Na presença de 5.000 fiéis, o arcebispo
de Milão voltou sua atenção para os ataques do 13 de novembro exortando
para “um verdadeiro compromisso pela construção de uma paz real”
Roma,
16 de Novembro de 2015
(ZENIT.org)
Cerca de 5 mil estavam presentes ontem na Catedral de Milão, onde o
arcebispo de Milão, o cardeal Angelo Scola, celebrou a Missa do
primeiro domingo do Advento (segundo o rito Ambrosiano), na qual orou
pelas vítimas dos atentados de Paris.
"Queremos ter presente no coração e na mente a tragédia de Paris -
disse o cardeal no início da Missa - orando por aqueles que perderam
suas vidas e pelos seus familiares - para expressar a nossa proximidade
de comunhão com todo o povo francês e com toda a humanidade, porque este
crime hediondo vai contra toda a humanidade".
"Também estou grato àqueles que, não crentes, acolheram a nossa
chamada à oração comum”, continuou o arcebispo, “estes fenómenos estão
tomando um peso e um tamanho que os leva a durar no tempo. Orar nos
permite entrar em ação, cada um assumindo a própria responsabilidade
familiar, social e eclesial que lhe corresponde”.
Scola, portanto, convidou os fieis de Milão e do mundo a “não
responder este covarde e ultrajante ato com o ódio”, nem “com o medo,
embora o medo seja compreensível, porque, como cristãos, somos filhos de
Alguém que constantemente nos falou para não termos medo”. “Todos –
disse – sabemos que se Deus está connosco, - de qualquer forma
conseguimos defini-Lo e chama-Lo – quem será contra nós?. Portanto, “não
sentimentos de vingança, mas compromisso firme pela verdade dos
relacionamentos entre os homens e os povos para a construção de uma paz
real dentro da família humana, para a necessária revitalização da
Europa, da qual todos nós sentimos a necessidade."
Em sua homilia, o Cardeal, em seguida, perguntou: "Com qual atitude
devemos viver o presente que, como diz Santo Agostinho, é o único tempo
que realmente nos pertence? Não com a angústia de populações ansiosas,
nem o medo pela espera do que deverá acontecer na terra, mas a
vigilância, uma atitude dinâmica de espera e de expectativa: levantem
seus espíritos e mantenham suas cabeças erguidas. O fim do mundo não
será devido a catástrofes apocalípticas, mas ao retorno glorioso de
Jesus, Aquele que já está chegando. Com todo o nosso coração fixemos
permanentemente o olhar em Jesus Cristo".
"Até mesmo os ataques vis e terríveis em Paris devem ser vividos na
fé e na oração”, destacou o prelado. “A oração não é uma fuga da
realidade, mas é a intensificação do relacionamento com o Senhor da
história. Nos ajuda a entender o que está acontecendo, mesmo estes
trágicos acontecimentos, e nos impele a agir para a verdadeira paz.
Rezemos pelas vítimas, pelos seus entes queridos, pelo povo francês, por
todos os povos do mundo, especialmente aqueles provados pela guerra,
pela perseguição, pela fome e a miséria”.
Finalmente, depois da Comunhão - como aconteceu ontem, em todas as
missas de todas as 1.107 paróquias da diocese de Milão - O Cardeal Scola
convidou mais uma vez a rezar pelos mortos e os feridos de Paris.
Depois da leitura de um texto, no qual se recordava que “a maioria das
mulheres e homens muçulmanos são pessoas de paz”, todos recitaram a Ave
Maria.
(16 de Novembro de 2015) © Innovative Media Inc.
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