O
autor do Livro “Avarizia” foi interrogado segunda-feira. Escreveu no
Facebook: “Para a justiça vaticana eu corro o risco de pegar de 4 a 8
anos de prisão. Uma loucura”. Gianluigi Nuzzi decidiu em vez disso nem
aparecer
Roma,
18 de Novembro de 2015
(ZENIT.org)
Continuam as investigações dentro dos muros leoninos sobre o caso
da divulgação de documentos reservados da Santa Sé, o assim chamado
Vatileaks. Segunda-feira, 16 de novembro, foi interrogado pelo Promotor
de justiça vaticano, o jornalista do jornal L’Espresso, Emiliano
Fittipaldi, autor do livro “Avarizia”. O próprio jornalista que o
publicou do seu perfil do facebook onde escreveu que estava indo para o
interrogatório no Vaticano “porque” não tenho nada a esconder, porque
sei que só realizei o meu trabalho, e não tenho medo de nada”.
"Acusam-me de ter divulgado documentos reservados, de delito “contra a
Pátria’. E me explicaram que corro o risco de pegar de 4 a 8 anos de
cadeia. Uma loucura, na minha opinião – escreve o jornalista – porque o
meu único crime foi ter dito a verdade”. Às perguntas do Promotor de
justiça, Fittipaldi ficou em silêncio apelando ao segredo profissional,
“seguindo as regras profissionais que me exigem não revelar as fontes.
Porque uma coisa é certa: prefiro ir para a cadeia do que revelar uma
fonte de ‘Avarizia’”.
O autor do outro livro escândalo "Via Crucis", Gianluigi Nuzzi, pelo
contrário, decidiu não comparecer ao interrogatório. Também confiou a
declaração a um post da plataforma social, onde disse: ". Eu decidi que
não irei amanhã ao Vaticano como pediu o Ministério Público do Papa.
Para eles, quem escreve crónicas é punível”. Nuzzi também lançou a
hastag #NoInquisizione!.
A acusação aos dois jornalistas é de “possível colaboração no crime
de divulgação de notícias e documentos reservados previsto pela lei n.IX
do Estado Cidade do Vaticano”. A notícia, divulgada no dia 13 de
novembro, foi confirmada pelo porta voz da Santa Sé, Pe. Federico
Lombardi, que declarou: "Na atividade de investigação o judiciário
adquiriu elementos de evidência da participação desses dois jornalistas
no crime”.
(18 de Novembro de 2015) © Innovative Media Inc.
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