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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Líderes religiosos de Uganda pedem retorno da lei anti-homossexualidade

As alegações citam a necessidade para proteger o bem-estar, os valores e as crianças da nação africana


Roma, 12 de Agosto de 2014 (Zenit.org)


Líderes religiosos de Uganda pediram a reapresentação no parlamento e a aprovação de uma lei que proíbe a prática homossexual no país.

Eles solicitaram à presidente do parlamento, Rebecca Kadaga, que seja reapresentada à mesa e em seguida aprovada uma lei anti-homossexualidade recentemente derrubada pelo Supremo Tribunal Federal, conforme noticiou ontem a agência Anadolu.

Os defensores do retorno da lei se disseram prejudicados pela decisão judicial.

O pastor George Oduch declarou que a lei é necessária não só para ajudar a reduzir o financiamento e promoção da homossexualidade, mas também para "proteger o nosso povo, especialmente as crianças, de serem recrutados para esse estilo de vida desumanizador".

Kadaga disse que os activistas favoráveis à lei já reuniram 207 assinaturas de membros do parlamento para colocar o tema novamente em votação.

A lei anti-homossexualidade determina a prisão perpétua para qualquer acusado de envolvimento em actos homossexuais, entre outras penas severas.

Em 20 de Dezembro, o parlamento aprovou a lei que, posteriormente, foi assinada pelo presidente Yoweri Museveni. Em 1º de Agosto, porém, o Supremo Tribunal de Uganda anulou o ato porque o parlamento tinha ficado aquém do quórum necessário durante a sessão de votação.

A legislação atraiu críticas de nações ocidentais que prestam ajudas à África. O presidente dos EUA, Barack Obama, foi um dos críticos. Mas os líderes religiosos do país africano afirmam que nenhuma quantidade de ajuda económica pode ser comparada com os valores e com o bem-estar dos ugandeses.

O pastor Oduch disse ainda que "o momento é propício para que Uganda procure verdadeiros parceiros de desenvolvimento que valorizem o nosso povo e respeitem a nossa cultura" e apelou a "todos os membros do parlamento para que estejam presentes quando a lei for apresentada de novo, evitando controvérsias futuras".

Um líder religioso muçulmano, o xeque Edrissa Mbabali, também pediu que a presidente do parlamento reapresente o projecto a fim de proteger as crianças. Ele explicou que existe uma tendência, nas escolas do país, de homossexuais recrutarem crianças e oferecerem melhoras no seu bem-estar, o que atrai outras crianças à prática em internatos.

John Baptist Kauta, secretário-geral da Conferência dos Bispos Católicos de Uganda, disse ao Catholic News Service: "A nossa reacção na Igreja é muito clara: nós não apoiamos a homossexualidade". A Conferência dos Bispos Católicos, porém, não apoia a pena de morte. Kauta explicou: "Os bispos não são a favor [da pena de morte]. Nós propomos a compaixão e acreditamos que os homossexuais podem mudar".

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