Actualizado 3 de Julho de 2014
P.J.Ginés/ReL
P.J.Ginés/ReL
| O pequeno Colton Burpo conta o que viu no Céu enquanto o operavam |
O Céu é real é uma película sobre as visões do céu de um menino de quatro anos, filho de pastor metodista, que curiosamente está agradando muito nos países católicos.
Em Espanha superou os 35.000 espectadores em duas semanas, e no seu fim-de-semana de estreia (que era o do inicio do Mundial de futebol) arrecadou 105.000 dólares… Era uma estreia (em 90 cinemas de 40 cidades espanholas) que foi do agrado da produtora Sony, o melhor só abaixo do das Filipinas (127.000 dólares)… Até que em 27 de Junho se estreou no México rompendo barreiras com 338.000 dólares arrecadados.
A película, ainda que tem uma teologia assumida (ou debatível, sobretudo nas visões do menino) por cristianos de qualquer denominação, na sua ambientação é “muito protestante”, já que recolhe a vida quotidiana e familiar de um pastor rural metodista, interrompida pelas estranhas revelações do seu filhito.
O filme está funcionando muito bem em países católicos:
- Colômbia: 107.000 dólares arrecadados numa semana
- México: 338.000 dólares arrecadados numa semana
- Filipinas: 553.000 dólares arrecadados desde 19 de Abril
- Polónia: 1,4 milhões de dólares arrecadados desde 16 de Abril (o seu primeiro fim-de-semana foi frouxo, arrancou depois)
- Portugal: 237.000 dólares arrecadados desde 1 de Maio
- Espanha: 257.000 dólares em duas semanas
Por outro lado, em países de maioria protestante não chegou a arrancar: na Austrália arrecadou só 150.000 dólares em quase dois meses e no Reino Unido, passado mais de um mês desde a sua estreia, apenas 70.000 dólares.
A excepção é, por suposto, Estados Unidos onde a película funcionou muito bem, com 22 milhões de dólares arrecadados no seu primeiro fim-de-semana.
Em Espanha superou os 35.000 espectadores em duas semanas, e no seu fim-de-semana de estreia (que era o do inicio do Mundial de futebol) arrecadou 105.000 dólares… Era uma estreia (em 90 cinemas de 40 cidades espanholas) que foi do agrado da produtora Sony, o melhor só abaixo do das Filipinas (127.000 dólares)… Até que em 27 de Junho se estreou no México rompendo barreiras com 338.000 dólares arrecadados.
A película, ainda que tem uma teologia assumida (ou debatível, sobretudo nas visões do menino) por cristianos de qualquer denominação, na sua ambientação é “muito protestante”, já que recolhe a vida quotidiana e familiar de um pastor rural metodista, interrompida pelas estranhas revelações do seu filhito.
O filme está funcionando muito bem em países católicos:
- Colômbia: 107.000 dólares arrecadados numa semana
- México: 338.000 dólares arrecadados numa semana
- Filipinas: 553.000 dólares arrecadados desde 19 de Abril
- Polónia: 1,4 milhões de dólares arrecadados desde 16 de Abril (o seu primeiro fim-de-semana foi frouxo, arrancou depois)
- Portugal: 237.000 dólares arrecadados desde 1 de Maio
- Espanha: 257.000 dólares em duas semanas
Por outro lado, em países de maioria protestante não chegou a arrancar: na Austrália arrecadou só 150.000 dólares em quase dois meses e no Reino Unido, passado mais de um mês desde a sua estreia, apenas 70.000 dólares.
A excepção é, por suposto, Estados Unidos onde a película funcionou muito bem, com 22 milhões de dólares arrecadados no seu primeiro fim-de-semana.
| O pastor Burpo e a sua esposa não sabem o que fazer com as revelações do seu filho e prefeririam seguir com a sua vida normal |
No total, uma película de tamanho “pequeno”, sobre um tema de “fé e família”, que custou 12 milhões de dólares, arrecadou já 90 milhões, 3,5 fora dos EUA.
De facto, se exceptuarmos as 3 películas de Crónicas de Narnia, que os rankings de cinema da Box Office Mojo consideram “cinema cristão”, O Céu é real é a película cristã com mais êxito de bilheteira desde A Paixão de Cristo, de Mel Gibson.
Isso pode animar mais produtoras de Hollywood a rodar histórias contemporâneas "de fé", não necessariamente superproduções bíblicas. Mas um factor decisivo pode ser que se baseiem em livros de êxito, especialmente testemunhos "reais".
Paisagens formosas e desejo do Céu
Como já revimos em ReligionEnLibertad, a película, que dura uma hora e quarenta minutos, não se faz pesada (a adultos) em nenhum momento.
A fotografia é formosíssima e também ela nos fala do céu, com os seus campos imensos e meio ecrã ocupado de azul. A luz dos entardeceres é especial e evocativa. Colton e a sua irmã estão muito bem representados pelos seus pequenos actores, que os fazem entranháveis. O ritmo é por sua vez ágil na trama e sossegado no tom. Não há nada que não possa ver uma criança, mas a maioria das crianças aborrecer-se-á com algo.
Pode-se dizer que é uma película que recolhe muita beleza: a beleza da terra, da natureza, do amor familiar, do amor de homem e mulher, da comunidade fraterna…
O grande êxito vivencial de “O céu é real”, tanto do livro como da película, é que volta a por o Céu no pensamento popular. O muito metodista reverendo Burpo no livro comenta, perante perguntas de amigos católicos, que “Colton viu Maria, a Mãe de Jesus, ajoelhada perante o trono de Deus e outras vezes a viu de pé junto a Jesus. Ela o continua amando com amor de mamã, disse Colton”. Mas este detalhe não aparece na película.
O ensinamento final de "O Céu é real" afecta a relação com Deus e com as pessoas: se o Céu é real (e isto é a grande revelação) não viveríamos de outra maneira na terra?
Adquirir o livro por e-mail ou telefone AQUI
Análise mais detalhado da película em ReL AQUI.
De facto, se exceptuarmos as 3 películas de Crónicas de Narnia, que os rankings de cinema da Box Office Mojo consideram “cinema cristão”, O Céu é real é a película cristã com mais êxito de bilheteira desde A Paixão de Cristo, de Mel Gibson.
Isso pode animar mais produtoras de Hollywood a rodar histórias contemporâneas "de fé", não necessariamente superproduções bíblicas. Mas um factor decisivo pode ser que se baseiem em livros de êxito, especialmente testemunhos "reais".
Paisagens formosas e desejo do Céu
Como já revimos em ReligionEnLibertad, a película, que dura uma hora e quarenta minutos, não se faz pesada (a adultos) em nenhum momento.
A fotografia é formosíssima e também ela nos fala do céu, com os seus campos imensos e meio ecrã ocupado de azul. A luz dos entardeceres é especial e evocativa. Colton e a sua irmã estão muito bem representados pelos seus pequenos actores, que os fazem entranháveis. O ritmo é por sua vez ágil na trama e sossegado no tom. Não há nada que não possa ver uma criança, mas a maioria das crianças aborrecer-se-á com algo.
Pode-se dizer que é uma película que recolhe muita beleza: a beleza da terra, da natureza, do amor familiar, do amor de homem e mulher, da comunidade fraterna…
O grande êxito vivencial de “O céu é real”, tanto do livro como da película, é que volta a por o Céu no pensamento popular. O muito metodista reverendo Burpo no livro comenta, perante perguntas de amigos católicos, que “Colton viu Maria, a Mãe de Jesus, ajoelhada perante o trono de Deus e outras vezes a viu de pé junto a Jesus. Ela o continua amando com amor de mamã, disse Colton”. Mas este detalhe não aparece na película.
O ensinamento final de "O Céu é real" afecta a relação com Deus e com as pessoas: se o Céu é real (e isto é a grande revelação) não viveríamos de outra maneira na terra?
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O momento em que o menino começa a sua revelação: comparação livro-película em ReL AQUI.
Um guia de debate para grupos ou catequeses em PDF na página da internet da Sony, AQUI
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