na fé e na humildade como
Maria (evangelho). O nosso destino é a ressurreição final em corpo e
alma, como Maria que a obteve antes, como prémio pela sua fé, humildade e
pela sua vida sem pecado, e para poder abraçar o seu querido Filho e
preparar junto como Ele um lugar para nós.3
Finalmente, esta festa nos infunde
esperança e optimismo na nossa vida. O destino da nossa vida não é a
morte, porém a vida. Toda a pessoa humana, corpo e espírito, está
destinada à vida. O nosso corpo tem, pois, uma grandíssima dignidade;
não podemos profaná-lo nem manchá-lo. O que Deus fez em Maria, fará
também em nós. Cremos nisso. Esperamos. Desejamos. A nossa história terá
um final feliz. Não terminamos no sepulcro, mas na ressurreição do
nosso corpo. E a Eucaristia que recebemos semanalmente ou diariamente é a
antecipação do que será a nossa glória futura: “quem come a minha Carne e bebe o meu Sangre, tem vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia”. A
Eucaristia é como a semente e a garantia da vida imortal para os
seguidores de Jesus. O que Maria conseguiu- a glorificação definitiva-,
nós também conseguiremos, como fruto da Páscoa de Cristo.
Para reflectir: ao pensar na ressurreição final,
encho-me de alegria e optimismo por saber pela fé que o meu destino é a
vida e não a morte no sepulcro? Já aqui na terra estou semeando as
sementes da imortalidade e da ressurreição no meu corpo, comungando o
Corpo de Cristo na Eucaristia? Esta festa de Maria me convida a levar
uma vida de santidade, de fé, de humildade e de amor?
Qualquer sugestão ou dúvida podem se comunicar com o padre Antonio neste e-mail:
(15 de Agosto de 2014) © Innovative Media Inc.
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