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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Segundo dia do Papa na Coreia: Missa com os jovens

Milhares no Estádio da Copa do Mundo, para a VI Jornada Asiática da Juventude. A missa foi em latim, o coro e as leituras em coreano.


Roma, 15 de Agosto de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora


O papa Francisco começou o seu segundo dia de viagem na Coreia, que deu início nesta quinta-feira, 14, e terminará na segunda-feira, 18 de Agosto. Nesta sexta-feira, dia da Assunção da Virgem Maria, o Santo Padre viajou de helicóptero de Seul onde se hospedou, para a cidade de Daejon, e ali, em um lotado World Cup Stadium, celebrou a missa com milhares de jovens participantes da VI Jornada Asiática da Juventude.

O Santo Padre passou uma camionete aberta com um austero dossel branco, em meio a aplausos e vivas de milhares de jovens e pessoas que balançavam bandeiras coreanas e do Vaticano e não faltaram algumas breves paradas onde beijou e abençoou crianças pequenas.

A missa foi presidida pelo Santo Padre e concelebrada por uns 90 bispos. O Papa e todos os bispos estavam com os paramentos brancos. A mitra do papa Francisco e o pálio eram de cor creme e dourado. A eucaristia foi, como é a língua universal da Igreja, em latim. Um coro, onde vários usavam vestes autoctonas cantou música sacra em coreano e as leituras também foram nesse idioma. Pelo contrário, o Santo Padre deu a homilia em italiano e cada parte foi traduzida ao coreano.

O Papa recordou que "de Maria, cheia de graça, aprendemos que a liberdade cristã é algo mais do que simples libertação do pecado. É a liberdade que nos permite ver as realidades terrenas com uma nova luz espiritual, a liberdade de amar a Deus e ao próximo com um coração puro e viver na jubilosa esperança da vinda do Reino de Cristo".

E acrescentou: "Nos dirigimos a ela como Mãe da Igreja na Coréia" e "que guie os nossos esforços para transformar o mundo segundo o plano de Deus, e que faça que a Igreja deste país seja mais plenamente fermento de seu Reino entre a sociedade coreana".

Convidou-lhes a ser "força generosa de renovação espiritual em todas as áreas da sociedade" e a combater "o fascínio de um materialismo que sufoca os genuínos valores espirituais e culturais e o espírito de competição desenfreada que gera egoísmo e hostilidade". E para rejeitar "modelos económicos desumanos, que criam novas formas de pobreza e marginalizam os trabalhadores, assim como a cultura da morte, que desvaloriza a imagem de Deus, o Deus da vida, e ameaça a dignidade de cada homem, mulher e criança".

E concluiu que "como católicos coreanos, herdeiros de uma tradição nobre, vocês estão chamados a valorizar este legado e transmiti-lo às gerações futuras". E por isso fez uma chamada a “uma renovada conversão à Palavra de Deus e uma intensa preocupação pelos pobres, os necessitados e os fracos da nossa sociedade".


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