O presidente dos bispos da Itália também afirma que cancelar o Jubileu "seria totalmente errado"
Roma,
18 de Novembro de 2015
(ZENIT.org)
"A maneira justa e mais eficaz eu não acho que sejam as armas, e
sim o embargo planetário, concreto e monitorizado contra essas forças
obscuras, como o Estado Islâmico", declarou o presidente da Conferência
Episcopal Italiana, o cardeal Angelo Bagnasco, sobre os recentes ataques
em Paris e os bombardeamentos franceses em Raqqa, na Síria. "Do ponto de
vista político, ninguém tem que falar com essas pessoas; elas têm que se
sentir isoladas. Do ponto de vista comercial, ninguém tem que comprar
petróleo barato deles nem vender armas e comida a eles. Só o isolamento
global monitorizado, sem meios termos, e estritamente controlado pela ONU,
eu acredito que seja firmemente possível e a única resposta eficaz".
Os "acontecimentos trágicos e bárbaros" exigem uma reação "levando as coisas a sério, sem pânico", disse o cardeal, apelando também ao mundo islâmico para "levantar a voz e condenar esta barbárie". É "absurdo" matar em nome de Deus: "como diz o papa, é blasfémia. Não há outra resposta".
Sobre o próximo Jubileu, Bagnasco definiu como "eficaz e pertinente" a sugestão do cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, de envolver os muçulmanos nas celebrações do Ano Santo. "Eu não temo pelo Jubileu, nem pelos co-irmãos nem pelas comunidades cristãs. A vigilância é maior, mais atenta. Não deve haver pânico algum entre as pessoas que devem olhar para Roma, para peregrinação e para a Porta Santa com a serenidade de sempre e com o desejo de rezar junto ao túmulo de São Pedro".
"Cancelar o Jubileu seria totalmente errado, seria uma grande decepção para o povo de Deus e para todos nós. É uma grande graça que devemos viver em plenitude. Se alguém está com medo, deve dissolvê-lo dentro de si mesmo, mas o conselho que eu dou é o de superar o medo e vir a Roma, em peregrinação, serenamente".
Os "acontecimentos trágicos e bárbaros" exigem uma reação "levando as coisas a sério, sem pânico", disse o cardeal, apelando também ao mundo islâmico para "levantar a voz e condenar esta barbárie". É "absurdo" matar em nome de Deus: "como diz o papa, é blasfémia. Não há outra resposta".
Sobre o próximo Jubileu, Bagnasco definiu como "eficaz e pertinente" a sugestão do cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, de envolver os muçulmanos nas celebrações do Ano Santo. "Eu não temo pelo Jubileu, nem pelos co-irmãos nem pelas comunidades cristãs. A vigilância é maior, mais atenta. Não deve haver pânico algum entre as pessoas que devem olhar para Roma, para peregrinação e para a Porta Santa com a serenidade de sempre e com o desejo de rezar junto ao túmulo de São Pedro".
"Cancelar o Jubileu seria totalmente errado, seria uma grande decepção para o povo de Deus e para todos nós. É uma grande graça que devemos viver em plenitude. Se alguém está com medo, deve dissolvê-lo dentro de si mesmo, mas o conselho que eu dou é o de superar o medo e vir a Roma, em peregrinação, serenamente".
(18 de Novembro de 2015) © Innovative Media Inc.
in
Sem comentários:
Enviar um comentário