Visitar em família lugares de tradição cultural é uma importante contribuição ao desenvolvimento da identidade e do compromisso com o mundo
Madrid, 09 de Setembro de 2014 (Zenit.org)
Reproduzimos um texto da espanhola Carmen Francisco M.
Embora as novas tecnologias nos facilitem a visita virtual a museus
e templos históricos, visitá-los presencialmente e em família causa um
impacto positivo diferente.
Crianças e jovens recebem de nós, adultos, uma história de família e
de fé. Todos juntos, como família, nos vinculamos mais claramente a
tradições culturais históricas legadas pelas gerações que nos
antecederam.
Com as ideias de consumismo e imediatismo que interferem hoje na
escolha das actividades familiares, visitar monumentos históricos talvez
não nos pareça a opção mais sedutora. No entanto, sabendo que o
benefício é o desenvolvimento mais integral de todos, podemos nos
preparar para ser tenazes e entusiastas promotores de visitas familiares
a esse tipo de lugar.
Eu, pessoalmente, considero que o gosto por esses passeios pode ir
sendo “treinado”. Em dado momento, ficamos surpresos ao perceber que
cada integrante da família já vai identificando a sua “especialidade” e
dando a sua contribuição original.
Alguns aspectos a levar em consideração:
- A idade das crianças e dos jovens e as suas diferentes etapas de amadurecimento.
- A informação prévia sobre o lugar: dados curiosos que possam chamar a atenção.
- Refletir sobre como esta informação nos afeta em nossa história familiar.
Do ponto de vista da fé, toda a realidade é um grande presente de
Deus. Participamos como humanidade com erros e acertos. É nesse caminho
que a história nos oferece uma herança e um horizonte do qual podemos
participar todos os dias. Ver nos monumentos da história a presença de
Deus é o dom mais precioso que podemos legar aos nossos filhos nessas
visitas.
A comunicação é percebida por cada um de maneira diferente. Alguns
vão querer fazer perguntas incansavelmente; outros vão preferir fazer a
visita em silêncio. Alguns darão a mão e outros vão querer se perder de
vista. A nossa atitude aberta e acolhedora é crucial para acompanhá-los.
O comportamento e o tom de voz dos mais velhos são importantes para
dar exemplo de respeito às normas: não tocar, guardar silêncio, não
tirar fotografias, não ultrapassar limites etc. As normas devem ser
vistas como um ato de cuidado do património comum.
Podemos caminhar em família desta forma, como pedras vivas da história, em dias oportunos de férias ou em alguns fins de semana.
(09 de Setembro de 2014) © Innovative Media Inc.
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