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domingo, 17 de agosto de 2014

Terceiro dia do Papa na Coreia: milhares de pessoas na Missa de beatificação

Papa Francisco beatificou Paul Yun Ji-Chung e seus 123 companheiros mártires, os primeiros cristãos coreanos


Roma, 15 de Agosto de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora


Papa Francisco começou o terceiro dia de sua viagem apostólica à Coreia visitando, a poucos quilómetros de Seul, o Santuário Dos mártires Seosomun, lugar do martírio de 103 católicos coreanos canonizados por São João Paulo II em 1984. Na chegada ao santuário o Papa, com a ajuda de dois jovens, depositou flores e rezou em silêncio.

Em seguida, o Papa seguiu em carro aberto até a Praça Gwanghwamun, local da Santa Missa de beatificação de Paul Yun Ji- Chung e seus 123 companheiros mártires. Ele passou no meio de uma multidão que o saudava com grande entusiasmo. Não faltaram momentos onde o carro parou; o Papa beijou e abençoou uma criança.

A larga avenida recebeu cerca de 200.000 pessoas. Papa Francisco usou paramentos vermelhos para a Missa, o pálio e a mitra creme e dourado. Os bispos concelebrantes também usavam vermelho. O altar estava na frente da Porta de Gwanghwamun e dois ecrãs foram colocados nas laterais.

O Santo Papa João Paulo II canonizou os mártires da segunda e terceira geração, que conheceram os missionários franceses, Francisco beatificou os da primeira geração, que não tinham sido estudados e não havia documentação para beatificação.

Paul Yun Ji-Chung e seus 123 companheiros são os mártires da primeira geração da Igreja na Coreia, os fundadores, que são pais ou avós dos mártires das gerações já canonizadas.

No eremitério desses ‘caçadores’ da verdade onde vivia Paul Yun Ji-Chung, que era seguido como chefe e professor, existe um santuário, lugar de peregrinação, onde estão os túmulos de cinco deles e que foi visitado pelo Papa Francisco antes da missa.

O Papa celebrou a Santa Missa em latim, com leituras e músicas em coreano. A homilia foi em italiano e traduzida em coreano.

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