Ainda não há rascunhos das novas constituições, mas já se sabe a data dos próximos três encontros do conselho
Cidade do Vaticano, 04 de Julho de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora
A quinta reunião do Conselho de Cardeais, que durou quatro
dias, se encerra hoje, 4 de Julho. O conselho, formado por nove
cardeais, foi instituído pelo papa Francisco a fim de ajudá-lo na
reforma da Cúria Romana.
Os próximos encontros do grupo serão de 15 a 17 de Setembro de
2014; de 9 a 11 de Dezembro de 2014 e de 9 a 11 de Fevereiro de 2015.
O porta-voz da Santa Sé, pe. Federico Lombardi, afirmou que “os temas
tratados [nesta reunião] foram o governo da Cidade do Vaticano, a
Secretaria de Estado e o Instituto para as Obras de Religião (IOR)”.
Também “foi retomada a questão dos dicastérios, em particular o dos
leigos e da família”. O porta-voz considerou “muito interessante o objecto das conversas, o papel dos leigos e dos casais, dos homens e das
mulheres”.
O pe. Federico Lombardi informou que “ainda não há nenhuma decisão
sobre a reforma das estruturas” e que “hoje também foram abordados
outros dicastérios, mas ainda em um nível inicial de discussão”.
Além destes assuntos, o conselho também tratou “das nunciaturas, do
seu trabalho, da escolha dos núncios e dos bispos. Estamos dando
continuidade ao intercâmbio de opiniões”, disse Lombardi, precisando que
“não houve participação de outras comissões, excepto no primeiro dia,
com a comissão de vigilância cardinalícia do IOR” [Instituto para as
Obras de Religião, erroneamente conhecido no passado como o “banco
vaticano”].
“Sobre o ambiente de trabalho, há uma notável satisfação, com grande
cordialidade e serenidade. As pessoas de idioma inglês o definiram como
‘free, frank, friendly’” [livre, franco e amigável].
“O papa entra com naturalidade nesta dinâmica de diálogo, favorecendo
a liberdade de exposição, embora se trate de um conselho que faz as
propostas para que o papa depois tome as decisões finais”, prosseguiu
Lombardi. “Um cardeal me comentou que, faz alguns anos, era impensável
um clima de tanta naturalidade e cordialidade”, completou o porta-voz,
recordando ainda que “não podemos falar de rascunhos das novas
constituições por enquanto, já que elas estão sendo estudadas com
naturalidade e calma”.
Perguntado por ZENIT sobre a urgência da reforma, o pe. Lombadri
descartou esse termo e considerou que, se as reuniões se prolongarem
demais, o Santo Padre poderia estabelecer um prazo de término, mas no
momento não há necessidade.
(04 de Julho de 2014) © Innovative Media Inc.
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