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sábado, 16 de agosto de 2014

Comunidades Islâmicas da Itália reprovam os jihadistas do Iraque

Com um "apelo contra as guerras", a Ucoii se opõe as "aberrações do Isis" e exorta os muçulmanos a iniciativas públicas de solidariedade com os cristãos perseguidos


Roma, 15 de Agosto de 2014 (Zenit.org)


Qualquer poder que se refira ao islamismo tem o dever de proteger os cristãos, os hebreus e todos os outros povos. Declaram os muçulmanos italianos reunidos sob a sigla Ucoii, a União das Comunidades Islâmicas da Itália, com um apelo contra a guerra publicado perto do Dia de Oração pelos cristãos perseguidos, convocado pela Conferência Episcopal Italiana.

"O respeito e a protecção do Povo do Livro (cristãos e hebreus), e em geral de todos os povos que vivem em um país ou território governado por muçulmanos é um dever inevitável de qualquer poder que se denomina Islã" afirma o comunicado.

Ao mesmo tempo, a Ucoii afirma que "nenhuma referência religiosa" pode ser desenvolvida para justificar ou apoiar "uma força que fixa insígnia islâmica", mas que viola "todas as regras sharaitiche (de origem divina, ndr) e moral de conflito". Sobre o Estado Islâmico do Islão e do Levante, a Ucoii argumenta que “são forças mercenárias, em grande parte iraquianas, que são fortemente contrastadas actualmente no território por forças nacionalistas islâmicas e por peshmerga curdos”.

Portanto, "os muçulmanos iraquianos se opõem as aberrações do Isis e são os primeiros na defesa e protecção dos cristãos não apenas militarmente: dezesseis Ulema (estudiosos de ciências religiosas) muçulmanos sunitas, que pertencem a irmandades sufis de Mosul, no mês passado, foram mortos por esses criminosos para defender os cristãos na cidade". Entre eles – recorda a Ucoii – “estão o imã da Grande Mesquita da cidade, Muhammad al-Mansuri, e o da mesquita do Profeta Jonas, Abdel-Salam Muhamma."

A Ucoii se solidariza com os cristãos iraquianos e outras minorias perseguidas e afirma que a guerra, "que é a mãe de toda a injustiça e sua filha ao mesmo tempo, deve cessar em todas as partes e parar de produzir seus efeitos satânicos sobre as criaturas de Deus, no Iraque como na Síria, na Palestina, na Nigéria como no Afeganistão e na África Central”.

A oração da Ucoii pede ao Senhor para guiar os líderes religiosos das diversas comunidades a se unirem e aprofundarem o diálogo inter-religioso, colocando os valores das respectivas religiões a serviço de toda a humanidade, afastando qualquer forma de ódio por aqueles que são diferentes de nós, toda tentação de evocar e manipular até mesmo antigas formas de antissemitismo, anti-cristianismo ou islamofobia".

O convite final é dirigido a "todas as mulheres e homens muçulmanos" para que se esforcem para "testemunhar um forte compromisso com a paz e a fraternidade com todos os crentes perseguidos, com iniciativas públicas e solidárias". 

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