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sábado, 5 de julho de 2014

México: activistas e vítimas de pedofilia escrevem ao Papa

Solicitam medidas concretas" para garantir que tais práticas sejam consideradas "crimes graves". Segunda-feira, 7 de Julho, Francisco encontra um grupo de vítimas de abusos em Santa Marta


Roma, (Zenit.org)


"Medidas concretas" contra os abusos sexuais dentro da Igreja Católica. Isso é o que pedem activistas e vítimas de pedofilia do México em uma carta dirigida ao Papa Francisco. Os signatários pediram ao Papa para declarar tais práticas e sua ocultação como "crimes graves" e a forçar todos os religiosos católicos a denunciar e cooperar com as autoridades "para além de qualquer procedimento interno".

A carta também denuncia "os espaços de protecção e impunidade que permitem que os abusadores continuem a cometer crimes”, porque os seus casos são tratados só dentro do Vaticano e a pena máxima que enfrentam é a "a cessação das suas funções".

"Este procedimento disciplinar administrativo não tem nada a ver com os direitos das vítimas. É uma gravíssima violação dos direitos das crianças", disse Alberto Athié, ex-padre mexicano que está lutando pelo reconhecimento dos direitos das vítimas de pedofilia. Apresentando a carta em uma conferência de imprensa, Athié afirmou que a iniciativa nasceu tendo em vista a próxima reunião entre o Papa e a Comissão anti abuso, instituída no dia 22 de Março deste ano, para investigar e prevenir esses crimes.

Por sua parte, o Papa Bergoglio se encontrará, nesta segunda-feira, 7 de Julho, na Casa Santa Marta, com um grupo de vítimas de abusos sexuais por parte do clero, provenientes de alguns países do mundo. O encontro tinha sido anunciado pelo próprio Papa durante a conferência de imprensa no voo de volta da Terra Santa, e depois confirmado oficialmente.

É a primeira vez, desde a sua eleição, que Francisco vai se encontrar com homens e mulheres abusadas sexualmente por padres e religiosos, vai recebê-los para ouvir as suas experiências e, claro, para mostrar a sua proximidade e reiterar uma linha de "tolerância zero" para tais actos.

Para acompanhar as vítimas de países como a Grã-Bretanha, Estados Unidos e Polónia, estará o cardeal Sean O'Malley, entre os membros da referida Comissão. O encontro provavelmente vai começar com uma Missa celebrada e presidida pelo Santo Padre na capela da Domus Vaticana. Em seguida, será realizado em privado e, de acordo com fontes do Vaticano, o Papa vai oferecer aos hóspedes a oportunidade de contar o próprio sofrimento.

(S.C./Trad.T.S.) 

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