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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Entrou numa seita satânica na Colômbia e presenciou sacrifícios humanos no Halloween: hoje conta-o

A Wilson Fernando López agarrou-o uma rapariga cristã 

Na noite de Halloween muitos grupos sectários aproveitam
para captar membros e fazer os seus piores rituais

Actualizado 30 de Outubro de 2014

ReL/Portaluz
O colombiano Wilson Fernando López assegura que entrou quando tinha 17 anos numa seita satânica chamada «Os Doze do Zodíaco» e que ali viveu os preparativos e celebrações que realizam este tipo de seitas no Halloween.

Os preparativos do Halloween
“Conforme umas datas estabelecidas, uma das mulheres deverá sacrificar os seus filhos no dia 31 de Outubro. Escolhem-na com meses de antecipação. Deita-se (sexo ritual) com o líder, e durante a semana (prévia ao Halloween) tratam-na como se fosse uma deusa”.

Ao ingressar nessa seita, Wilson tinha que passar diferentes fases. “Cheguei a sacrificar um gato negro. Cravei-lhe o punhal, bebi o seu sangue e comi o seu coração. Com este acto, já tinha entregado, por assim dizê-lo de alguma forma, noventa por cento da minha alma ao Demónio. Só me faltava o sacrifício humano. As minhas companheiras instavam-me a fazê-lo, porque já dominava todos os ritos. Elas queriam que eu fosse seu líder. Claro, mas também tinha que montar a minha morada de 12 discípulos para continuar a obra de Satanás”.

“Recordo que numa das noites de Halloween, vi o sacrifício de um rapaz. Deu-me uma imensa pena ver como o sacerdote negro pendurou o rapaz, abriu-o com uma adaga, tirou-lhe o coração e comeu-o…”.

Inscreveu-se numa seita linda
Como chegou Wilson a implicar-se neste ambiente? Ele era um rapaz tímido de 17 anos... Atraído por uma rapariga bonita.

"Era uma formosa jovem de olhos verdes claros, belíssima, com um rosto de inocência quase angelical. Um dia convidou-me para uma festa, chegámos a uma casa grande e fixei que no momento de entrar estava tudo escuro. Caminhámos, entrei com ela num lugar onde estavam outros rapazes que colocaram uma sotaina escura. Temeroso não lhe larguei a mão e também me vestiram com esta sotaina”.

Escutei um homem do grupo que falava uma estranha linguagem.

“Notei que todos falavam nesse mesmo idioma. Enquanto, assustado, permaneci calado. Logo notei que no centro de uma mesa que rodeavam estava desdenhada uma tabela Ouija com sangue que depois soube era humano, e os ponteiros da tabela começaram logo a girar ao contrário dos ponteiros do relógio”

“Os vasos de água que estavam na mesa começaram a levitar uns quantos centímetros, o mesmo se passou com as velas. Em questão de segundos entrei em pânico e quis escapar, queria correr, mas já era tarde. Escutei uma voz nas minhas costas que me disse «se foges mato-te»”.

Ficou na seita e ficou armadilhado nela. Esteve nela quase três anos, recorda, e conforme passava o tempo, sabia que chegava a hora de cumprir com o pacto.

“Era o que seguia na lista e tinha que fazer o sacrifício. Chegou o 31 de Outubro, Halloween, tudo está pronto e os integrantes devíamos jurar perante o livro do Bode (texto insigne do satanismo e de invocação de demónios); assim começa o ano satânico, invoca-se os espíritos inferiores e banha-se todos os satanistas com água de esgoto”.

E conheceu uma rapariga cristã
“Chegou uma rapariga nova ao meu bairro e tanto me fascinei com ela que quis enfeitiça-la.

Experimentei com todos os rituais que sabia, mas a ela não entrava nada".

"Foi tanta a minha obsessão que pedi ajuda ao bispo negro para que ela se enamorasse de mim. Recomendou-me que actuasse como um rapaz bom – confessa - e comecei a acompanhá-la nas cosas que ela gostava. E aí produziu-se tudo!"

"Ela rezava o Rosário de manhã e à tarde, além de ir à missa todos os dias Não sabia no que me estava metendo! Fomo-nos conhecendo e um dia pediu-me para acompanhá-la à igreja e me ajoelhasse em frente do Santíssimo. Para passar despercebido, disse, a seguia em tudo e ao entrar no lugar sagrado recorda que ela se ajoelhou perante o Santíssimo (que estava exposto para Adoração). Olhou-o convidando-o a ajoelhar-se… “mas ao fazê-lo senti no meu corpo como agulhas trespassando todos os poros da minha pele. Era tanto o incómodo que me sentia cada vez que devia acompanhá-la nisto, que às vezes a esperava fora do templo”.

Nunca esteve entre os seus planos converter-se. Mas a presença divina que habitava a rapariga lapidou os desejos de Wilson.

Esta mulher dizia-me em reiteradas ocasiões que orava pela salvação da minha alma. Ao mesmo tempo que Satanás me chamava cobrando a conta. Porque, recordemos, devia-lhe o sacrifício humano de Halloween”.

Presa de permanentes conflitos interiores disse que inclusive escutava vozes que lhe diziam:
“Mata-te! Vamos matar-te! Sacrifica-te!”. Desesperado e temeroso de revelar na seita o que sucedia, recorreu instintivamente onde o sacerdote Héctor Ochoa (já falecido) por meio do qual viveu uma experiência libertadora.

“Com o padre começou essa batalha campal que durou tempo. De mim, saíram três demónios da primeira potestade de Satanás, muito grandes”.

Voltar a Deus
O duro caminho para reconhecer-se filho de Deus requereu logo o seu total empenho, confessar-se frequentemente no sacramento da reconciliação e transparecer a sua verdade aos seus pais. A sua penitência, disse, era “ir onde as pessoas às quais tinha magoado e pedir-lhes perdão”. Não obstante, acrescenta, ainda falta uma última batalha por dar…

“Em pouco tempo, vendo a minha ausência, os membros da seita constataram o ocorrido e começaram a atentar contra a minha família. Atacavam espiritualmente, até que um dia estando no grupo de oração onde tinha começado a participar, apareceu o sacerdote negro, e disse-me «venho por você, já sabe o que se segue»”.

Depois, recorda que o líder satanista começou a balbuciar as suas maldições… “e num momento, quando estava débil, comecei a sentir atrás de mim uma voz que dizia «Deus te salve Maria, cheia que és de graça…» e cada vez foi mais forte. Senti sair detrás de mim, uma mão branca, formosa, luminosa, trazendo um rosário que enrolou no sacerdote negro”.

O líder da seita satânica saiu de imediato do lugar e depois de dez anos jamais Wilson voltou a ser agredido. Hoje destina boa parte do seu tempo a testemunhar a sua experiência com as seitas, o Demónio e em especial a verdade satânica que encerra a festa de Halloween da qual foi libertado por um testemunho da fé, um sacerdote e logo, finalmente, por intercessão da Santíssima Virgem Maria.

(Sobre a luta contra o diabo, ReL recomenda: Assim se vence o demónio, de José Mª Zavala)

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