O Pontifício Conselho para os agentes sanitários realiza o XXIX Congresso Internacional que se realizará na Cidade do Vaticano do 20 ao 22 de Novembro.
Roma, 18 de Novembro de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora
Uma síndrome que afecta pessoas e traz consequências pesadas
para as suas famílias. Organizado pelo Pontifício Conselho para os
Agentes sanitários o Congresso reúne os maiores especialistas sobre o
assunto
O XXIX Congresso Internacional promovido pelo Pontifício Conselho
para os agentes da saúde (PCOS), que se realizará na Cidade do Vaticano
do 20 ao 22 de Novembro, dedica esse ano ao tema do autismo.
Foi apresentado nesta terça-feira na sala de imprensa da Santa Sé
pelo Presidente do PCOS, monsenhor Zygmunt Zimowski; o secretário,
monsenhor Jean-Marie Mate Musivi; o subsecretário, padre Augusto Chendi,
M.I.; e o responsável da neuro-psiquiatria Infantil do Hospital "Bambino
Gesù" (Roma), Stefano Vicari.
O título do Congresso de três dias é: "A pessoa com dificuldades no
espectro autista: incentivar a esperança". O TEA – Transtorno do
Espectro Autista, é “uma questão complexa e delicada".
A TEA é um distúrbio neuro-comportamental também chamado de síndrome
de Kanner, de origem multifactorial que se manifesta principalmente nos
três primeiros anos de vida e perdura por toda a vida. Afecta pouco mais
de um por cento das crianças.
Será "uma grande oportunidade porque reúne grande cientistas. Não é
suficiente o médico, o psicólogo ou o terapeuta, mas toda a sociedade
deve unir-se neste percurso” indicou o arcebispo polaco. E esclareceu
que “o autismo não somente atinge a criança afectada, mas toda uma
família”.
Mons. Zygmunt Zimowski explicou que se trata de "sensibilizar não
somente o mundo científico, mas também as famílias atingidas e a
sociedade que pode estigmatizar esta síndrome". No autismo, além do
mais, continuou sua excelência, “existe um aspecto ético e pastoral” e,
portanto, o congresso concluirá com “uma mensagem final às dioceses e à
comunidade internacional, à Organização Mundial da Saúde e institutos
sanitários”. Porque se trata de favorecer "um diálogo entre todas as
disciplinas", explicou.
Entre as razões que levaram à escolha do tema do autismo está o facto
de que os jovens adultos que apresentam formas graves de autismo,
precisam de um grande compromisso do círculo social de pertença, dos
educadores, dos médicos e de todos os agentes sócio-assistenciais e
pastorais. “Partindo das grandes dificuldades, começando das éticas,
morais e espirituais, que enfrentam, tanto as pessoas com TEA, quanto os
que cuidam delas, nos levaram a escolher um tema tão importante”,
destacou-se na conferência de imprensa.
A cúpula terá a participação de 650 pessoas de 57 países, com
palestrantes de cinco continentes e será realizada na Nova Sala do
Sínodo. Serão três dias intensos de aprofundamento entre as diversas
disciplinas envolvidas nos casos de TEA, que inclui médicos,
especialistas famosos, cientistas, assistentes sociais e pastorais de
todo o mundo.
Por outro lado, a apresentação do congresso esclareceu que “o
objectivo principal é identificar e encontrar as ferramentas certas para a
cura e cuidado espiritual de todos aqueles que, directa ou
indirectamente, são afectados por um problema como o do autismo; para
incentivar a esperança e dar impulso existencial àqueles que vive casos
mais difíceis, como os profissionais de saúde, familiares e associações
que se encarregam”.
O momento mais importante do encontro será a audiência geral com o
Papa Francisco, quando o Santo Padre se reunirá pela primeira vez
oficialmente com o mundo do autismo.
Em preparação para o Congresso, o PCOS levou em consideração todas as
iniciativas realizadas pelas instituições, organizadores e países,
servindo-se da colaboração da Organização Mundial da Saúde e do Instituo
superior da Saúde da Itália. Para as famílias é uma tragédia porque se
perguntam: o que será do meu filho quando não estejamos mais aqui? As
respostas das instituições são muito escassas.
(18 de Novembro de 2014) © Innovative Media Inc.
in
Sem comentários:
Enviar um comentário