Um capelão militar deu-lhe a extrema-unção
| Jaruzelski com Fidel Castro em 1985, 4 anos antes da queda do Muro na Europa... Não em Cuba |
Actualizado 26 de Junho de 2014
Aciprensa
Wojciech Jaruzelski o comandante militar comunista e presidente da Polónia durante a Guerra Fria, conhecido pelo seu ateísmo militante, morreu em fins de Maio depois de receber os sacramentos no seio da Igreja.
“Que coisa mais estranha mas formosa é que o líder do governo que esteve em guerra com a Igreja finalmente se reconcilie com ela”, disse a ACI o padre Raymond Gawronski, sacerdote jesuíta estadunidense de origem polaca.
Jaruzelski, que por muitos anos se declarou ateu (ainda que tenha sido baptizado em criança), morreu em 25 de Maio depois de sofrer um acidente cerebrovascular.
O bispo do Ordinariato Militar Polaco, Mons. Jozef Guzdek, celebrou a Missa de Exéquias no passado dia 30 de Maio em Varsóvia.
Um sacerdote da catedral do Ordinariato militar informou que duas semanas antes da sua morte Jaruzelski tinha pedido a extrema-unção.
Jaruzelski se uniu-se formalmente ao partido comunista da Polónia em 1948, e vinte anos depois foi o Secretário de Defesa da Polónia.
Em 1981, Jaruzelski tomou o poder da Polónia e logo declarou a lei marcial para suprimir a ‘Solidariedade’, federação sindical polaca inspirada na doutrina social da Igreja Católica. Dezenas de milhares foram presos e uma centena de pessoas foram assassinadas durante a repressão; a imposição da lei marcial de Jaruzelski durou até 1983.
Quando em 1989 finalmente se realizaram as eleições “semi-livres”, Jaruzelski ganhou a presidência mas renunciou em poucos meses o que levou à eleição de Lech Walesa, co-fundador da Solidariedade, à presidência.
Jaruzelski nunca se desculpou publicamente pela imposição da lei marcial e outros abusos realizados durante a Guerra Fria. A solicitação da extrema-unção veio pouco menos de duas semanas antes da sua morte.
Ao funeral assistiu Lech Walesa, que cruzou o passeio para dar a saudação da paz à família do seu adversário.
A sua presença “foi algo sumamente significativo, por que estes homens foram inimigos”, comentou o padre Gawronski.
Depois da Missa, as cinzas de Jaruzelski foram levadas ao cemitério militar da Polónia, onde se lhe renderam honras apesar de que o número de assistentes foi menor e que o funeral não esteve isento de alguns protestos.
“Ainda existem pessoas na Polónia que sofreram enormemente debaixo da lei marcial”, assinalou o sacerdote. Mesmo assim assinalou que muitos pensaram que “a confissão é uma coisa, mas onde está a penitência requerida? Não houve remorso público pelo que fez no país, como líder militar da Polónia por anos”.
O Padre Mozdyniewicz informou que “não assistiu nenhum sacerdote ao funeral, pois, o compromisso consistia em celebrar a Missa para quem se declarava a si mesmo ateu, mas que se reconciliou com o Senhor mediante o sacramento da Confissão”.
O sacerdote explicou que quando Jaruzelski pediu reconciliar-se com a Igreja, foi algo “surpreendente”, pois “ele não tinha dado sinal algum de que ia fazer isso”. Por isso, “isto é maravilhoso, há mais alegria por um pecador arrependido que pelo resto”.
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Aciprensa
Wojciech Jaruzelski o comandante militar comunista e presidente da Polónia durante a Guerra Fria, conhecido pelo seu ateísmo militante, morreu em fins de Maio depois de receber os sacramentos no seio da Igreja.
“Que coisa mais estranha mas formosa é que o líder do governo que esteve em guerra com a Igreja finalmente se reconcilie com ela”, disse a ACI o padre Raymond Gawronski, sacerdote jesuíta estadunidense de origem polaca.
Jaruzelski, que por muitos anos se declarou ateu (ainda que tenha sido baptizado em criança), morreu em 25 de Maio depois de sofrer um acidente cerebrovascular.
O bispo do Ordinariato Militar Polaco, Mons. Jozef Guzdek, celebrou a Missa de Exéquias no passado dia 30 de Maio em Varsóvia.
Um sacerdote da catedral do Ordinariato militar informou que duas semanas antes da sua morte Jaruzelski tinha pedido a extrema-unção.
Jaruzelski se uniu-se formalmente ao partido comunista da Polónia em 1948, e vinte anos depois foi o Secretário de Defesa da Polónia.
Em 1981, Jaruzelski tomou o poder da Polónia e logo declarou a lei marcial para suprimir a ‘Solidariedade’, federação sindical polaca inspirada na doutrina social da Igreja Católica. Dezenas de milhares foram presos e uma centena de pessoas foram assassinadas durante a repressão; a imposição da lei marcial de Jaruzelski durou até 1983.
Quando em 1989 finalmente se realizaram as eleições “semi-livres”, Jaruzelski ganhou a presidência mas renunciou em poucos meses o que levou à eleição de Lech Walesa, co-fundador da Solidariedade, à presidência.
Jaruzelski nunca se desculpou publicamente pela imposição da lei marcial e outros abusos realizados durante a Guerra Fria. A solicitação da extrema-unção veio pouco menos de duas semanas antes da sua morte.
Ao funeral assistiu Lech Walesa, que cruzou o passeio para dar a saudação da paz à família do seu adversário.
A sua presença “foi algo sumamente significativo, por que estes homens foram inimigos”, comentou o padre Gawronski.
Depois da Missa, as cinzas de Jaruzelski foram levadas ao cemitério militar da Polónia, onde se lhe renderam honras apesar de que o número de assistentes foi menor e que o funeral não esteve isento de alguns protestos.
“Ainda existem pessoas na Polónia que sofreram enormemente debaixo da lei marcial”, assinalou o sacerdote. Mesmo assim assinalou que muitos pensaram que “a confissão é uma coisa, mas onde está a penitência requerida? Não houve remorso público pelo que fez no país, como líder militar da Polónia por anos”.
O Padre Mozdyniewicz informou que “não assistiu nenhum sacerdote ao funeral, pois, o compromisso consistia em celebrar a Missa para quem se declarava a si mesmo ateu, mas que se reconciliou com o Senhor mediante o sacramento da Confissão”.
O sacerdote explicou que quando Jaruzelski pediu reconciliar-se com a Igreja, foi algo “surpreendente”, pois “ele não tinha dado sinal algum de que ia fazer isso”. Por isso, “isto é maravilhoso, há mais alegria por um pecador arrependido que pelo resto”.
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