Milhões de marteladas decoram a obra de um ourives argentino
Roma, 09 de Setembro de 2014 (Zenit.org) Alvear Metalli
Ele disse e fez. Dentro de poucos dias, o cálice para o papa
Francisco partirá de Buenos Aires para Roma e, espera o seu criador,
acabará nas mãos do pontífice, para quem foi destinado desde o
princípio.
Não é um cálice qualquer. Ele traz gravado o clássico emblema
eucarístico dos jesuítas, JHS, e a imagem de Nossa Senhora Desatadora
dos Nós, que Francisco tanto venera. Mas o mais extraordinário dessa
peça de prataria argentina é que ela foi apenas começada pelo ourives
Juan Carlos Pallarols, da sexta geração de uma família de ourives
catalães que trabalharam para Leão XIII, Pio XI e Pio XII; quem
completou a obra foi o povo argentino.
Foi nas mãos de gente comum, na saída das missas, que Pallarols
colocou o cálice, um martelo e um cinzel para que cada um deixasse a sua
marca.
O artesão de setenta anos garante que os “golpes” no cálice foram
muitos: vinte milhões, produzidos por seis milhões de mãos, durante os
14 meses em que percorreu a Argentina. É uma média de 30.000 “golpes”
dados no cálice por dia.
As batidas foram transformando a prata procedente da mina Manantial
Espejo, na província argentina sulista de Santa Cruz, em uma obra
colectiva que, dentro de poucos dias, chegará até a Casa Santa Marta.
(09 de Setembro de 2014) © Innovative Media Inc.
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