Seu veículo foi jogado para fora da estrada em 4 de Agosto de 1976, durante os anos da ditadura militar
Roma, 08 de Julho de 2014 (Zenit.org)
O tribunal argentino de La Rioja condenou o ex-general do
exército Luciano Benjamin Menéndez, 86, e o ex-vice-comodoro Luis
Fernando Estrella, 82, como responsáveis pelo assassinato de Dom Enrique
Angelelli em 4 de Agosto de 1976, durante os anos de ditadura militar.
Durante décadas, as autoridades afirmavam que a morte do bispo
teria sido acidental. O caso foi reaberto em 2010, quando um ex padre
que estava no carro com Angelelli, Arturo Pinto testemunhou explicando
que o veículo foi empurrado intencionalmente para fora da estrada na
altura de Punta de los Llanos, quando foram emboscados.
A imprensa local informou que o tribunal federal composto por Camilo
Quiroga, Carlos Lascano e Juan Carlos Reynaga, condenou à prisão
perpétua os dois réus. Ambos estavam sob prisão domiciliar e agora foi
ordenado a transferência para a prisão de Bouwer, também por motivos de
idade e saúde dificilmente estes permanecerão na cadeia.
Naquela época Menendez era o chefe da III Cuerpo de Ejército, com jurisdição em dez províncias argentinas, com sede em Córdoba; e o vice-chefe da base aérea de El Chamical, onde funcionava um centro clandestino da repressão.
A declaração foi lida em 4 de Julho, na presença de muitos
simpatizantes de organizações de direitos humanos e do vice-governador
de Buenos Aires, Gabriel Mariotto, informa a agência de notícias Fides,
acrescentando que na primeira fila do tribunal também estava o sucessor
Dom Angelelli, o actual bispo de La Rioja, Marcelo Colombo, que na noite
anterior celebrou uma missa e conduziu uma passeata do bispado para o
tribunal.
O bispado de La Rioja, a cargo de Roberto Rodriguez, entrou em 2006 como requerente.
"Esperamos 38 anos para ver triunfar a verdade sobre a impunidade e
finalmente, chegou o dia em que a justiça condenou o assassinato de um
homem que lutava pela esperança e dignidade de milhares de pessoas":
Palavras de Fresneda Martin, secretário da organização promovida pelo
governo argentino “Derechos Humanos de la Nación”, após o veredicto que
condenou à prisão perpétua dois oficias pelo assassinato de Dom Enrique
Angelelli.
(Trad.:MEM)
(08 de Julho de 2014) © Innovative Media Inc.
in
Sem comentários:
Enviar um comentário