Uma breve história das três etapas da visita do Papa rica em história e sacralidade: GwangHwaMoo, Haemi e Kkottongne
Roma, 13 de Agosto de 2014 (Zenit.org)
São locais importantes, cheios de história e de sacralidade,
aqueles que visitará o Papa Francisco durante sua viagem à Coreia do
Sul, que começa hoje e vai até o 18 de Agosto. Lugares, no entanto,
totalmente desconhecidos para os ocidentais. O primeiro é GwangHwaMoo,
localizado no centro de Seul, onde estão as principais instituições. Lá,
o Santo Padre, Sábado, 13 de Agosto, vai presidir a cerimónia de
beatificação de Paul Yun Ji-chung e seus 123 companheiros mártires.
Outra etapa da visita do Papa, no sábado, 16, é também o Flower
Village em Kkottongne, onde, em 1976, o padre Oh Woong Jin decidiu
construir a "Casa do Amor". A intuição nasceu como resultado de um
encontro com um mendigo, Choi Dong Gwi, que oferecia comida para 18
outros pobres e deficientes. Assim nasceu o maior centro de assistência
aos necessitados gerido pela Igreja coreana.
Na "Casa do Amor" são acolhidos pobres, sem-tecto, alcoólatras, e,
especialmente, deficientes abandonados pelas famílias (entre os quais
42.000 são crianças). Tendo começado inicialmente em Umseong, o serviço (apoiado por doações e subvenções governamentais) mais tarde foi
expandido para Gapyeong e Ganghwado, chegando a acomodar até 5.000
pessoas. A experiência de Kkottongne trouxe muitos frutos ao longo dos
anos, salvando a vida de várias pessoas, de modo a ser re-proposta também
em outros países como Bangladesh, Filipinas, Uganda, Haiti, Índia,
Canadá e Estados Unidos.
Actualmente, a estrutura é administrada pelas Irmãs de Jesus de
Kkottongne (211) e pelos Irmãos de Jesus de Kkottongne (65 membros), em
colaboração com cerca de mil voluntários. Também na aldeia, tem um
centro para a adopção chamado "Angel House" para a assistência às
crianças abandonadas e mães solteiras, e uma escola para crianças
deficientes abandonadas por suas famílias por causa de sua deficiência. Actualmente, o instituto conta com 121 membros.
Domingo, 17, o Papa irá, finalmente, para o Santuário de Haemi para
encontrar o clero. Haemi e o seu castelo é o lugar do martírio de 132
coreanos, a maioria deles sem nome, muitos presos em Naepo e condenados
por causa da sua fé. Alguns foram enterrados vivos durante as
perseguições Mujin 1868 Dentre as razões pelas quais os fiéis católicos
foram mortos em Haemi está o fato de que ali havia uma Base Naval e uma
fortaleza militar. Os próprios soldados foram instruídos para realizar
as execuções. Construído durante a Dinastia Joseon, hoje é um lugar de
oração que recorda as torturas sofridas pelos fiéis.
(13 de Agosto de 2014) © Innovative Media Inc.
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