Solicitam medidas concretas" para garantir que tais práticas sejam consideradas "crimes graves". Segunda-feira, 7 de Julho, Francisco encontra um grupo de vítimas de abusos em Santa Marta
Roma, (Zenit.org)
"Medidas concretas" contra os abusos sexuais dentro da
Igreja Católica. Isso é o que pedem activistas e vítimas de pedofilia do
México em uma carta dirigida ao Papa Francisco. Os signatários pediram
ao Papa para declarar tais práticas e sua ocultação como "crimes graves"
e a forçar todos os religiosos católicos a denunciar e cooperar com as
autoridades "para além de qualquer procedimento interno".
A carta também denuncia "os espaços de protecção e impunidade que
permitem que os abusadores continuem a cometer crimes”, porque os seus
casos são tratados só dentro do Vaticano e a pena máxima que enfrentam é
a "a cessação das suas funções".
"Este procedimento disciplinar administrativo não tem nada a ver com
os direitos das vítimas. É uma gravíssima violação dos direitos das
crianças", disse Alberto Athié, ex-padre mexicano que está lutando pelo
reconhecimento dos direitos das vítimas de pedofilia. Apresentando a
carta em uma conferência de imprensa, Athié afirmou que a iniciativa nasceu
tendo em vista a próxima reunião entre o Papa e a Comissão anti abuso,
instituída no dia 22 de Março deste ano, para investigar e prevenir esses
crimes.
Por sua parte, o Papa Bergoglio se encontrará, nesta segunda-feira, 7
de Julho, na Casa Santa Marta, com um grupo de vítimas de abusos
sexuais por parte do clero, provenientes de alguns países do mundo. O
encontro tinha sido anunciado pelo próprio Papa durante a conferência de
imprensa no voo de volta da Terra Santa, e depois confirmado
oficialmente.
É a primeira vez, desde a sua eleição, que Francisco vai se encontrar
com homens e mulheres abusadas sexualmente por padres e religiosos, vai
recebê-los para ouvir as suas experiências e, claro, para mostrar a sua
proximidade e reiterar uma linha de "tolerância zero" para tais actos.
Para acompanhar as vítimas de países como a Grã-Bretanha, Estados
Unidos e Polónia, estará o cardeal Sean O'Malley, entre os membros da
referida Comissão. O encontro provavelmente vai começar com uma Missa
celebrada e presidida pelo Santo Padre na capela da Domus Vaticana. Em
seguida, será realizado em privado e, de acordo com fontes do Vaticano, o
Papa vai oferecer aos hóspedes a oportunidade de contar o próprio
sofrimento.
(S.C./Trad.T.S.)
(04 de Julho de 2014) © Innovative Media Inc.
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