Santa Joana de Chantal testemunhou a força e beleza do Evangelho em todos os estados de vida que viveu durante sua trajectória.
Horizonte, 12 de Agosto de 2014 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros
“Sede totalmente fiéis a Deus e experimentá-lo-eis” ensinava
Joana Francisca Fremyot de Chantal que nasceu em Dijon na França no dia
28 de Janeiro de 1572. Filha de Benigno Frémiot e Margarida de Berbizy
foi baptizada e recebeu desde cedo sólida formação cristã. Admirável em
sua espiritualidade a pequena Joana era incisiva quanto ao
protestantismo que assolava sua época. Seu pai certa vez recebeu um
protestante que sem sucesso argumentou com Joana e ao lhe dar caramelos
ouviu da pequena menina de cinco anos: “Vede, senhor, vede. Assim
arderão os hereges no fogo do inferno por não quererem crer nas palavras
de Nosso Senhor!”
Quando jovem recusou o casamento com um nobre por este ser
calvinista e veio a casar-se com Christophe de Rabutin, o barão de
Chantal e viveu assim austera vida de santidade. Em sua casa era
celebrada a missa todos os dias, catequizava seus empregados e zelava e
acolhia os pobres tornando-se conhecida como a “Santa Senhora”. Teve
seis filhos dos quais dois faleceram. Aos 28 anos ficou viúva e fez o
voto de castidade dedicando-se à educação dos filhos e à caridade.
Em 1604 conheceu São Francisco de Sales na cidade de Dijon e este
percebeu na jovem, traços de santidade, acolhendo-a como seu director
espiritual. Francisco, através de Joana concretizava seu projecto de uma
congregação para mulheres. Após o crescimento de seus filhos, Joana foi
para a cidade de Annecy e lá, com outras três jovens, iniciou a
congregação que ficou conhecida como Ordem da Visitação de Santa Maria.
São Francisco de Sales as instruiu nas virtudes da pobreza e obediência e
foram crescendo em graça e santidade. Joana passou por diversas
provações físicas e espirituais com tamanha serenidade que São Vicente
de Paulo narra: “Em meio a tão grandes sofrimentos, jamais perdeu a
serenidade nem esmoreceu na plena fidelidade que Deus lhe exigia. Por
isso a considero como uma das almas mais santas que encontrei sobre a
terra”.
Foram fundadas cerca de 65 casas e no dia 13 de Dezembro de 1641 na
cidade de Moulins faleceu. Foi beatificada por Bento XIV no dia 13 de Novembro de 1751 e canonizada por Clemente XIII em 16 Julho de 1767.
(12 de Agosto de 2014) © Innovative Media Inc.
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