Reafirmadas as directrizes de transparência estabelecidas por Bento XVI e continuadas pelo papa Francisco
Cidade do Vaticano, 08 de Julho de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora
O Instituto para as Obras de Religião (IOR), erroneamente
conhecido no passado como “o banco do Vaticano”, publicou hoje os
resultados do balanço de 2013 e anunciou o final da Fase I da sua
reestruturação, além de dar início à Fase II.
As metas conquistadas pelo IOR foram qualificadas como "positivas
na primeira metade de 2014, com bons resultados económicos”, embora o
informe admita que “pesam nos números de 2013 os custos necessários para
completar a Fase I e os relacionados com investimentos que são herança
da gestão anterior”.
A Fase II, que integrará o IOR ao novo contexto económico e
administrativo do Vaticano, “será confiada a um novo conselho e a uma
nova equipe de dirigentes” que “trabalharão em uma estrutura de gestão
renovada”, informa o comunicado.
O presidente do Conselho de Intendência, Ernst von Freyberg, declarou
que, “conforme decidido em maio de 2013, nós nos concentramos no objectivo de adequar o IOR à regulamentação financeira e torná-lo mais
seguro e transparente, para que o Santo Padre possa ter mais opções no
momento de decidir sobre o futuro do Instituto”.
O dirigente informou que o balanço foi redigido em conformidade com
os princípios contabilísticos internacionais (IFRS) e submetido à revisão da
Deloitte & Touche.
O comunicado precisa ainda que a prestação anual de contas de 2013
será publicada em 15 de Julho no site do IOR (www.ior.va), acompanhada
pela relação dos revisores.
O lucro do Instituto, de acordo com Freyberg, foi de 2,9 milhões de
euros, menor que os 70 milhões registados sem os custos da
reestruturação. Figuram no informe diversos particulares do balanço,
entre os quais um aumento de 8,3 milhões de euros devido
“prevalentemente aos custos de 2013 relacionados com os serviços
profissionais que foram necessários para a reorganização e reforma do
Instituto”.
A Fase I do processo de reforma, iniciada em Abril-Maio de 2013, se
apoiou em três bases: adequação aos modelos internacionais,
esclarecimento sobre os clientes e transparência.
O relatório informa que foram encerradas as contas de 2.600 clientes
não operativos e cancelado o relacionamento com outros 396 clientes,
devido à restrição das categorias de clientes exclusivamente a
instituições católicas. Com as revisões realizadas para completar todos
os documentos identificativos dos clientes, foram bloqueados 1.329
clientes particulares e 762 clientes institucionais até fornecerem todos
os seus dados em falta.
(08 de Julho de 2014) © Innovative Media Inc.
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