Com um "apelo contra as guerras", a Ucoii se opõe as "aberrações do Isis" e exorta os muçulmanos a iniciativas públicas de solidariedade com os cristãos perseguidos
Roma, 15 de Agosto de 2014 (Zenit.org)
Qualquer poder que se refira ao islamismo tem o dever de
proteger os cristãos, os hebreus e todos os outros povos. Declaram os
muçulmanos italianos reunidos sob a sigla Ucoii, a União das Comunidades
Islâmicas da Itália, com um apelo contra a guerra publicado perto do
Dia de Oração pelos cristãos perseguidos, convocado pela Conferência
Episcopal Italiana.
"O respeito e a protecção do Povo do Livro (cristãos e hebreus), e
em geral de todos os povos que vivem em um país ou território governado
por muçulmanos é um dever inevitável de qualquer poder que se denomina
Islã" afirma o comunicado.
Ao mesmo tempo, a Ucoii afirma que "nenhuma referência religiosa"
pode ser desenvolvida para justificar ou apoiar "uma força que fixa
insígnia islâmica", mas que viola "todas as regras sharaitiche
(de origem divina, ndr) e moral de conflito". Sobre o Estado Islâmico do Islão e do Levante, a Ucoii argumenta que “são forças mercenárias, em
grande parte iraquianas, que são fortemente contrastadas actualmente no
território por forças nacionalistas islâmicas e por peshmerga curdos”.
Portanto, "os muçulmanos iraquianos se opõem as aberrações do Isis e
são os primeiros na defesa e protecção dos cristãos não apenas
militarmente: dezesseis Ulema (estudiosos de ciências religiosas)
muçulmanos sunitas, que pertencem a irmandades sufis de Mosul, no mês
passado, foram mortos por esses criminosos para defender os cristãos na
cidade". Entre eles – recorda a Ucoii – “estão o imã da Grande Mesquita
da cidade, Muhammad al-Mansuri, e o da mesquita do Profeta Jonas,
Abdel-Salam Muhamma."
A Ucoii se solidariza com os cristãos iraquianos e outras minorias
perseguidas e afirma que a guerra, "que é a mãe de toda a injustiça e
sua filha ao mesmo tempo, deve cessar em todas as partes e parar de
produzir seus efeitos satânicos sobre as criaturas de Deus, no Iraque
como na Síria, na Palestina, na Nigéria como no Afeganistão e na África
Central”.
A oração da Ucoii pede ao Senhor para guiar os líderes religiosos das
diversas comunidades a se unirem e aprofundarem o diálogo
inter-religioso, colocando os valores das respectivas religiões a
serviço de toda a humanidade, afastando qualquer forma de ódio por
aqueles que são diferentes de nós, toda tentação de evocar e manipular
até mesmo antigas formas de antissemitismo, anti-cristianismo ou
islamofobia".
O convite final é dirigido a "todas as mulheres e homens muçulmanos"
para que se esforcem para "testemunhar um forte compromisso com a paz e a
fraternidade com todos os crentes perseguidos, com iniciativas públicas
e solidárias".
(15 de Agosto de 2014) © Innovative Media Inc.
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