Páginas

sábado, 13 de setembro de 2014

Panorama

Unido a Deus, meu celibato é para todos


Roma, 12 de Setembro de 2014 (Zenit.org) Andrea Panont, O.C.D 


Certamente eu gosto de olhar do alto, embora compreenda aqueles que por medo se limitam a observar apenas a realidade de baixo.


André – pergunta um amigo - por que você não se casa? Por que não desfruta de uma mulher? Por que não constitui uma família e faz crescer uma ninhada de crianças? Por que privar-se do que Deus te ordenou: crescei e multiplicai-vos? Se a sua vocação é, como parece, um privilégio, porque não é dado a todos?

Eu tentei responder: Eu não me casei com uma mulher? Para casar com o Deus de todos. Eu escolhi o amor que permeia tudo e todos, que todos os homens e mulheres possuem e satisfaz intimamente. Eu não tenho uma ninhada de filhos? Porque o amor que me esposou, me fez pai de uma multidão de filhos e alargou a posse e o tamanho do meu coração para toda a humanidade.

E, sim, é um privilégio essa paternidade, esse amor universal, esta profunda união com Deus; mas é um privilégio em favor de todos aqueles que são casados, em benefício do mundo das famílias.

Como você vê, meu caro Stoforo, há apenas uma lâmpada nesta sala. Somente a ela, entre os milhares de objectos que você vê, foi dado o privilégio de dar luz, graças à sua união com a corrente.

Mas este privilégio é a favor de todos aqueles que vêm a esta sala. Unida ao Reino de Deus, a minha vida é a favor de todos e para todos digo que, como e onde quer que vivam a sua própria vocação, cada um tem um privilégio; e é chamado a apreciar o panorama de toda a floresta.

Saudações do Pe. Andrea Panont

Sem comentários:

Enviar um comentário