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sábado, 13 de setembro de 2014

Confirmada viagem do papa à Turquia

A Santa Sé recebeu hoje o convite oficial para a viagem que deverá acontecer no final de Novembro


Cidade do Vaticano, 12 de Setembro de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora


O director da sala de imprensa da Santa Sé, pe. Federico Lombardi, respondeu hoje aos jornalistas sobre a já especulada viagem do Santo Padre à República da Turquia.

Lombardi afirmou que “a Santa Sé recebeu a carta de convite oficial do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, para uma visita do papa Francisco ao país. A viagem será nos últimos dias de Novembro”, mas “a duração e a programação ainda devem ser definidas”.

Situada entre a Europa e a Ásia e herdeira do Império Otomano, a Turquia é considerada uma ponte histórica entre as culturas e civilizações do Oriente e do Ocidente.

É um país 99% muçulmano, com prevalência sunita. A constituição reconhece a liberdade de culto para os indivíduos, embora existam limitações nos sectores político e educativo para quem pratica outras religiões. Nos últimos anos, a ideia da laicidade do Estado foi perdendo terreno diante do fortalecimento do islão. A constituição reconhece a liberdade de culto.

Em 1949, a Turquia se afiliou ao Conselho da Europa; em 1952, à NATO; posteriormente, à OCDE, OCSE e ao G-20. Em 1995, conseguiu um acordo de união aduaneira com a Europa e em 2005 começou a negociar a sua adesão à União Europeia. 

O papa Francisco será o quarto pontífice a realizar uma visita oficial à Turquia, depois de Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI.

Em 2004, ao receber Osman Durak, embaixador da Turquia perante a Santa Sé, João Paulo II advogou por uma adequada separação entre a Igreja e o Estado, a fim de que os cidadãos, independentemente de religião, possam oferecer a sua melhor contribuição à sociedade.

Bento XVI esteve em Istambul em 2006, na Mesquita Azul, onde guardou instantes de recolhimento. A viagem aconteceu pouco depois do seu discurso na Universidade de Ratisbona, onde as suas palavras sobre a violência e o islão foram manipuladas pela media a ponto de gerar polémica na época.
Um ponto crítico em aberto nas relações com a Turquia é o genocídio perpetrado pelo exército otomano contra o povo arménio entre 1915 e 1916, que matou mais de 1,5 milhão de pessoas. Ankara não reconhece o episódio como genocídio, mas o papa Francisco o mencionou, embora sem citá-lo explicitamente, diante do katholikós ortodoxo arménio Aram Ier Kechichian. O Santo Padre celebrará em Abril, na basílica de São Pedro, uma missa pelas pessoas exterminadas. Por sua vez, a Igreja turca gostaria de canonizar várias vítimas do extermínio em 2015, ano do centenário do genocídio.

Esta será a quinta viagem apostólica de Francisco, depois da vinda ao Brasil e das visitas à Terra Santa, à Coreia do Sul e à Albânia, esta última programada para o final deste mês.

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