As tropas terrestres israelitas deixaram a Faixa de Gaza. Destruídos 32 túneis do Hamas, mas as Organizações das Nações Unidas pedem para Israel assumir a responsabilidade dos "crimes de guerra"
Roma, 05 de Agosto de 2014 (Zenit.org)
Como esperado a partir da trégua começada esta manhã, as
forças militares de terra israelitas abandonaram a Faixa de Gaza e se
mobilizaram novamente em posições de defesa, dentro das fronteiras de
Israel. Atrás deles deixaram as infra-estruturas estratégicas do Hamas,
em grande parte destruídas (algo como 32 túneis destruídos), mas também
um número de mortes que provoca perplexidade.
A Unicef denunciou que desde o começo da operação israelita na
Faixa, 408 crianças perderam as suas vidas, das quais, pelo menos o 70%
menor de 12 anos de idade. No total, informou a agência das Nações
Unidas, as crianças representam 30 por cento das vítimas civis (que são
cerca de 1860). Às crianças mortas, a Unicef acrescenta que 2.744
crianças ficaram feridas, 373 mil necessitam de assistência psicológica
especializada.
E enquanto o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos
Humanos, Navi Pillay, novamente pediu para Israel que assuma a
responsabilidade pelas “crescentes provas de crimes de guerra em Gaza”, a
opinião pública mundial se alegra de que as negociações de paz
previstas no Cairo produzam efeitos positivos. Fontes do aeroporto da
capital do Egipto falam que “uma delegação israelita está prevista para
chegar ao Cairo nas próximas horas" para tomar parte nas negociações com
a outra parte Palestina.
A fonte confirma o difundido nesta manhã pela Agência egípcia Mena,
segundo a qual Azzam al-Ahmed, proeminente expoente de Fatah e
conselheiro do presidente palestino, Abu Mazen, teria declarado que nos
próximos três dias responsáveis egípcios terão diálogos com ambas as
partes para alcançar um acordo de trégua e acabar com a guerra.
"Temos que fazer a paz com Abu Mazen e parar esses terroristas
(Hamas, ndr)”, é o convite de Shimon Peres, presidente de Israel algumas
semanas atrás, quando expirou o seu mandato. O mesmo Peres acredita que
“A Europa fez uma boa proposta, que temos que aceitar. Se Palestina e
Israel encontram um acordo, poderiam ser afiliados à Europa com um
estatuto especial”.
Cenários de reconciliação que não parecem tão claro segundo o padre
Pierbattista Pizzaballa. Em uma entrevista à Rádio Vaticana, o custódio
da Terra Santa, disse: "A minha sensação é de que não haverá grandes
mudanças. Não acho que a Faixa de Gaza, de repente, será
desmilitarizada. Acho que essa situação permanecerá ambígua, como é
agora, ainda por muito tempo".
(05 de Agosto de 2014) © Innovative Media Inc.
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