A história recente de Anna, fundadora de ExHomoVox.com
| Muitas
mulheres (como no caso de Anna) experimentam atracção para com outras por feridas que fazem que desconfiem ou temam os homens, às vezes nu nível profundo ou subconsciente |
Actualizado 13 de Junho de 2014
ReL
“Anna”, a fundadora da web italiana Exhomovox.com, não dá o seu nome real mas sim conta a sua história real, que recolhe também Benedetta Frigeria em Tempi.it.
Antes de Outubro de 2013 Anna, de 25 anos, era feminista, anti-clerical e lésbica. Levava 6 anos comprometida numa relação sexual com outra mulher.
Então conheceu um rapaz, Marco, e tudo mudou. “Eu mesma digo hoje que a minha história é incrível”. Mas é a que é…
Em Outubro de 2013 Marco convidou-a a tomar um café. "Eu não entendia porque queria tornar a vê-lo", explica.
Mais ainda: “já não podia ver na minha namorada o que sempre tinha procurado."
ReL
“Anna”, a fundadora da web italiana Exhomovox.com, não dá o seu nome real mas sim conta a sua história real, que recolhe também Benedetta Frigeria em Tempi.it.
Antes de Outubro de 2013 Anna, de 25 anos, era feminista, anti-clerical e lésbica. Levava 6 anos comprometida numa relação sexual com outra mulher.
Então conheceu um rapaz, Marco, e tudo mudou. “Eu mesma digo hoje que a minha história é incrível”. Mas é a que é…
Em Outubro de 2013 Marco convidou-a a tomar um café. "Eu não entendia porque queria tornar a vê-lo", explica.
Mais ainda: “já não podia ver na minha namorada o que sempre tinha procurado."
Quando pela primeira vez Marco e Anna se beijaram, ela entendeu que tinha acontecido algo insólito até então na sua vida.
"Foi a primeira vez que podia confiar num homem. Não mais medos e ciúmes”.
Mas de onde vem esse “confiar” e toda a cura e transformação e mudança que incluiu isso?
“Confio no Marco porque confiamos em Deus. É Deus quem me permitiu perdoar ao meu pai e viver felizes. Nunca vou deixar de dar-lhe as graças por tirar-me da obscuridade e quero mostrá-lo a todos os meus amigos… Que agora me odeiam".
Quando Anna se deu conta dos seus sentimentos por Marco quis investigar, procurar mais pessoas que tivessem passado por algo similar. Na Tempi.it encontrou o testemunho de Francesca, também uma lésbica anticlerical que se enamorou de um homem, está felizmente casada com ele e encontrou a fé.
“Identifiquei-me com ela de imediato e assegurou-me que tudo era verdade. Que eu não estava só e tratei de reunir experiências similares num só sítio, a página de onde agora escrevo tantos ".
Anna, como Francesca, pode rastrear a origem do seu temor e ódio aos homens… neste caso, o ódio ao pai que a abandonou.
"A minha avó ensinou-me a rezar", recorda. Mas os desacordos entre os seus pais, provocaram que o pai abandonasse a sua mãe. A mãe de Anna, que tinha 27 anos quando foi abandonada, afastou-se da Igreja.
"Eu reagi tratando de aliviar a dor da minha mãe deprimida fazendo as vezes de pai. Queria jogos, roupa, cortes de cabelo masculinos. Jogava futebol, passava todo o tempo com crianças e cresci com abandono e extravio”.
Ainda que o pai de Anna voltou a casa, a ferida já estava feita. "Estava feliz, mas não perdoava ao meu pai. Odiava os homens e não podia confiar neles".
Por isso Anna, disse, procurou refúgio e afecto nas mulheres "das quais me sentia atraída". Tinha 17 anos e “juntei-me a Simona”.
"Os meus, por desgraça, aceitaram a triste situação. Não falávamos muito em casa, mas no final isto parecia ser o mal menor em comparação com todas as coisas loucas que fiz, sem dar-me conta que na minha homossexualidade estava a causa do meu mal-estar".
"Eu era agressiva, cheia de ressentimento; prefiro não descrever tudo o que fiz no passado e a violência que continha".
Com Marco descobriu o amor, a confiança e a fé cristã que ele tinha. Perdoar, confiar e nascer de novo iam juntos. E o dogma repetido pelo lobby gay (“nasce-se gay, define-te, não é possível mudar, és o que és…”) mostrou-se falso. E não só no seu caso, mas sim em muitos mais que recolhe na sua página da internet Exhomovox.com, assombrada.
Anna mantém a sua página da internet porque "recebi uma graça” e quer partilha-la, quer evitar que outros passem o sofrimento que ela passou. ”Prefiro dizer a verdade, que num princípio dói mas depois liberta”, assegura.
"Foi a primeira vez que podia confiar num homem. Não mais medos e ciúmes”.
Mas de onde vem esse “confiar” e toda a cura e transformação e mudança que incluiu isso?
“Confio no Marco porque confiamos em Deus. É Deus quem me permitiu perdoar ao meu pai e viver felizes. Nunca vou deixar de dar-lhe as graças por tirar-me da obscuridade e quero mostrá-lo a todos os meus amigos… Que agora me odeiam".
Quando Anna se deu conta dos seus sentimentos por Marco quis investigar, procurar mais pessoas que tivessem passado por algo similar. Na Tempi.it encontrou o testemunho de Francesca, também uma lésbica anticlerical que se enamorou de um homem, está felizmente casada com ele e encontrou a fé.
“Identifiquei-me com ela de imediato e assegurou-me que tudo era verdade. Que eu não estava só e tratei de reunir experiências similares num só sítio, a página de onde agora escrevo tantos ".
Anna, como Francesca, pode rastrear a origem do seu temor e ódio aos homens… neste caso, o ódio ao pai que a abandonou.
"A minha avó ensinou-me a rezar", recorda. Mas os desacordos entre os seus pais, provocaram que o pai abandonasse a sua mãe. A mãe de Anna, que tinha 27 anos quando foi abandonada, afastou-se da Igreja.
"Eu reagi tratando de aliviar a dor da minha mãe deprimida fazendo as vezes de pai. Queria jogos, roupa, cortes de cabelo masculinos. Jogava futebol, passava todo o tempo com crianças e cresci com abandono e extravio”.
Ainda que o pai de Anna voltou a casa, a ferida já estava feita. "Estava feliz, mas não perdoava ao meu pai. Odiava os homens e não podia confiar neles".
Por isso Anna, disse, procurou refúgio e afecto nas mulheres "das quais me sentia atraída". Tinha 17 anos e “juntei-me a Simona”.
"Os meus, por desgraça, aceitaram a triste situação. Não falávamos muito em casa, mas no final isto parecia ser o mal menor em comparação com todas as coisas loucas que fiz, sem dar-me conta que na minha homossexualidade estava a causa do meu mal-estar".
"Eu era agressiva, cheia de ressentimento; prefiro não descrever tudo o que fiz no passado e a violência que continha".
Com Marco descobriu o amor, a confiança e a fé cristã que ele tinha. Perdoar, confiar e nascer de novo iam juntos. E o dogma repetido pelo lobby gay (“nasce-se gay, define-te, não é possível mudar, és o que és…”) mostrou-se falso. E não só no seu caso, mas sim em muitos mais que recolhe na sua página da internet Exhomovox.com, assombrada.
Anna mantém a sua página da internet porque "recebi uma graça” e quer partilha-la, quer evitar que outros passem o sofrimento que ela passou. ”Prefiro dizer a verdade, que num princípio dói mas depois liberta”, assegura.
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