Discurso do Papa aos detidos de Isernia
Roma, 06 de Julho de 2014 (Zenit.org)
O Papa Francisco durante sua visita apostólica à região de
Molise, ao sul da Itália, visitou os detidos no presídio de Isernia.
Apresentamos a íntegra do discurso.
Queridos irmãos e irmãs,
Agradeço a todos vocês pela vossa acolhida. Vos agradeço pelo
testemunho de esperança, que ouvi das palavras do vosso representante.
Também na saudação da Directora, me tocou esta palavra: esperança. Este é
o desafio. Como disse há duas semanas em Castrovillari: o desafio do
reintegração social. E por isto é preciso fazer um percurso, um caminho,
seja no externo, no cárcere, na sociedade, seja no próprio interno, na
consciência, no coração.
O importante é não estar parado (quando a água esta parada apodrece) porém caminhar, dar um passo a cada dia, com a ajuda do Senhor. Deus é
Pai, é misericórdia, nos ama sempre. Se nós o procuramos, Ele nos
acolhe nos perdoa, “não se cansa nunca de perdoar”: é o lema desta
visita. Nos levanta e nos restitui plenamente a nossa dignidade. Deus
não se esquece de nós. Existe um texto na Bíblia, do profeta Isaías, que
diz: Se a mãe se esquecer do seu próprio filho (e é impossível) Eu
não e esquecerei jamais (Is 49,15).
Com esta confiança se pode caminhar, dia após dia. E com este amor fiel que nos acompanha a esperança não nos decepciona.
Podemos rezar juntos à Nossa Senhora, nossa Mãe, para que nos ajude e nos proteja. Ave Maria…
(Trad.:Canção Nova)
(06 de Julho de 2014) © Innovative Media Inc.
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