Actualizado 17 de Maio de 2014
Aciprensa / ReL
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| Daniel, Meriam e a sua filha mais velha, em fotos que usam os médias nestes dias |
Dani Wani, o esposo cristão de Meriam Tehya Ibrahim, uma mulher de 27 anos de idade com oito meses de gravidez, condenada à morte na forca no Sudão acusada de apostasia contra o Islão, confessou a sua frustração ao não saber o que fazer para obter a liberdade da sua esposa e assegurou que está refugiado na oração.
Em declarações à cadeia de notícias CNN em 15 de Maio, Dani Wani, que usa cadeira de rodas e depende em grande medida dos cuidados da sua esposa, disse que "estou tão frustrado. Não sei que fazer. Só estou rezando".
Meriam Tehya Ibrahim foi condenada à morte por supostamente renunciar ao Islão, apesar de que ela assegura sempre ter sido cristã.
Com efeito, a mãe de Meriam a criou cristã ortodoxa, logo que o seu pai muçulmano abandonou o lar. Sem dúvida, para a corte a religião da jovem é a do seu pai, pelo que a sua execução se deverá realizar dentro de pouco tempo de dar à luz o seu bebé. [Outras fontes consideram que pode ser inclusive 2 anos depois, nota de ReL]
A corte também a sentenciou a 100 chicotadas pelo delito de adultério, pois o seu casamento com um cristão como Dani Wani não é reconhecido pela lei islâmica.
Depois de ser advertida por um religioso muçulmano do perigo para a sua vida e depois de lhe ter sido oferecido voltar ao Islão, Meriam assegurou que "sou cristã e continuarei sendo cristã".
Durante este tempo, a mulher grávida permanece na cadeia junto ao seu outro filho de um ano e oito meses.
O advogado da jovem, Mohamed Jar Elnabi, assegurou à CNN que Meriam "é muito forte e muito firme. É muito clara em que é cristã e que sairá algum dia".
Elnabi assinalou além disso que o outro filho de Meriam, que está junto a ela na prisão, "está muito afectado por estar preso dentro de uma prisão com tão pouca idade. Está sempre adoecendo devido à falta de higiene e às bactérias".
A jovem também está enfrentando complicações na sua gravidez, indicou o advogado, pois inclusive um pedido para levá-la a um hospital privado lhe foi negado "devido a medidas de segurança".
O advogado Elnabi indicou que recebeu ameaças de morte, exigindo-lhe que abandone a defesa de Meriam.
"Sinto-me muito assustado", confessou, pois desde o dia anterior à sentença da jovem "vivo com medo ao escutar uma porta abrir-se ou um ruído estranho na rua".
Sem dúvida, o advogado assegurou que "não poderia nunca deixar o caso. Este é um assunto de crenças e princípios. Devo ajudar alguém que está em necessidade, inclusive se me custar a minha vida".
O congressista dos Estados Unidos Chris Smith, chefe do painel congressista que supervisiona a política estadunidense em África, disse em 15 de Maio que a sentença de morte contra Meriam "é uma afronta contra a liberdade religiosa em todas as partes".
"A rejeição do governo do Sudão em permitir a liberdade religiosa foi uma das razões da prolongada guerra civil no Sudão. Os Estados Unidos e o resto da comunidade internacional devem exigir ao Sudão que reverta esta sentença imediatamente".
Smith assinalou que "a disposição da senhora Ibrahim para defender a sua fé (inclusive frente à morte) é um verdadeiro sinal de uma pouco comum coragem e valentia".
Em declarações à cadeia de notícias CNN em 15 de Maio, Dani Wani, que usa cadeira de rodas e depende em grande medida dos cuidados da sua esposa, disse que "estou tão frustrado. Não sei que fazer. Só estou rezando".
Meriam Tehya Ibrahim foi condenada à morte por supostamente renunciar ao Islão, apesar de que ela assegura sempre ter sido cristã.
Com efeito, a mãe de Meriam a criou cristã ortodoxa, logo que o seu pai muçulmano abandonou o lar. Sem dúvida, para a corte a religião da jovem é a do seu pai, pelo que a sua execução se deverá realizar dentro de pouco tempo de dar à luz o seu bebé. [Outras fontes consideram que pode ser inclusive 2 anos depois, nota de ReL]
A corte também a sentenciou a 100 chicotadas pelo delito de adultério, pois o seu casamento com um cristão como Dani Wani não é reconhecido pela lei islâmica.
Depois de ser advertida por um religioso muçulmano do perigo para a sua vida e depois de lhe ter sido oferecido voltar ao Islão, Meriam assegurou que "sou cristã e continuarei sendo cristã".
Durante este tempo, a mulher grávida permanece na cadeia junto ao seu outro filho de um ano e oito meses.
O advogado da jovem, Mohamed Jar Elnabi, assegurou à CNN que Meriam "é muito forte e muito firme. É muito clara em que é cristã e que sairá algum dia".
Elnabi assinalou além disso que o outro filho de Meriam, que está junto a ela na prisão, "está muito afectado por estar preso dentro de uma prisão com tão pouca idade. Está sempre adoecendo devido à falta de higiene e às bactérias".
A jovem também está enfrentando complicações na sua gravidez, indicou o advogado, pois inclusive um pedido para levá-la a um hospital privado lhe foi negado "devido a medidas de segurança".
O advogado Elnabi indicou que recebeu ameaças de morte, exigindo-lhe que abandone a defesa de Meriam.
"Sinto-me muito assustado", confessou, pois desde o dia anterior à sentença da jovem "vivo com medo ao escutar uma porta abrir-se ou um ruído estranho na rua".
Sem dúvida, o advogado assegurou que "não poderia nunca deixar o caso. Este é um assunto de crenças e princípios. Devo ajudar alguém que está em necessidade, inclusive se me custar a minha vida".
O congressista dos Estados Unidos Chris Smith, chefe do painel congressista que supervisiona a política estadunidense em África, disse em 15 de Maio que a sentença de morte contra Meriam "é uma afronta contra a liberdade religiosa em todas as partes".
"A rejeição do governo do Sudão em permitir a liberdade religiosa foi uma das razões da prolongada guerra civil no Sudão. Os Estados Unidos e o resto da comunidade internacional devem exigir ao Sudão que reverta esta sentença imediatamente".
Smith assinalou que "a disposição da senhora Ibrahim para defender a sua fé (inclusive frente à morte) é um verdadeiro sinal de uma pouco comum coragem e valentia".
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