O Vaticano anunciou que o novo presidente do Instituto para as Obras de Religião é Jean-Baptiste de Franssu, que continuará a reforma iniciada por Bento XVI e reafirmada pelo papa Francisco
Cidade do Vaticano, 09 de Julho de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora
Os nomes dos novos membros do Conselho de Administração do
Instituto para as Obras de Religião (IOR) foram divulgados nesta
quarta-feira aos meios de comunicação na sala de imprensa da Santa Sé.
O francês Jean-Baptiste de Franssu assume o comando do IOR para os
próximos anos, substituindo o alemão Ernest von Freyberg, que, nos
últimos dois, respondeu pela Fase I da reestruturação da entidade,
baseada em três pontos fundamentais: adequação aos modelos
internacionais, carteira clara de clientes e transparência nas
operações.
Na apresentação à imprensa, estiveram presentes o cardeal australiano
George Pell, prefeito da Secretaria de Economia do Vaticano, o
consultor maltês Joseph Zara, o ex-director Ernest Von Freyberg, o novo director Jean-Baptiste de Franssu e o porta-voz do Vaticano, pe. Federico
Lombardi.
Franssu já está no Vaticano há um ano e foi membro da comissão que
estudou os problemas económicos e administrativos da Santa Sé. Actualmente, é membro do Conselho de Economia, equivalente ao “Ministério
da Economia” do Vaticano.
Entre 2009 e 2011, o economista francês foi presidente da Efama,
associação europeia de gestão de fundos, além de director em uma
corporação bancária da França, conforme publicado por meios de
comunicação italianos focados em finanças.
O cardeal Pell, na apresentação, recordou que as mudanças iniciadas
pela nova Secretaria de Economia seguiram as recomendações da comissão
COSEA, encarregada de estudar as estruturas económicas e administrativas
da Santa Sé, em vistas de uma futura reforma.
Pell acrescentou que as mudanças acontecerão na APSA, entidade que gerência os móveis e imóveis da Santa Sé, nos fundos de pensão, nos
meios de comunicação do Vaticano e no IOR. O purpurado anunciou ainda a
criação de um escritório para a gestão de projectos (PMO) sob a direcção
do “ministério da economia” do Vaticano.
A APSA passa a integrar a estrutura da Secretaria de Economia, “um
passo importante” para que “a Secretaria de Economia exerça as suas
responsabilidades no controle e na vigilância das entidades da Santa
Sé”, declarou Pell.
Quanto aos fundos de pensão, será constituída uma comissão técnica
para estudar as formas de garantir as reformas das actuais e das
futuras gerações.
Para os meios de informação do Vaticano, também está prevista uma
reforma a ser realizada ao longo dos próximos doze meses. Serão levadas
em conta as mudanças ocorridas nas modalidades de comunicação nos
últimos anos, provocadas principalmente pelas plataformas digitais. As
estruturas vaticanas passarão por adaptações a fim de terem os custos
reduzidos.
O comité encarregado deste delicado trabalho contará com seis peritos
de diversos idiomas. Um segundo grupo será formado por jornalistas e
especialistas do Vaticano, entre os quais o latino-americano Lucio Ruíz e
o director do diário L’Osservatore Romano, Giovanni Maria Vian.
No tocante ao IOR, o cardeal Pell enfatizou o que o Santo Padre tinha
confirmado no dia 7 de Abril de 2014 sobre a missão do Instituto para
as Obras de Religião. “Sob a orientação da Secretaria de Economia e
deste conselho, o IOR anunciou planos para uma nova fase de
desenvolvimento”, agregou o cardeal.
Pell completou: “O Conselho de Cardeais, a Secretaria de Economia, a
Comissão de Supervisão dos Cardeais e a direcção do IOR chegaram ao
acordo de que este plano será levado adiante pela nova equipe executiva,
dirigida por Jean-Baptiste de Franssu”.
(09 de Julho de 2014) © Innovative Media Inc.
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