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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O referente ideológico de Podemos converteu-se antes de morrer graças a Santa Teresinha

As ideias do comunista Gramsci inspiram a formação 

O referente de Podemos morreu reconciliado com a Igreja

Antonio Gramsci, fundador do Partido Comunista Italiano, inspirou os líderes de Podemos para chegar ao poder em Espanha. Sem dúvida, o comunista italiano converteu-se antes de morrer e recebeu os sacramentos. A notícia deixou em choque a Itália.

Actualizado 19 de Agosto de 2014

J. Lozano / ReL

Podemos converteu-se num dos fenómenos políticos mais relevantes em Espanha e na Europa no último ano devido aos seus resultados eleitorais nas eleições europeias e as suas propostas populistas e da extrema-esquerda. O movimento nascido na Universidade Complutense entre professores de Ciência Política bebe do marxismo ainda que um dos seus referentes mais claros na hora de focar a linha que estão levando actualmente é Antonio Gramsci, fundador do Partido Comunista italiano.

Um dos líderes e principal ideólogo de Podemos, o professor Juan Carlos Monedero, que leva sempre uma fotografia do líder comunista italiano e que inspirou de sobremaneira a linha ideológica da nova formação.

Em linhas gerais e de maneira muito resumida Gramsci propunha uma versão mais sofisticada do marxismo, quer dizer, mais que uma revolução armada propunha tomar o controlo desde dentro, sobretudo em sociedades avançadas.

De maneira primordial propunha acabar com as crenças, tradições e costumes que falassem da transcendência do homem. A sua intenção era conseguir “uma hegemonia cultural” para o chamado “eurocomunismo” e no qual a Igreja representava o seu pior inimigo.

Uma conversão surpreendente
Esta nova cultura e esta hegemonia cultural é o que pretende levar a cabo Podemos seguindo as linhas do seu mestre Gramsci. Sem dúvida, apesar de que tudo isto foi idealizado pelo comunista italiano no final da sua vida abraçou a fé e morreu recebendo os sacramentos e reconciliando-se com a Igreja a qual tentou aniquilar. E neste papel teve um papel primordial Santa Teresinha do Menino Jesus. Sem dúvida, esta volta radical de Gramsci será completamente obviada pelos líderes de Podemos apesar de que há já vários anos que se fez pública a conversão do fundador do comunismo italiano e que supôs um choque na sociedade transalpina.

Tudo se soube quando no Vaticano, o perfeito emérito da Penitenciária Apostólica, monsenhor Luigi De Magistris, deu a conhecer que Gramsci retornou à fé católica antes de morrer em 1937. Contava que no hospital no qual estava ingressado e no qual faleceu pouco depois havia uma imagem de Santa Teresinha do Menino Jesus que nunca quis deixar.

A imagem de Santa Teresinha

Durante a sua enfermidade, as monjas da clínica levavam pelos quartos uma imagem do Menino Jesus para que os enfermos a beijassem. Mas no seu quarto não passaram e queixou-se perguntando porque não lhe tinham levado a imagem. “Para não o aborrecer”, responderam as religiosas.

Ainda assim, Gramsci quis ver a imagem e quando a levaram beijou “com sinais de comoção”, disse a monja Maria Pinna, que estava ali. Outra religiosa, recordou o monsenhor, a suíça irmã Gertrude, revelou que no quarto do comunista italiano, o número 26 da clínica, havia uma imagem de Santa Teresinha do Menino Jesus pela qual tinha uma grande simpatia o líder político, “ao ponto de não querer que fosse retirada ou movida”. Depois deste episódio no quarto do hospital no qual mais tarde morreu, Gramsci solicitou os sacramentos e pouco depois morreu com a idade de 46 anos.

Em declarações ao diário La Stampa, o teólogo Gianni Baget Bozzo disse que a imagem de Santa Teresa foi chave para poder explicar a conversão do fundador do Partido Comunista italiano. “Santa Teresa ofereceu a sua vida pela conversão do anarquista Prandini, que efectivamente antes de ser guilhotinado pediu para beijar o crucifixo”.


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