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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Tomasi: "Os conflitos armados são sempre um fracasso da política e da humanidade"

O Observador Permanente da Santa Sé nas Nações Unidas palestrou na Conferência dos Estados Partes da Convenção que proíbe ou limita o uso de armas excessivamente lesivas


Roma, 11 de Novembro de 2014 (Zenit.org)


Um trabalho de cooperação internacional para resolver o problema dos resíduos explosivos de guerra ou abandonados foi o assunto abordado por Dom Silvano Tomasi, observador permanente da Santa Sé ante o Escritório das Nações Unidas em Genebra, na Conferência dos Estados Partes da Convenção que proíbe ou restringe o uso de armas convencionais, excessivamente prejudiciais ou com efeitos indiscriminados, que remonta a 1983.

Partindo do pressuposto de que "guerras e os conflitos armados são sempre um fracasso da política e da humanidade", Tomasi disse que "o direito humanitário deveria manter uma dimensão humana essencial para garantir a cooperação nacional e internacional."

E se “a comunidade internacional não consegue preservar a paz, não deveria aceitar um segundo fracasso", alertou o representante da Santa Sé, fazendo referência ao cumprimento do V Protocolo da Convenção, que trata da eliminação de resíduos bélicos, adoptado em 2003. De acordo com o prelado trata-se de "um modesto esforço para evitar que pessoas inocentes sejam vítimas de conflitos concluídos."

Aderir ao cumprimento do Protocolo "não é apenas uma exigência da lei", mas também um "dever moral para com as pessoas e um dever político para restaurar a paz”. Um lembrete da responsabilidade da comunidade internacional para com o problema dos resíduos de guerra ou abandonados são os recentes conflitos no Oriente Médio, Norte da África, Europa.

Por esta razão – destacou Dom Tomasi – é preciso uma "completa conformidade" do Artigo 4 do Protocolo que estabelece "a obrigação de fornecer informações (incluindo avisos para a população civil) sobre o tipo de munição usada ou abandonada, e sobre as áreas afectadas." Neste sentido, se "é verdade que a primeira responsabilidade do Estado em causa", "é também uma obrigação a cooperação internacional."

O observador do Vaticano, em seguida, lembrou que "a maioria dos conflitos actuais", envolvem "países em desenvolvimento, que nem sempre têm meios suficientes para superar as consequências dos conflitos armados em seu território."

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