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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Vatileaks. Fittipaldi fica em silêncio no interrogatório: "Faço uso do segredo profissional"

O autor do Livro “Avarizia” foi interrogado segunda-feira. Escreveu no Facebook: “Para a justiça vaticana eu corro o risco de pegar de 4 a 8 anos de prisão. Uma loucura”. Gianluigi Nuzzi decidiu em vez disso nem aparecer

Roma, 18 de Novembro de 2015 (ZENIT.org)

Continuam as investigações dentro dos muros leoninos sobre o caso da divulgação de documentos reservados da Santa Sé, o assim chamado Vatileaks. Segunda-feira, 16 de novembro, foi interrogado pelo Promotor de justiça vaticano, o jornalista do jornal L’Espresso, Emiliano Fittipaldi, autor do livro “Avarizia”. O próprio jornalista que o publicou do seu perfil do facebook onde escreveu que estava indo para o interrogatório no Vaticano “porque” não tenho nada a esconder, porque sei que só realizei o meu trabalho, e não tenho medo de nada”.

"Acusam-me de ter divulgado documentos reservados, de delito “contra a Pátria’. E me explicaram que corro o risco de pegar de 4 a 8 anos de cadeia. Uma loucura, na minha opinião – escreve o jornalista – porque o meu único crime foi ter dito a verdade”. Às perguntas do Promotor de justiça, Fittipaldi ficou em silêncio apelando ao segredo profissional, “seguindo as regras profissionais que me exigem não revelar as fontes. Porque uma coisa é certa: prefiro ir para a cadeia do que revelar uma fonte de ‘Avarizia’”.

O autor do outro livro escândalo "Via Crucis", Gianluigi Nuzzi, pelo contrário, decidiu não comparecer ao interrogatório. Também confiou a declaração a um post da plataforma social, onde disse: ". Eu decidi que não irei amanhã ao Vaticano como pediu o Ministério Público do Papa. Para eles, quem escreve crónicas é punível”. Nuzzi também lançou a hastag #NoInquisizione!.

A acusação aos dois jornalistas é de “possível colaboração no crime de divulgação de notícias e documentos reservados previsto pela lei n.IX do Estado Cidade do Vaticano”. A notícia, divulgada no dia 13 de novembro, foi confirmada pelo porta voz da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, que declarou: "Na atividade de investigação o judiciário adquiriu elementos de evidência da participação desses dois jornalistas no crime”.

(18 de Novembro de 2015) © Innovative Media Inc.
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