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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Papa pede para os acólitos alemães não perderem tempo com internet, telemóveis ou novelas

Francisco aconselhou os jovens acólitos sobre como realizar o seu serviço na Igreja, como organizar o próprio tempo e como entender a liberdade que Deus nos dá


Roma, 06 de Agosto de 2014 (Zenit.org) Rocio Lancho García


Ontem, terça-feira, 5, o santo padre Francisco respondeu às perguntas de quatro jovens acólitos, dois meninos e duas meninas, que em nome dos 50 mil acólitos de língua alemã reunidos na praça de São Pedro, transmitiram suas preocupações ao Papa. Os jovens, de 13 a 27 anos e procedentes das dioceses da Alemanha, de Viena, de Linz e da Letónia, estão em Roma para a peregrinação nacional realizada esta semana.

O Papa respondeu aos jovens em italiano, embora anteriormente durante as Vésperas fez uma reflexão em alemão. O discurso do Pontífice foi traduzido simultaneamente para que os acólitos o pudessem entender. Em primeiro lugar, o Santo Padre explicou-lhes o que podem fazer para ser mais protagonistas na Igreja e o que espera a comunidade cristã dos acólitos. "Lembremos que o mundo precisa de pessoas que testemunhem a outros que Deus nos ama, que é nosso Pai", disse. Na sociedade todos os indivíduos têm a tarefa de colocar-se ao serviço do bem comum, mas, o Papa recordou que "nós, discípulos de Jesus, temos uma missão a mais: a de ser ‘canais’ que transmitam o amor de Jesus”. Por este motivo, o Papa recordou às crianças e aos jovens na praça que são "chamados a falar de Jesus a seus contemporâneos, não só dentro da comunidade paroquial ou da sua associação, mas principalmente fora". E isto, porque "com sua coragem, seu entusiasmo, a espontaneidade e a facilidade para o encontro vocês podem chegam mais facilmente à mente e ao coração dos que estão distantes do Senhor”, explicou o Pontífice. Da mesma forma, disse-lhes que muitas crianças e jovens das suas idades “têm uma necessidade imensa de que alguém diga com a própria vida que Jesus nos conhece, nos ama, nos perdoa, compartilha connosco nossas dificuldades e nos apoia com a sua graça”.

Para fazer isso é preciso conhecer a Jesus e amá-lo. Por isso o Papa recordou aos jovens acólitos que o seu serviço litúrgico lhes ajuda nesta tarefa. E lhes deu um conselho: “o Evangelho que escutais na liturgia, leiam de novo pessoalmente, em silêncio, e apliquem-no em vossa vida; e com o amor de Cristo, recebido na santa Comunhão, podereis colocá-lo em prática”.

Em seguida, Francisco reconheceu que compreende as suas dificuldades para conciliar o seu compromisso de acóltios com outras actividades necessárias para o seu crescimento humano e cultural. "É necessário organizar-se, programar de forma equilibrada as coisas... mas vocês são alemães... e são bons nisso!” O Papa recordou que o tempo é um dom de Deus e por isso precisamos usá-lo com boas acções e frutíferas acções. Dessa forma, alertou sobre as horas que, por vezes, se perdem com coisas inúteis: bate-papo na internet ou com os celulares, as ‘novelas’, ou os produtos do progresso tecnológico, que deveriam simplificar e melhorar a qualidade de vida, e, por vezes, desviam a atenção do que é realmente importante". E assim, Francisco observou que entre todas as coisas que devem ser feitas na rotina quotidiana, “uma das prioridades deveria ser a de lembrar-se do nosso Criador que nos permite viver, nos ama, nos acompanha no nosso caminho”.

Em uma terceira ideia desenvolvida no discurso, o Papa falou sobre a liberdade. "Se você não a usamos bem, a liberdade pode nos levar para longe de Deus, pode nos fazer perder a dignidade com a qual Ele nos revestiu". É por isso – matizou – que são necessárias as orientações, as indicações e também as regras, tanto na sociedade como na Igreja. Francisco convidou os acólitos a não usar mal a sua liberdade. Não percam a grande dignidade de filhos de Deus que lhes foi dada!, exclamou.

Finalmente, o Santo Padre disse-lhes que assim encontrarão a verdadeira alegria, “porque Ele nos quer homens e mulheres totalmente felizes e realizados", "só fazendo a vontade de Deus Pai podemos fazer o bem e ser luz do mundo e sal da Terra!"

Dedicou as últimas palavras à Virgem Maria, para que ele seja "vosso modelo em servir a Deus".

O encontro terminou com saudações do Papa que depois desceu para cumprimentar os doentes da primeira fila, enquanto a banda tocava e cantava músicas animadas. 

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