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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Episcopado mexicano pede o fim da corrupção, da impunidade e da violência

Conferência Episcopal manifesta solidariedade às famílias dos 43 estudantes de Iguala


Roma, 11 de Novembro de 2014 (Zenit.org)


Basta de tanta corrupção, impunidade e violência! Esta é a exortação dos bispos mexicanos em união com toda a sociedade do país, após a confirmação de que os 43 estudantes desaparecidos desde 26 de setembro no Estado de Guerrero foram assassinados por membros do grupo criminoso Guerreros Unidos, de acordo com o testemunho de suspeitos presos que se declararam autores do crime.

"Com grande consternação", os bispos de México declararam a sua "solidariedade para com os pais, mães, familiares e companheiros dos 43 estudantes desaparecidos. Saibam que estamos pedindo a Deus que lhes dê fortaleza nesta hora de dor e nos conceda que seja plenamente esclarecido o que aconteceu com os seus filhos, irmãos e companheiros".

Os prelados também pedem "respeitosa e energicamente" às autoridades "que levem a investigação até as últimas consequências para elucidar com certeza o que aconteceu com os desaparecidos e punir com todo o peso da lei os autores intelectuais e materiais" do crime bárbaro. O comunicado publicado no site da Conferência Episcopal exige "que se faça valer o estado de direito para dar fim a toda forma de violência, actividade ilícita, corrupção, impunidade, nexos e cumplicidade de autoridades com o crime organizado".

Às forças políticas e à sociedade, os bispos reiteram "nosso apelo a não lucrar com esta desgraça e a contribuir com responsabilidade na criação de um México em que a vida, a dignidade e os direitos de todos e todas sejam plenamente reconhecidos, respeitados, promovidos e defendidos".

Finalmente, os prelados pedem que Deus, por intercessão de Santa Maria de Guadalupe, "nos acompanhe, fortaleça e ilumine neste momento escuro da nossa história".

Em 26 de Setembro, cerca de 80 estudantes da escola rural Raúl Isidro Burgos, em Iguala, foram abordados por patrulhas policiais que tentaram parar o comboio de ónibus. Os agentes começaram a disparar.  Durante uma conferência de imprensa em que foi denunciada esta violência, 43 estudantes foram sequestrados por homens armados. Vários membros da polícia foram detidos após ser reconhecidos como autores da primeira agressão armada, em que 6 pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas.

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