Apesar das esperanças, o convite foi recusado pelo governo norte-coreano
Roma, 07 de Agosto de 2014 (Zenit.org)
Havia ainda um fio de esperança, mas os católicos
norte-coreanos não poderão estar presentes na missa com o papa
Francisco, a ser celebrada na capital sul-coreana no dia 18 de Agosto,
data do encerramento da visita do pontífice ao país.
Acreditava-se que um grupo de católicos norte-coreanos atravessaria
a fronteira para participar da missa, mas o convite foi recusado pelo
governo norte-coreano. As informações são do Rome Reports.
Em sua terceira peregrinação internacional e na primeira viagem à
Ásia como papa, Francisco visitará a Coreia do Sul entre os dias 14 e 18
de Agosto.
No dia 18, o Santo Padre celebrará uma missa de reconciliação na
Catedral de Myeongdong, a Catedral da Igreja Católica Romana da Virgem
Maria da Imaculada Conceição e sede da arquidiocese de Seul.
De acordo com representantes da Igreja, o governo norte-coreano se
recusou a enviar uma delegação à missa. Líderes católicos da Coreia do
Sul tinham feito o convite, em maio, para que a Associação Católica da Coreia do Norte, administrada pelo governo, participasse da missa
celebrada pelo papa.
A data da missa, por coincidência, é a mesma em que acontecem os
exercícios militares anuais conjuntos realizados por sul-coreanos e
norte-americanos, o que a Coreia do Norte "condena como um ensaio para a
guerra nuclear".
"Nestas circunstâncias, ir para Seul seria um passo agonizante",
declarou a carta enviada pela Associação Católica da Coreia do Norte.
Embora a Igreja católica não seja proibida de todo na Coreia do
Norte, a ONU publicou há poucos dias um relatório sobre a liberdade
religiosa em que afirma que os crentes são severamente perseguidos
naquele país.
De acordo com o Relatório sobre Liberdade Religiosa Internacional de
2013, a Coreia do Norte é um dos países que mais desrespeitam a
liberdade religiosa em todo o planeta, juntamente com a Arábia Saudita, o
Irão, o Paquistão, o Sudão, a China e Cuba. Na Coreia do Norte, toda
actividade religiosa sofre restrições gravíssimas e quem não obedece às
leis é tratado com repressão e, em alguns casos, até com a pena de
morte.
Durante o ano passado, as restrições à liberdade religiosa na Coreia
do Norte chegaram ao ponto de submeter a penas muito rígidas, incluindo a
execução, as pessoas que tiveram contacto com missionários estrangeiros.
Já na Coreia do Sul, tem aumentado acentuadamente a quantidade de
católicos ao longo da última década. O número de cristãos leigos
continua subindo de modo especial, evidenciado pelo número crescente de
adultos que decidem se baptizar como católicos.
(07 de Agosto de 2014) © Innovative Media Inc.
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