Papa Francisco beatificou Paul Yun Ji-Chung e seus 123 companheiros mártires, os primeiros cristãos coreanos
Roma, 15 de Agosto de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora
Papa Francisco começou o terceiro dia de sua viagem
apostólica à Coreia visitando, a poucos quilómetros de Seul, o
Santuário Dos mártires Seosomun, lugar do martírio de 103 católicos
coreanos canonizados por São João Paulo II em 1984. Na chegada ao
santuário o Papa, com a ajuda de dois jovens, depositou flores e rezou
em silêncio.
Em seguida, o Papa seguiu em carro aberto até a Praça Gwanghwamun,
local da Santa Missa de beatificação de Paul Yun Ji- Chung e seus 123
companheiros mártires. Ele passou no meio de uma multidão que o saudava
com grande entusiasmo. Não faltaram momentos onde o carro parou; o Papa
beijou e abençoou uma criança.
A larga avenida recebeu cerca de 200.000 pessoas. Papa Francisco usou
paramentos vermelhos para a Missa, o pálio e a mitra creme e dourado.
Os bispos concelebrantes também usavam vermelho. O altar estava na
frente da Porta de Gwanghwamun e dois ecrãs foram colocados nas
laterais.
O Santo Papa João Paulo II canonizou os mártires da segunda e
terceira geração, que conheceram os missionários franceses, Francisco
beatificou os da primeira geração, que não tinham sido estudados e não
havia documentação para beatificação.
Paul Yun Ji-Chung e seus 123 companheiros são os mártires da primeira
geração da Igreja na Coreia, os fundadores, que são pais ou avós dos
mártires das gerações já canonizadas.
No eremitério desses ‘caçadores’ da verdade onde vivia Paul Yun
Ji-Chung, que era seguido como chefe e professor, existe um santuário,
lugar de peregrinação, onde estão os túmulos de cinco deles e que foi
visitado pelo Papa Francisco antes da missa.
O Papa celebrou a Santa Missa em latim, com leituras e músicas em coreano. A homilia foi em italiano e traduzida em coreano.
(15 de Agosto de 2014) © Innovative Media Inc.
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