O caso de uma ergoterapeuta inglesa, afastada do trabalho por ter convidado uma colega muçulmana à própria paróquia, e por ter-lhe dado um livro sobre uma história de conversão do islamismo ao cristianismo
Roma, 07 de Julho de 2014 (Zenit.org) Luca Marcolivio
Seus crimes foram três: ter dito a uma colega muçulmana que
teria rezado por ela, tê-la convidado à igreja e, além disso, tê-la
presenteado com um livro sobre a história de uma mulher muçulmana que se
converte ao cristianismo.
Por estas razões, Victoria Wasteney, 37 anos, foi denunciada com a
acusação de "bullying." A mulher, ergoterapeuta de profissão, foi
sancionada pelo Serviço Nacional de Saúde britânico, com a suspensão do
trabalho por nove meses, e proibida de abordar questões religiosas na
sede da empresa.
Nem um pouco amedrontada, a senhora Wasteney prometeu batalha legal
contra o East London NHS Foundation Trust, para a qual colabora como
parte de uma equipe de trinta terapeutas ocupacionais. "Eu acredito na
tolerância para com todos, por isso contesto o que aconteceu comigo",
declarou no mês de Fevereiro desse ano, depois da sanção imposta.
No trabalho Victoria tinha feito amizade com a sua colega muçulmana,
recentemente transferida para Londres. Com muita liberdade, naturalidade
e respeito mútuo tinham conversado longamente sobre suas respectivas
crenças e Victoria, muitas vezes, tinha convidado a amiga para algumas actividades paroquiais, sem nunca fazer proselitismo com ela.
As duas mulheres tinham descoberto uma ampla gama de interesses em
comum, incluindo a causa humanitária contra o tráfico de seres humanos,
apoiada pela comunidade visitada por Victoria, que tinha adivinhado "que
Deus tinha um plano" para a sua amiga.
Um dia, porém, a muçulmana adoeceu e Wasteney foi visita-la no hospital, presenteando-lhe, para a ocasião, um livro intitulado I Dares to Call Him Father (me atrevi a chamá-lo de Pai), que contava a já citada história de conversão.
Victoria tinha então incentivado a amiga a procurar a ajuda de Deus
para a sua cura: porque a doente não conseguia encontrar forças para
orar, a amiga fez isso por ela. Sem nomear Cristo, nem Allah, e talvez
nem sequer dizer “Deus” ou “Senhor”, Victoria afirmou genericamente:
“Creio que Tu trarás paz e cura”.
O caso legal da Sra. Wasteney está sendo seguido agora pelo Christian
Legal Center, na pessoa do advogado Paul Diamond, especialista em
direitos humanos.
Andrea Williams, director executivo do Christian Legal Center,
declarou que o caso demonstra que “o sistema sanitário nacional
(britânico, ndr) está cada vez mais dominado por uma agenda liberal
sufocante que faz saltos mortais para favorecer certas crenças, mas pune
os cristãos”. (Trad.T.S.)
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Fontes:
(07 de Julho de 2014) © Innovative Media Inc.
in
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